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Estudo do Mercado do azeite em Portugal

por papinto, em 21.05.12

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Diagnóstico sectorial - Olivicultura

por papinto, em 27.04.11
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Jornal do Algarve, 26 de Feverero de 2011

http://www.jornaldoalgarve.pt/

 

 

Produção da campanha 2010/11 atingiu as 70 mil toneladas e o país caminha para a autosuficiência.

A produção nacional de azeite cifrou-se na campanha 2010/2011 nas 70 mil toneladas, o dobro do que se produzia em 2006, devendo o país alcançar a autosustentação dentro de 4 a 5 anos, anunciou hoje a Casa do Azeite (CA).

Em declarações à agência Lusa, Mariana Matos, vice presidente da CA, afirmou que, “se a questão da qualidade nunca se colocou, a questão da produção em quantidade está ultrapassada”, tendo acrescentado que Portugal deverá alcançar a autosustentação em 2015/2016, um valor que se cifra nas 100 mil toneladas.

Segundo disse aquela responsável, Portugal é hoje o quinto maior produtor mundial de azeite tendo acrescentado que o volume de exportações “cresceu de forma sustentada”, 22,5 por cento ao ano, desde 2006 até 2011.

“Invertemos o paradigma das exportações de menor qualidade e o crescimento qualitativo é sustentado com a exportação de azeite virgem extra, que acrescenta volume e valor, para países como os EUA, Brasil, Venezuela, Angola e Coreia do Sul”, apontou.

Negócio de €310 milhões

Mariana Matos disse ainda que o volume de negócios atingiu em 2010 um volume global de 310 milhões de euros, dos quais 130 ME advêm diretamente da exportação de azeite.

“Em 2006 Portugal exportava 20 mil toneladas de azeite e hoje, cinco anos depois, exportamos 44,5 mil toneladas, 62 por cento das quais para o Brasil”, referiu aquela responsável.

Para a CA, “promover, valorizar e estimular” o consumo interno é o grande desafio que hoje se apresenta no plano interno, tendo em conta que Portugal apresenta consumos per capita “muito abaixo” dos restantes países mediterrânicos.

“Os portugueses consomem hoje 6 a 7 quilos de azeite por ano, metade do consumo per capita dos espanhóis”, disse Mariana Matos, tendo observado que o consumo português “está estagnado devido a problemas estruturais”.

Valorizar a fileira do azeite

Tendo considerado “importante” a realização do I Congresso Ibérico do Azeite, que vai decorrer em Abrantes, para “discutir ideias, analisar o mercado e equilibrar procedimentos” com os produtores espanhóis, Mariana Matos apelou à “imaginação” para valorizar a fileira.

“É preciso promover e valorizar todos os elos da cadeia de produção do azeite, desde o modernizar da imagem, ao integrar na alimentação, é preciso mais investigação e avanços tecnológicos no produto, chegar mais longe nos mercados internacionais e desenvolver um trabalho mais coordenado de promoção do azeite”, defendeu.

“Todos os elos da cadeia de valor devem ser postos em evidência, seja no âmbito da cosmética, dos bio- combustíveis, aproveitamento para biomassa, folhas para chás, indústria farmacêutica, pondo em evidência os benefícios do azeite seja para a pele seja para uma alimentação saudável”, vincou.

Com o objetivo de mobilizar produtores e olivicultores e estabelecer parcerias que contribuam para a valorização do azeite no espaço luso-espanhol, a cidade de Abrantes vai acolher, entre sexta feira e domingo, o I Congresso Ibérico do Azeite.

JA/Rede Expresso

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País aumentou produção de azeite para «68 mil toneladas»

  • 2011-01-14 18:57

Nos últimos 20 anos, Portugal mais do que duplicou a produção de azeite, de 26 mil toneladas para 68 mil, ao mesmo tempo que reduziu para metade o total de lagares, revelou esta sexta-feira o ministro da Agricultura.

Em 1990 - ano que constituiu «o ponto mais baixo que se conhece de produção de azeite» - Portugal possuía «quase mil lagares» para produzir «26 mil toneladas» daquele produto alimentar, lembrou o ministro António Serrano citado pela Lusa.

Mas, passados cerca de 20 anos, tendo em conta dados do final de 2009, o país já tinha reduzido para metade o número de lagares, ou seja, «para pouco mais de 500», aumentando a produção de azeite para as «68 mil toneladas».

«A maior parte dos lagares existente hoje no país conta com tecnologia moderna e avançada. «Estamos a recuperar a produção das décadas de 60 e 70», frisou o ministro à margem da inauguração do novo lagar da Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches, no Baixo Alentejo.

E a produção de azeite «continuou a crescer» no ano passado, garantiu o António Serrano, afirmando que o objectivo, neste sector, passa por «atingir as 110 ou 120 mil toneladas de azeite» no espaço dos «próximos três anos».

O investimento rondou os cinco milhões de euros, dos quais 1,6 milhões em apoios do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) e permitiu a modernização e ampliação do lagar, situado em Brinches, concelho de Serpa.

«Este sector está a caminhar a passos largos para a auto-suficiência, mas está também já a aumentar as exportações. Há muitos produtores portugueses que já estão a colocar os seus azeites no mercado internacional», disse.

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