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Público, 25.05.2011
Ricardo Garcia

 

A Câmara Federal brasileira aprovou, na noite de ontem, um novo Código Florestal criticado por ambientalistas por afrouxar as exigências contra a desflorestação na Amazónia.

O texto reduz a área florestal que deve ser mantida intocada numa propriedade e amnistia os cortes ilegais feitos antes de Julho de 2008.

Até agora, uma propriedade rural na Amazónia deveria manter 80 por cento de floresta como “reserva legal”. No cerrado, a reserva legal deveria ser de 35 por cento e no resto do país, 20 por cento. Na prática, porém, poucos cumpriram a lei. O deputado Aldo Rebelo, relator da lei que alterou o código, estima que 600.000 quilómetros quadrados de floresta – mais de seis vezes a superfície de Portugal – deveriam ser replantados para repor a legalidade.

Numa solução mista, entre a defesa da floresta e os interesses dos proprietários rurais, Rebelo apresentou uma proposta em que as chamadas áreas de preservação permanente – topos de montanhas, encostas com declives acentuados e margens dos rios, como a Reserva Ecológica Nacional em Portugal – passam também a ser contabilizadas também como reserva legal, facilitando o cumprimento da lei por pequenos proprietários.

O texto também legaliza áreas de protecção já ocupadas com plantações antigas e consolidadas e zonas que foram desflorestadas até meados de 2008 também em propriedades pequenas.

Apoiado pelo Governo, o texto-base do Código Florestal passou por larga maioria na Câmara dos Deputados, com 410 votos a favor e 63 contra. Já uma emenda proposta pelo PMDB – partido do vice-presidente brasileiro, Michel Temer – foi aprovada com dificuldade, numa sessão tensa. O Governo era contra a emenda, que dá aos Estados a possibilidade de regularizarem ocupações das áreas de preservação permanente – algo que está hoje na esfera federal. Vários deputados de partidos que apoiam Dilma Rousseff votaram a favor da emenda, abrindo a primeira crise da Presidente brasileira com a sua base parlamentar.

O texto dá ainda luz verde a determinados tipos de ocupação das áreas de preservação permanente e amnistia também ocupações anteriores a Julho de 2008. Dilma Rousseff já deu a entender que vetará a emenda, se o seu texto não for alterado.

O novo Código Florestal ainda tem de passar pelo Senado, antes de seguir para a chancela presidencial. Mas desde já ouvem-se críticas dos ambientalistas. “É um desastre. Aumentará o risco de desflorestação, de escassez de água e de erosão”, afirma Paulo Gustavo Prado, da sede brasileira da Conservation International, citado pela agência Reuters.

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Kátia Abreu, vê o resultado da votação de outra forma. “Antes, a lei tinha o selo das ONG. Agora tem o selo da sociedade, do povo brasileiro”, afirmou.

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Florestas e Homens

por papinto, em 22.03.11

Florestas e Homens from GoodPlanet on Vimeo.

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in: http://www.usu.edu/ust/index.cfm?article=48540

Thursday, Dec. 16, 2010

 

A bull rests in a cork forest

 


A bull rests in a cork forest in Portugal's famed Alentejo region. Environmental, economic and cultural factors threaten the iconic forests. USU ecologist Ron Ryel is working with Portuguese officials and scientists on conservation plans.

Ron Ryel, associate professor in USU's Department of Wildland Resources, was selected for the 2010 Fulbright Specialists Program.

For centuries, humans, wildlife and livestock have co-existed in a synergistic balance that’s allowed the Mediterranean’s unique cork oak forests to thrive. But cultural and economic shifts in recent decades threaten the iconic ecosystem along with wildlife that depend on it for survival.

Utah State University ecologist Ron Ryel is among scientists involved in the formation of conservation plans to preserve Portugal’s imperiled cork oak woodlands. Selected for the 2010 Fulbright Specialists Program, Ryel is working with a team led by the Forest Research Center of Portugal’s Technical University of Lisbon.


“Portugal’s cork oak forests are a great example of a human-managed ecosystem that’s been both sustainable and profitable for generations,” says Ryel, associate professor in USU’s Department of Wildland Resources. “But, due to a variety of factors, that’s changing.”

Ron Ryel

Ecologists often study effects of human use of landscapes, he says. “What’s occurring with Portugal’s cork oak forests is a fascinating study of what happens when people abandon long-practiced uses of a landscape.”

Ancient forests of cork oak (Quercus suber) in Portugal’s Alentejo region produce more than half of the world’s cork supply. The medium-sized evergreens live between 150 to 250 years. Trees can first be harvested for cork, which doesn’t harm the tree, at about 25 years of age. Subsequent harvests, after the bark has regrown, are made at nine to 12 year intervals; about 12 times in the tree’s lifetime.

Used in a variety of ways for thousands of years, cork oak has long been valued for its energy-rich acorns that provide supplemental feed for domestic animals that graze on the trees’ understory plants.

Cork’s most popular application, however, emerged in the early 17th century, when Benedictine monk Dom Pérignon chose it as the perfect stopper for his champagne. Its usage blossomed with the spread of mass-produced glass bottles and bottles of wine produced throughout the world carry this Portuguese souvenir.

These days, however, more and more wine bottles sport a metal screw-top and plastic stopper, if they come in a glass bottle at all, and cork producers fear more vintners will move away from traditional cork.

At the same time, Portugal’s livestock industry, with its accompanying grazing that keeps the montados (cork oak woodlands) free of shrub encroachment, is dwindling.

“As members of the European Union, Portuguese consumers now have access to meat and dairy products that are less expensive than those produced in their own country,” Ryel says.

Declines in both cork and livestock production could lead to sell-off of long-held family farms, followed by abandonment – and no management – of forest stands or clearing of forests for development.

The corresponding decrease in grazing pressure has allowed shrubs such as the white-flowered gum rockrose to flourish in cork oak stands. Shrub encroachment heightens wildfire danger, which threatens trees.

The thick insulating bark of the cork oak allows it some protection from fire and the ability to regenerate quickly after a burn. But an ancient tree is no match for a voracious wildfire fueled by overgrown dry shrubs. Loss of trees can lead to growth of invasive plants and soil erosion.

The decline of cork oak forests also threatens biodiversity. The Alentejo, which means “Beyond the Tejo (River)” in Portuguese, and its neighboring cork oak forests are home to Barbary deer, the black vulture, the Iberian eagle and the endangered Iberian lynx. The woodlands also provide sustenance and protection for millions of migratory birds. 

Ryel, who made one visit to Portugal this past fall and plans at least two more trips during his three-year Fulbright stint, is studying water dynamics in the soil and investigating ways to discourage shrub encroachment.

“Economics is a key element of how landscapes are managed,” he says. “If certain practices are no longer economically viable and are abandoned, how do you deal with the consequences?”

Related Links

USU Department of Wildland Resources
USU College of Natural Resources

Contact: Ron Ryel, ron.ryel@usu.edu, 435-797-8119

Writer: Mary-Ann Muffoletto, maryann.muffoletto@usu.edu, 435-797-3517

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Agroportal, 2010.09.25

A floresta portuguesa está a passar por um fenómeno de regeneração espontânea apontado ontem por especialistas da área como a forma “mais barata” de solução para o abandono do mundo rural e para as suas consequências gravosas, como incêndios florestais.

Afinal, dizem os peritos, a solução pode estar no próprio problema pois é o despovoamento e o abandono da agricultura tradicional que parecem estar a impulsionar esta “regeneração natural, com espécies indígenas de Portugal a brotarem espontaneamente por todo o lado”.

O fenómeno foi ontem abordado no final da conferência internacional que juntou durante quatro dias, em Bragança, cientistas de 46 países, numa iniciativa do grupo de ecologia da paisagem da IUFRO, a União Internacional de Organizações de Investigação Florestal.

Os desafios e soluções para as terras agrícolas abandonadas, como acontece nas regiões portuguesas do inteiro, mas também em toda a Europa, foi o tema do último simpósio.

As florestas autossustentáveis são a proposta dos investigadores Carlos Aguiar e Henrique Miguel Pereira para a transição.

“Mais do que plantar floresta de novo é cuidar da que está a nascer e está a nascer muita floresta por todo o lado. É uma boa política identificar onde essa floresta está a nascer e apoiá-la e cuidá-la, e é uma forma barata de o fazer”, defendeu Carlos Aguiar.

A primeira medida para este investigador deverá passar por “apostar em apoiar esta regeneração natural de espécies indígenas de Portugal como os carvalhos, azinheiras e sobreiros, que está a surgir espontane amente por todo o lado”.

O espaço para esta regeneração foi cedido justamente, segundo dizem, pelo abandono da agricultura e o despovoamento.

O reaparecimento destas espécies dar um contributo “a média prazo” para haver menos fogos florestais em Portugal, na opinião de Henrique Miguel Pereira.

Este investigador, que já teve responsabilidades no Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) não entende “como é que o sistema de combate aos incêndios ainda não tomou como máxima prioridade proteger as zonas de regeneração florestal”.

Trata-se, garantem, de espécies mais resistentes e com potencial económico de produção de madeira ou outros bens como cogumelos, mas também de conservação da natureza.

Henrique Miguel Pereira reconhece que esta “transição não é um sistema simples porque exige um envolvimento social e que haja uma visão partilhada pelos diferentes atores do que se pretende para o futuro destas regiões”.

As soluções teriam de ser adaptadas às diferentes realidades e, asseguram, que continuaria a haver espaço para a agricultura.

Sublinham, no entanto que “onze por cento da superfície de Portugal está acima dos 700 metros, onde o uso agrícola provavelmente não será recomendável”.

O que consideram que “não pode continuar a acontecer é o avanço do mato com “ uma série de problema associados em termos de ocorrência de fogos, e desfavorável à biodiversidade”.

Fonte:  Lusa

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Apresenta-IFN5-AFN-DNGF-JP

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Negligência

por papinto, em 18.08.10
Elias o sem abrigo, de R. Reimão e Aníbal F, JN 20100818

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European Forests

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O Instituto Superior de Agronomia, coordenador do projecto internacional Fire Paradox, vai propor hoje à Comissão Europeia que adopte uma directiva ligada ao fogo para que este seja utilizado como forma de prevenir e combater os incêndios florestais.

As conclusões do projecto Fire Paradox, investigação que aborda de forma integrada a temática do fogo florestal e coordenado pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA), de Lisboa, vão ser hoje e sexta feira apresentadas em Freiburg, na Alemanha.

O projecto concluiu que "a utilização do fogo pode ser útil para a resolução do problema dos incêndios" e que deve ser adoptada uma directiva europeia ligada ao fogo, disse à agência Lusa Francisco Castro Rego, coordenador do Fire Paradox e docente no ISA.

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