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ARMANDO SEVINATE PINTO Público18/01/2015 - 12:26

O alargamento contínuo das áreas com autênticos mortórios de sobreiros e com povoamentos com crescentes sintomas de declínio interpela-nos a vários níveis, colocando-nos questões sérias e exigindo respostas rápidas e eficazes.

Tendo em conta a progressiva degradação da situação e a óbvia ausência de acções colectivas eficazes para a contrariar, a questão que se coloca é a de saber quanto tempo restará de vida aos sobreiros, a nossa árvore nacional.

Quanto às respostas eficazes, que até agora não aconteceram, o que me faz mais impressão é o imobilismo e a ausência de tentativas concretas de combate às doenças dos sobreiros que estejam à altura das circunstâncias.

Incomodam-me igualmente as reticências que me parecem existir na divulgação pública da situação concreta dos nossos montados e da sua vitalidade.

Uma vez que já tenho a certeza que pertenço à geração que irá ver desaparecer as palmeiras, perdida que me parece estar a guerra contra o escaravelho vermelho que as devora com uma rapidez impressionante, não gostaria mesmo nada de pertencer à geração que verá desaparecer os sobreiros.

Se isso vier a acontecer, as consequências serão bem mais graves do que as resultantes do desaparecimento das palmeiras.

A razão é simples: os povoamentos de sobreiros e os ecossistemas que lhes estão associados, são, sem sombra de dúvida, um dos mais importantes activos naturais que possuímos.

Importantes, pela riqueza que geram: somos o maior produtor mundial de cortiça, uma das mais polivalentes matérias-primas naturais conhecidas e exportamos anualmente mais de 800 milhões de euros de produtos transformados com valor acrescentado 100% nacional.

Importantes, pelos postos de trabalho directos que a sua conservação e exploração justificam e que ascendem a muitas dezenas de milhares, quer junto à produção, quer em cerca de 600 empresas de transformação.

Importantes, porque os povoamentos de sobreiros são os elementos centrais de um dos mais ricos, complexos, estáveis e multifuncionais ecossistemas das regiões mediterrânicas pobres, que constituem uma grande parte do nosso território.

Temos mais de 700 mil hectares ocupados com sobreiros, que fixam carbono, protegem e enriquecem os solos, modulam o clima e abrigam e alimentam ricos habitats de flora (140 espécies aromáticas, medicinais e melíferas) e fauna silvestre (a mais rica fauna da Europa, sobretudo de vertebrados de que se conhecem 55 espécies correntes), favorecendo a diversidade biológica. Contudo, se continuarmos como até aqui, abandonando programas de defesa da subericultura, como aconteceu em 2005, e mais inclinados em consagrar recursos à preservação de espécies com interesse relativo face à enorme importância dos sobreiros, o risco é grande de ainda em vida não conseguir assistir ao triunfo da investigação e da técnica sobre as doenças mortais mais importantes que, dia após dia, acentuam o declínio dos montados.

Sei que há relativamente pouco tempo, em Julho de 2014, foi subscrito por várias instituições um protocolo que formaliza a constituição do Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça, com quinze membros fundadores, entre os quais várias associações, universidades, além do Ministério da Agricultura e da Câmara Municipal de Coruche.

Não sei o que vai dar este protocolo, cujas boas intenções reconheço. Contudo, gostaria bastante mais de ver ser posto em prática um programa concreto, com recursos financeiros e humanos concretos e suficientes para desenvolver uma acção nacional em larga escala que procedesse à análise sistemática dos solos e do estado sanitário das árvores e que, sem limitações nem reticências pseudo-científicas, fosse acompanhado de uma rede alargada de experimentação sistemática de antídotos relativamente às principais causas de morte que fossem detectadas (por exemplo, a utilização de fungos antagonistas do género Trichoderma para combater a fhytophthora).

Incomoda-me pensar que não existam antídotos para o que está a acontecer.

Incomoda-me pensar que existem investigadores preparados e interessados, mas com limitadíssimas condições materiais para desenvolverem acções em larga escala.

De tempos a tempos, ouve-se falar de produtos e tratamentos que poderiam eventualmente revelar-se eficazes contra as doenças principais dos sobreiros, mas que não estão disponíveis para utilização, ou porque ninguém se interessa pela sua homologação ou porque os interessados se deparam com obstáculos que os conduzem à desistência.

Ouve-se falar de práticas agrícolas que potenciam as doenças, mas nada se sabe sobre o seu desencorajamento público. Se se cortar um sobreiro mesmo em estado de morbilidade adiantada, corre-se um sério risco de se ser objecto de uma coima de valor significativo.

Contudo, se não se cortar nada e se deixarem morrer centenas ou milhares á vista de todos, nada acontece, memo que os seus esqueletos fiquem no terreno a contaminar os sobreiros sãos na sua proximidade.

Alguma coisa terá de ser feita para alterar este estado de coisas. Será impensável continuarmos como até aqui, a fechar os olhos à realidade, como se nada estivesse a acontecer.

PS: Começaram recentemente a aparecer as novas regras a que devem obedecer os projectos de investimento agrícolas e agro-industriais que estarão em vigor até 2020 no quadro do Programa de Desenvolvimento Rural (o novo PRODER). O que se vai vendo, infelizmente, não é muito encorajador. Foi dada excessiva liberdade ao funcionamento do complicómetro que habita em cada um de nós e, neste caso, aos responsáveis pela concepção dessas regras. Está-se a regredir, sem explicação razoável, relativamente ao programa anterior e torna-se vital que os responsáveis tomem disso consciência o mais rapidamente possível e que se lembrem das consequências resultantes dos primeiros anos de funcionamento do PRODER e das suas regras absurdas que prejudicaram seriamente o seu funcionamento.

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Cortiça - do montado à rolha

por papinto, em 13.05.12

Cortiça - do montado à rolha
Naturlink

 

 

Alexandra Fonseca Marques, Instituto Superior de Agronomia e Davide Freitas, Associação de Industriais Exportadores de Cortiça

Numa época em que se analisam estratégias de valorização da rolha de cortiça natural face à ameaça das rolhas sintéticas, convidamo-lo a fazer uma viagem pelo processo de transformação da cortiça, desde a sua extracção do sobreiro até à obtenção da rolha.

A principal utilização da cortiça é a produção de rolhas naturais. No entanto, do processo produtivo deste tipo de rolhas resultam vários sub-produtos, que alimentam as indústrias de granulados de cortiça, os quais são a base de inúmeras utilizações, desde a produção de rolhas aglomeradas, rolhas técnicas, rolhas de champanhe até ao fabrico de revestimentos de superfícies, placas isoladoras, juntas, solas de sandálias ou até mesmo na recolha de petróleo derramado. 


 
Classificação da cortiça

A classificação da cortiça está subjacente a todo o seu processo de transformação. Numa primeira fase, essa classificação baseia-se na qualidade e no calibre das pranchas, enquanto que numa fase posterior se centra na qualidade das rolhas.

A qualidade das pranchas é avaliada em 6 classes desde a 6ª até à 1ª, atendendo à porosidade, defeitos, aspecto da barriga e da costa (a costa é a parte mais escura e exterior da prancha) e ao relevo da costa. As pranchas de 1ª qualidade caracterizam-se por uma grande homogeneidade da barriga e costa, menor porosidade, e ausência de defeitos (Gil, 1998). De entre os defeitos da cortiça destacam-se a porosidade excessiva, densidade elevada, deficiência de elasticidade, permeabilidade das membranas celulares, marmoreado, esfoliação, enguiado e mancha amarela (Natividade, 1950).

As rolhas são igualmente qualificadas de acordo com padrões homogéneos definido-se classes que vão da 6.ª até à Extra, passando de modo crescente de qualidade pelas 5.ª, 4.ª, 3.ª, 2.ª, 1.ª e Superior.

O calibre traduz a espessura da prancha, a qual é medida em “linhas” (1linha=2,256 mm). A cortiça com 9 anos de crescimento tem normalmente entre 6 e 24 linhas (13.5 a 54 mm). As classes de calibre são apresentadas na tabela 1. Para a produção de rolhas de cortiça natural são utilizadas as variedades de marca e meia-marca, pelo que serão também estas as que têm maior valorização económica.

Para além das rolhas de cortiça natural são também produzidas no nosso país as rolhas aglomeradas, rolhas de discos e as rolhas técnicas (ou rolhas de champanhe, também designadas por rolhas 1+1, formadas por 2 discos de cortiça natural, das variedades delgada e delgadinha, colocados nos extremos com um corpo aglomerado).


 
 
 
Tabela 1 – Classificação das pranchas de cortiça de acordo com o calibre  

 


Processo produtivo da rolha

O processo de transformação da cortiça para a produção da rolha natural é sintetizado na figura 1. A cortiça é usualmente comercializada em arrobas (1@=15 Kg).

 
Figura 1 – Esquema do processo produtivo da rolha natural

 
 
Extracção da cortiça do sobreiro

A operação de descortiçamento consiste na extracção, normalmente manual, da cortiça dos sobreiros, sendo realizada entre os meses de Maio e Setembro, que correspondem ao seu período de maior crescimento.

A realização do descortiçamento encontra-se regulamentada pelo Decreto Lei N.º 169/2001, que estabelece medidas de protecção ao sobreiro e à azinheira. Segundo este, o primeiro descortiçamento (chamado desbóia) ocorre em sobreiros cujo perímetro do tronco, sobre a casca, medido a 1,30m do solo (pap) exceda os 70 cm e até uma altura máxima de duas vezes esse perímetro. Tal verifica-se por volta dos 18 a 27 anos. A cortiça removida nesta tiragem – cortiça virgem ou branca – é porosa, fendilhada e contorcida, pouco homogénea, pelo que se destina à trituração para a produção dos granulados.

Os descortiçamentos posteriores sucedem-se com um intervalo de pelo menos 9 anos. Assim, do segundo descortiçamento (em sobreiros com cerca de 36 anos), resulta a cortiça secundeira, cujas características morfológicas não são adequadas para a produção de rolhas, destinando-se igualmente à trituração. Neste segundo descortiçamento a altura máxima será de 2,5 vezes o pap.

 
A partir do terceiro descortiçamento obtém-se a cortiça amadia ou de reprodução, que se destina primordialmente ao fabrico das rolhas. A altura de descortiçamento na 3ª tiragem e subsequentes é 3 vezes o pap. Seguem-se cerca de 10-15 ciclos de extracção de cortiça (periodicamente de 9 em 9 anos), geralmente até aos 150 ou 200 anos de idade do sobreiro (Natividade, 1950).

A comercialização da cortiça pode ser feita na árvore ou na pilha, sendo usual após o descortiçamento o empilhamento das pranchas de cortiça removidas. Estas pilhas podem atingir cerca de 50 m de comprimento. 

 

 

Preparação da cortiça

Após a extracção, a cortiça passa por um período de cerca de 6 meses de secagem ao ar, até perder o “verde”, que corresponde a manchas translúcidas devidas à humidade interna da cortiça.

Na fábrica, é sujeita à cozedura em água fervente durante cerca de 1 hora. Esta operação destina-se à desinfecção da cortiça, extracção de substâncias fenólicas (taninos), aumento da sua espessura, melhoria da qualidade e ainda ao aplanar e amaciar das pranchas, tornado-as mais flexíveis para os posteriores tratamentos. Segue-se um novo período de repouso (secagem ao ar) durante 2 a 4 semanas, após o qual se processa o traçamento e selecção das pranchas por classes de qualidade e calibre. O traçamento consiste na remoção dos bordos e fragmentação da prancha caso esta apresente diferentes classes de qualidade ou calibre.

O final do processamento da cortiça nas industrias preparadoras coincide com a constituição dos fardos, usando moldes ou gaiolas metálicas. Os fardos de calibre marca ou meia-marca destinam-se à industria rolheira, enquanto que os de delgada e delgadinha são adquiridos pelas industrias de discos e especialidades. 
 

Produção das rolhas de cortiça natural (transformação por simples corte ou talha)

Já nas instalações da industria rolheira segue-se a rabaneação, que é uma operação manual ou mecânica que consiste no corte das pranchas em tiras, ou rabanadas, a partir das quais se vão vazar as rolhas, numa operação subsequente, designada por brocagem. A espessura da rabanada vai condicionar o diâmetro das rolhas, sendo ainda importante referir que a rolha é brocada no sentido perpendicular ao comprimento da rabanada (sentido do crescimento da cortiça), de modo a que os canais lenticulares fiquem perpendiculares ao comprimento da rolha e portanto ao sentido de vedação (Gil, 1998). No caso da brocagem mecânica é necessária a posterior selecção das rolhas, afim de eliminar as “lenhas ou “cavacos”, ou seja, as rolhas que ficaram mal brocadas.

Seguem-se as operações de rectificação da rolha, nomeadamente o ponçamento, para a correcção do seu diâmetro e o topejamento destinado ao aprumo do comprimento de acordo com o pretendido. Os comprimentos mais usuais são 38, 45, 49 e 54 mm e o diâmetro de 24 mm, para um gargalo de garrafa de cerca de 18 mm. É ainda frequente a realização de operações de escolha das rolhas afim de as separar por classes de qualidade, de acordo com padrões homogéneos, segregando as rolhas com defeitos.

Posteriormente, as rolhas podem ser sujeitas a inúmeros tratamentos complementares, que se iniciam com as lavagens para eliminação de impurezas, o branqueamento com peróxido de hidrogénio e a secagem em estufa. Poderá procede-se a uma nova escolha manual e/ou mecânica das rolhas de acordo com os requisitos estabelecidos com os clientes. É ainda usual a aplicação do revestimento colorido e o tratamento com parafina ou silicone, para facilitar a sua introdução no gargalo das garrafas, assim como a marcação das rolhas, a tinta ou a fogo.

Antes de embalagem dos lotes, deverão ser realizados testes de qualidade e resistência das rolhas, afim de certificar que o lote produzido cumpre o acordado com o cliente.

Fotografias de José Romão

Os sub-produtos, nomeadamente aparas e refugos, são enviados para a industria granuladora, onde são produzidos granulados de diferentes pesos específicos e dimensões, consoante as utilizações pretendidas, através de uma sequência de operações que se inicia com a trituração, seguida da separação granulométrica e densimétrica e posterior ensilagem.

A indústria corticeira tem feito um esforço na normalização dos produtos e na certificação dos processos produtivos, nomeadamente através da certificação pelas ISO 9000 (Certificação da Qualidade), HACCP, e CIPR, Código Internacional das Práticas Rolheiras, criado pelo sector para assegurar as boas práticas no processo produtivo.

Como nota final gostaríamos de destacar que está previsto que em 2005 sejam engarrafadas 25 biliões de garrafas, sendo que 15-17 biliões serão rolhadas com rolha de cortiça natural e 8 biliões com rolhas de cortiça aglomerada (Gil, 2002)

 

As rolhas de cortiça natural são a melhor forma de manter as características do seu vinho inalteráveis. Também, neste caso, o que é Natural é Bom.

 

Alexandra Fonseca Marques alexmarques@isa.utl.pt e Davide Freitasaiecortica@mail.telepac.pt.


Bibliografia citada

Gil, L.M. (1998). Cortiça: Produção, Tecnologia e Aplicação. INETI – Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial

Gil, L.M. (2002). A Rolha de Cortiça e a sua Relação com o Vinho. APFNA.

Natividade, J.V. (1959). Subericultura. Direcção Geral das Florestas.

 

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por papinto, em 22.12.11

Público 22.12.2011
Helena Geraldes


A partir desta quinta-feira, o sobreiro é a Árvore Nacional de Portugal, depois de um projecto de resolução aprovado, por unanimidade, na Assembleia da República e de uma petição pública com 2291 assinaturas.

A petição para consagrar o sobreiro (Quercus suber) como um dos símbolos do país foi lançada em Outubro de 2010 pelas associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza. Hoje, passado pouco mais de um ano, o sobreiro conquistou o hemiciclo.

“A partir de agora, abater um sobreiro não será apenas abater uma árvore protegida, mas sim, um símbolo nacional”, disse ao PÚBLICO o deputado socialista Miguel Freitas, relator do projecto. “O consenso total na Assembleia da República foi muito importante”, acrescentou.

O sobreiro é espécie protegida pela legislação portuguesa desde 2001. Mas essa protecção não foi suficiente para travar a regressão da árvore em território português, motivada por “práticas erradas, nomeadamente de mobilização de solo que danificam as raízes, e doenças ou a combinação das duas situações”, salientou Miguel Rodrigues, da associação Árvores de Portugal. Além disso, “a lei que protege o sobreiro está constantemente a criar situações de excepção para empreendimentos que permitem o abate de árvores”.

Miguel Rodrigues adianta que, depois da criação de um logótipo simbólico, será estudada a criação de uma “plataforma de trabalho que abranja tudo o que tem a ver com o sobreiro, desde associações a câmaras, universidades, indústrias e Estado. Actualmente não há integração de conhecimentos para suprir as necessidades”.

O sobreiro, árvore mediterrânica com mais de 60 milhões de anos, ocupa uma área de cerca de 737.000 hectares dos mais de 3,45 milhões de hectares de floresta em Portugal, segundo o último Inventário Florestal Nacional, de 2006. Hoje é responsável por 10% das exportações nacionais. “De momento, a cortiça é um dos produtos mais importantes da economia nacional”, salientou o deputado Miguel Freitas.

Mas a sua importância não se esgota na cortiça. “Esta árvore representa o montado, um dos ecossistemas mais importantes da Europa e as espécies ameaçadas que dele dependem”, acrescentou.

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A Reitora da UTL, Professora Helena Pereira, apresentou ontem na Assembleia da República, na sua Comissão Parlamentar de Agricultura e do Mar, uma declaração de apoio à iniciativa de declarar o Sobreiro Árvore Nacional de Portugal, em nome da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), Universidade de Évora, Universidade do Algarve e Unidade de Investigação de Silvicultura e Produtos Florestais (INIA).

 

A adoção do Sobreiro como Árvore Nacional de Portugal traduz o reconhecimento deste recurso natural como um património nacional que caracteriza o nosso ambiente e paisagem, que integra a nossa história e cultura, e que faz parte da nossa investigação científica.

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