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April 10, 2014  |  by: Matt Miller  |  1

Changes in grazing practices can help ranchers adapt to climate change. Photo: Matt Miller/TNC

Changes in grazing practices can help ranchers adapt to climate change. Photo: Matt Miller/TNC

By Matt Miller, senior science writer

Across the tropics, farmers are undertaking practices that will help their operations adapt to climate change. They’re breeding plants and livestock to better withstand extreme conditions, conserving genetic diversity of their crops, and adjusting the timing of planting and irrigation.

These adaptation practices will not only help farmers deal with climate change, but also can help increase incomes and provide benefits to the environment.

At the same time, funders recognize the potential for tropical agricultural lands to mitigate the impacts of climate change. They fund projects that reduce deforestation, keep carbon in the ground and reduce agricultural emissions.

Conservationists recognize that both these adaptation and mitigation practices are essential for tropical agriculture.

However, climate mitigation and adaptation are often pursued as separate activities on tropical agriculture lands, reducing their effectiveness in meeting broader conservation goals.

A recent paper in the journal Conservation Letters — by authors representing a broad range of conservation and sustainable agriculture organizations — demonstrates that many tropical agricultural systems can “provide both mitigation and adaptation benefits if they are designed and managed appropriately and if larger landscape context is considered.”

The paper’s authors call this climate-smart agriculture.

However, there are a number of barriers including existing institutional structure, policy processes and funding mechanisms.

“There has been a huge focus on climate change mitigation and adaptation at local, national and international levels,” says Elizabeth Gray, executive director of the Conservancy’s Maryland/DC chapter and one of the paper’s coauthors. “But mitigation and adaptation are discussed in parallel policy debates that are rarely linked, led by distinct ministries and institutions, and involve different constituencies and funding sources. We are rarely talking effectively to on another.”

Basically, what the authors sought were practices that reduced the impacts of greenhouse gas emissions at the same time they enhanced the adaptive capacity of agricultural systems to climate change. This would increase agricultural yields and lead to increased food security.

Are such strategies available?

Yes, according to the authors. In fact, many well-accepted sustainable agricultural practices meet these criteria. These include using composts and minimum tillage, among others.

“Many sustainable agriculture practices offer multiple benefits, including erosion reduction and increased soil carbon,” says Gray, who previously worked for the Conservancy’s Africa program. “They have benefits for both mitigation and adaptation.”

Mitigation is more than planting trees, Gray emphasizes, and could be part of a broader strategy to better integrate land management practices. For instance, working with farmers to plant trees in strategic areas has carbon benefits while also providing shade for livestock and crops such as coffee.

Pilot projects will be essential to show the many benefits of integrating adaptation and mitigation.

“We need pilot sites to demonstrate what this looks like on the ground,” Gray says. “We need to show that by integrating adaptation and mitigation, you can achieve so much more for your effort, time and money. You realize multiple benefits from one project.”

Still, the barriers are significant. Farmers will need assistance and technical information to incorporate climate-smart agricultural practices into their operations.

Funders will need to adjust how monies are distributed to encourage linking mitigation and adaptation outcomes in specific projects. And governments and agencies will need to work better together on an integrated approach, hardly an easy task when each entity has different and occasionally competing goals.

“This integration won’t happen without transformational change,” says Gray. “But The Nature Conservancy is so well poised to play a role in this work. We work in large landscapes. We also have people working on the ground with local farmers. And we have the science to direct where this integration can be most effective.”

The paperHarvey, C. A., Chacón, M., Donatti, C. I., Garen, E., Hannah, L., Andrade, A., Bede, L., Brown, D., Calle, A., Chará, J., Clement, C., Gray, E., Hoang, M. H., Minang, P., Rodríguez, A. M., Seeberg-Elverfeldt, C., Semroc, B., Shames, S., Smukler, S., Somarriba, E., Torquebiau, E., van Etten, J. and Wollenberg, E. (2014), Climate-Smart Landscapes: Opportunities and Challenges for Integrating Adaptation and Mitigation in Tropical Agriculture. Conservation Letters, 7: 77–90. doi: 10.1111/conl.12066

- See more at: http://blog.nature.org/science/2014/04/10/climate-smart-agriculture-tropics-adaptation-mitigation/#sthash.fGAAJfbv.dpuf

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Críticos acusam Governo de beneficiar apenas os projectos ligados à elite.

Angola viu o seu potencial agrícola, antes muito produtivo, aniquilado por 27 anos de guerra civil, mas está a relançá-lo para diversificar a economia, muito dependente do petróleo, e garantir a segurança alimentar da população.

"Produzimos 120 mil ovos e mil litros de leite por dia, mas gostaríamos de produzir muito mais e transformar esta propriedade numa quinta rentável e moderna", explica José Bettencourt, director adjunto de uma exploração situada 480 quilómetros a sudeste de Luanda.

A quinta, de nome Aldeia Nova, ocupa nove mil hectares, emprega 300 pessoas e sustenta quase 600 famílias de agricultores, cada uma com três hectares de terra e um contrato de venda dos seus produtos. Desde Abril de 2011 que quase dez mil milhões de dólares foram investidos na Aldeia Nova por um fundo de investimento do grupo israelita Mitrelli, estando a gestão entregue a uma sociedade privada angolana. O projecto conta com o apoio do Ministério da Agricultura.

Esta exploração agro-pecuária, como outras lançadas no país, quer simbolizar a renovação da agricultura angolana e permitir o desenvolvimento de uma produção nacional capaz de substituir as omnipresentes importações de outros países africanos, da Europa e do Brasil.

Exportador mundial de café, bananas e sisal nos anos 1970, Angola importa hoje quase 80% do seu consumo de bens alimentares.

Tirando o tomate, o abacate e o ananás locais, na mesa angolana domina o bacalhau, a carne de vaca, as massas, o atum em lata, o grão e o feijão verde de Portugal, o frango e os ovos do Brasil, as cenouras, laranjas e biscoitos da África do Sul, sem esquecer a cerveja e o vinho importados de todo o mundo.

Para inverter a tendência, o executivo angolano anunciou uma série de medidas: irrigação, construção de equipamentos eléctricos, criação de centros de formação agrícola e de distribuição de produtos, e a abertura de uma linha de crédito de 350 milhões de dólares para os agricultores.

O Governo angolano estabeleceu a meta de 2017 para alcançar o objectivo de atingir uma produção anual de 2,5 milhões de toneladas de cereais (contra cerca do 1 milhão de toneladas actual) e 20 milhões de toneladas de mandioca (15 milhões de toneladas actualmente), mas também quer cobrir 60% do seu consumo de frango e reduzir a 15% a parte do leite importado, dois produtos que são hoje maciçamente importados.

"O Governo apoia alguns grandes projectos, muitos deles ligados a pessoas que pertencem à elite governante, mas esquece-se de apoiar a agricultura familiar, que é a mais importante neste país", critica o padre Pio Wacussanga, defensor dos camponeses na cidade de Lubango (Huila, Sul).

"As regiões setentrionais vivem uma situação de seca há três anos, mas só este ano é que foi decidido um plano de acção. Já devíamos ter desenvolvido há mais tempo culturas menos dependentes da chuva", diz Wacussanga, recordando que, só na província de Huila, mais de 830 mil pessoas estavam à espera de ajuda alimentar em Maio .

"Apesar das declarações de intenção, o orçamento destinado à agricultura está estagnado entre 1% e 3% do PIB, sendo que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral [SADC] recomenda aos seus países-membros para consagrarem cerca de 10%", sublinha Fernando Pacheco, agrónomo e consultor. "Os agricultores trabalham como há 50 anos, os conhecimentos técnicos, a qualidade das sementes e o equipamento material não evoluíram verdadeiramente", explica, sublinhando que o forte êxodo rural das populações ainda acrescenta mais dificuldades ao sector agrícola.

Estas carências, como os problemas de armazenamento de água e de energia eléctrica, afectam cerca de dois milhões de pequenos agricultores, numa população de 20 milhões, mas também as grandes explorações agrícolas, o que gera custos de produção elevados.

"Como não estamos ligados à rede eléctrica pública, funcionamos com 62 geradores que consomem cem mil litros de gasolina por mês", diz José Bettencourt, o director adjunto da Aldeia Nova. "Como resultado, os nossos ovos saem daqui ao preço unitário de 20 kwanzas [15 cêntimos] e são vendidos ao dobro do preço. Já os ovos que chegam da Namíbia por camioneta vendem-se a 15 kwanzas nos supermercados", diz, defendendo uma taxa sobre os produtos importados.

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AgroPortal, 2010.05.04

O ministro da Agricultura de Angola, Afonso Canga, diz que este sector é o novo dinamizador da economia do país e que em 2009 empregou mais de 70.000 pessoas.

Afonso Canga salientou, em declarações à imprensa, que no ano em curso os dados estatísticos mostram que o número de 2009 já foi ultrapassado.

O ministro falava no âmbito da preparação da 26.ª Conferência Regional da Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), que vai ter lugar em Luanda quinta e sexta-feira.

"Isso faz com que possamos estar optimistas quanto ao facto de que a agricultura é o sector de grande intensidade de mão-de-obra, um grande gerador de empregos, quer na actividade directa quer indirecta", disse o ministro.

Começou ontem em Luanda a reunião de peritos para preparação da 26.ª Conferência Regional da FAO, que reunirá na capital angolana os ministros africanos e técnicos da ONU para debater a segurança alimentar no continente.

A cerimónia de abertura está marcada para quinta-feira, passando Angola a presidir à organização.

Segundo Afonso Canga, anfitrião do encontro, um dos objectivos da conferência é o aumento da produção na área alimentar, tendo em conta que muitos países africanos ainda vivem uma situação grave em termos de alimentação.

"Num continente de aproximadamente mais de 900 milhões de habitantes, 30% da sua população encontrar-se em situação de insegurança alimentar significa muito", disse Afonso Canga.

"Vamos procurar de facto os países, as organizações internacionais, as agências de cooperação bilateral e multilateral, para que possam olhar para África com outro sentido, isto é, aumentando o desenvolvimento na agricultura, nos sectores produtivos para se aumentarem os rendimentos e se poder reduzir o défice alimentar e também por via disso combater-se a pobreza".

Fonte:  Lusa

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