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Público, 04.09.2012
Helena Geraldes


Produtos biológicos como fruta, vegetais, cereais, carne e leite não vão tornar as pessoas que os consomem mais saudáveis, já que têm níveis de nutrientes semelhantes aos alimentos produzidos pelo modo convencional. A maior diferença está na quantidade de pesticidas, conclui um estudo da Universidade de Stanford, Califórnia, publicado nesta terça-feira na revista Annals of Internal Medicine.

Na altura de escolher o que colocar no cesto das compras, não serão os benefícios das vitaminas e minerais na saúde que vão ajudar a decidir se leva produtos biológicos ou produtos convencionais. “Se tomarmos uma decisão baseada apenas na nossa saúde, não existem muitas diferenças” entre uns e outros, disse Dena Bravata, investigadora principal do estudo que comparou os principais nutrientes nos dois tipos de alimentos.

Para chegar a esta conclusão, a equipa de Dena Bravata analisou centenas de estudos científicos já publicados e identificou os 237 mais relevantes, incluindo 17 sobre as dietas alimentares de pessoas que consumiram alimentos biológicos e convencionais. A maioria dos estudos, 223, comparou os níveis de nutrientes, de bactérias, fungos ou a contaminação por pesticidas de vários produtos, nomeadamente frutas, vegetais, cereais, carne, leite e ovos. A duração dos estudos variou entre os dois dias e os dois anos.

O estudo de revisão da literatura científica existente – que, dizem os investigadores, é o mais completo até agora realizado sobre a questão – não encontrou provas significativas de que os alimentos biológicos são mais nutritivos ou acarretam menos riscos para a saúde do que as alternativas convencionais. Aliás, o fósforo foi o único nutriente encontrado em maiores quantidades nos produtos biológicos. A maior diferença foi detectada ao nível da exposição a pesticidas, mais reduzido nos produtos biológicos.

Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, não ficou surpreendida com estas conclusões. “Já tenho lido artigos científicos que apontam nesse sentido”, ou seja, “no que diz respeito aos principais nutrientes, a diferença não é muito significativa", disse ao PÚBLICO. Além disso, existem muitos factores que afectam a composição nutricional dos alimentos, como a zona geográfica onde são produzidos e se o ano de colheita foi de seca, por exemplo.

O objectivo dos investigadores da Universidade de Stanford foi ajudar ao debate sobre os benefícios para saúde dos alimentos biológicos, uma questão que permanece em aberto. A equipa encontrou várias limitações ao seu trabalho, como a heterogeneidade dos estudos, baseados em diferentes métodos de teste e mesmo de agricultura biológica. Segundo a BBC, o estudo é criticado por ser inconclusivo.

Na verdade, a ideia para a investigação surgiu depois de cada vez mais pacientes de Bravata – que além de investigadora também é médica – lhe perguntarem o que seria melhor para a sua saúde e de não haver uma resposta.

“Esta é uma pergunta recorrente durante as consultas ou ainda nos fóruns de discussão”, contou ao PÚBLICO Alexandra Bento. Ainda assim, a médica e bastonária afirma que “nunca recomendaria um alimento biológico face a outro convencional”. Na sua opinião, na altura da compra é o consumidor quem decide. “Tudo depende do que para nós tem mais importância, se o preço ou se, por exemplo, formos mais sensíveis ao sabor”, uma questão que, para si, “não é de descurar”.

Segundo Alexandra Bento, “é de incentivar a pequena horta para quem tem essa possibilidade”. “Se colher um tomate, ou uma alface ou laranja no estado de maturação ideal e se a consumir imediatamente, esse alimento terá uma riqueza nutricional máxima.”

Os cientistas norte-americanos quiseram dar mais informação às pessoas, não desencorajá-las a consumir produtos biológicos, explicam. “Se olharmos para lá dos benefícios na saúde, existem muitas outras razões para consumir alimentos orgânicos em lugar dos convencionais”, acrescentou Bravata, referindo benefícios ambientais e de bem-estar animal.

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Wasted Food

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Público 2012-08-21 Ana Rute Silva

Entre 2009 e 2011 a superfície cultivada com cereais como o trigo, aveia ou cevada diminuiu 30%. Características do solo não ajudam aos aumentos de produção e os agricultores defendem a aposta no regadio para aumentar rentabilidade

 


A seca que assolou o país e a diminuição da área semeada provocaram a maior queda de produção de cereais como trigo, cevada e aveia, pelo menos dos últimos sete anos. A confirmarem-se as previsões do INE, divulgadas ontem, a derrapagem destes cereais chegará aos 22% este ano, em comparação com 2011, para 126 mil toneladas.

Num ano marcado pela seca, os agricultores já previam este desfecho e não têm dúvidas de que o que se segue é o aumento das importações, já totalmente imprescindíveis para colmatar as necessidades internas: Portugal produz apenas um quarto dos cereais que consome. As baixas na produção em 2012 chegam aos 30% no triticale, cereal híbrido que resulta do cruzamento entre trigo e centeio, e 25% na aveia.

"Estas quebras eram previsíveis. As áreas em que são semeados estes cereais são de sequeiro e os agricultores só semeiam quando há precipitação. Muitos tiveram receio de semear sem ter chovido e, por isso, a área cultivada diminuiu", justifica Gabriela Cruz, directora da Associação Nacional dos Produtores de Cereais. Além disso, face às previsões de preços pouco animadoras divulgadas em Outubro, "os agricultores com terras mais marginais e menos competitivas tenderam a não semear". Mas o cenário inverteu-se. A seca assolou não só a Europa como os EUA, país que perdeu um quarto da sua produção de cereais, e os preços dispararam nos mercados onde se transaccionam as matérias-primas.

Fonte do Ministério da Agricultura também atribui as novas estimativas do INE "ao receio dos agricultores relativamente às consequências da seca" e vê com preocupação "todos os factores que possam afectar a produção agrícola e a rentabilidade dos agricultores". A tutela de Assunção Cristas sublinha que, por isso, lançou medidas de combate aos efeitos da seca e está a estudar a possibilidade de alargar aos produtores de vegetais a linha de crédito de 50 milhões de euros destinada a compensar os efeitos da seca.

Mas olhando para os dados dos últimos anos a quebra na produção de cereais de sequeiro é evidente: no trigo mole (muito usado na produção de bolachas) o volume passou de 196 mil toneladas em 2008 para 38 mil este ano. O desinvestimento neste tipo de cultivo mostra-se também na superfície cultivada: entre 2009 e 2011 a área ocupada pelo trigo mole caiu 56%. Nesse período, e no total dos chamados "cereais praganosos" (que precisam de chuva), a superfície cultivada diminuiu 30%.

O Ministério da Agricultura não atribuiu esta queda à Política Agrícola Comum, que, durante anos, aplicou um sistema de ajudas por tipo de cultivo e está agora em processo de revisão para vigorar depois de 2013. "A diminuição de produção dos últimos anos não é generalizada. A produção de milho está a cerca de 30 mil hectares de conseguir a auto-suficiência e as áreas semeadas têm crescido três a quatro mil hectares ao ano", diz fonte oficial. A quebra expressiva nos cereais praganosos é atribuída, além de à seca, às características de solo e clima de Portugal, explicação que é partilhada por Luís Mira, secretário-geral da CAP. Mira aponta também os baixos preços até agora registados nos cereais, o aumento dos custos de produção e a fraca produtividade dos solos nacionais em comparação com a dos países do centro da Europa. "Hoje as ajudas [comunitárias] estão desligadas. O agricultor procura no mercado a melhor opção de cultivo e escolhe", diz. "Portugal não tem condições de clima ou ambiente para ser auto-suficiente em cereais de sequeiro. As opções dos agricultores vão para o que dá mais rendimento", acrescenta, defendendo que o aumento do regadio pode ser uma solução para inverter a situação de quebra.

Para Francisco Gomes da Silva, professor no ISA e antigo assessor de Assunção Cristas, disseminar o uso desta tecnologia deve ser a "aposta da agricultura portuguesa". Com um uso "altamente eficiente" dos recursos, o regadio daria liberdade aos produtores de apostarem em culturas rentáveis, quando valesse a pena. Quanto à diminuição da produção, era inevitável face à situação de seca, mas a quebra também se explica pelo crescente investimento no regadio e numa mudança mais estrutural do sector. "Não podemos esquecer, e a agricultura foi muito criticada por isso, que houve uma altura em que se faziam cereais em tudo o que era pedra", acrescenta.

Além da maior dependência das importações, é expectável uma subida dos preços de produtos como o pão e, a médio prazo, a cerveja. Tiago Brandão, da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja, admite aumentos no preço ao consumidor mas não para já. "É prematuro." Cerca de 30% da cevada usada na indústria é nacional, mas com a quebra da produção as cervejeiras concorrem com os produtores de rações para animais, obrigados a recorrer a cevada de maior qualidade.

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An essay on the Principle of Population

por papinto, em 12.03.12
malthus

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Por Marta F. Reis, publicado em 12 Mar 2012 - 03:10 | Actualizado há 6 horas 15 minutos

Aumentar preços pode contribuir para a segurança alimentar? Sim, mas o debate ainda está no início

 

Produzir um quilo de leite exige 700 litros de água. Um quilo de carne de porco 4600 litros. Um quilo de carne de vaca 13 mil litros. “Se reflectirmos sobre estes números, teremos de fazer uma revisão radical da nossa dieta”, introduziu Emídio Rui Vilar, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, na passada sexta-feira, em Lisboa, no arranque do ciclo de conferências sobre o futuro da alimentação.

O problema, perante a escassez de água e tendo em conta a carne que comemos, já seria colossal, e mudar de dieta até pareceria fácil. Mas o desafio é global e as soluções continuam em discussão. Em 2050, seremos mais dois mil milhões de habitantes no planeta, 9 mil milhões. Na Europa e nos Estados Unidos o consumo de carne tem-se mantido estável, mas na China quadruplicou em 40 anos. Há mil milhões de pessoas com fome e, segundo dados da ONU, desperdiçamos 30% dos alimentos produzidos.

Se a esta altura já está a recordar o silogismo popular que diz às crianças para comerem tudo porque há pessoas a morrer de fome em África, se calhar a discussão da segurança alimentar vai fazer com que faça sentido: se os preços dos alimentos aumentarem “moderadamente”, sugeriu o convidado de honra da primeira conferência, o professor de Oxford Charles Godfray, talvez haja menos desperdícios, menos fome, além de outras consequências benéficas como aumentar a investigação nesta área e os agricultores terem mais retorno por produzirem mais e melhor.

O objectivo do ciclo da Gulbenkian é pôr as cartas em cima da mesa e antecipar soluções para um problema iminente. São muitas e todas interligadas: das alterações dos padrões de consumo a limitações incontornáveis, como 70% da água disponível já ser canalizada para a agricultura e 30% das emissões de gases com efeito de estufa virem da produção agro-alimentar.

Posto isto, mais as alterações climáticas, Godfray, director do programa Oxford Martin para o Futuro da Alimentação, diz que não há uma solução milagrosa e aumentar o preço seria um bom compromisso para garantir melhores resultados. “Nos países ricos a comida é muito barata, nunca nenhuma civilização gastou tão pouco em alimentos como a nossa”, diz, acrescentando que esse ajuste teria sempre de se fazer com medidas de apoio aos pobres para evitar convulsões sociais.

Já que tipo de aumento seria benéfico, é uma questão em aberto, responde ao i. Mesmo tendo coordenado um estudo para o governo britânico sobre o futuro da agricultura e alimentação (“The Future of Food and Farming”, 2011). Certo é que, pelas próprias pressões populacionais e alterações climáticas, em 40 anos o preço do milho pode duplicar, refere, citando um modelo elaborado para o relatório.

Sem alternativas, com um puzzle enorme por montar e sem recorrer às soluções do passado, por onde se começa? Godfray refere os impostos sobre alimentos calóricos e bebidas açucaradas como um bom ponto de partida mas alerta que é preciso um consenso público sobre os riscos da insegurança alimentar semelhante ao que legitimou os governos a restringir o tabaco ou a combater a pobreza. Para Godfray, a solução última chama-se “intensificação sustentável” da agricultura: “A resposta há 15 anos seria que temos de aumentar a área de cultivo. Hoje, sabemos que isso tem enormes custos ambientais. Temos de encontrar uma solução para produzir mais comida na mesma porção de terra, com menos efeitos ambientais.” E mesmo sendo biólogo de formação, não descarta os transgénicos. “É errado excluí-los. Não vão alimentar África mas podem ajudar.”

E haverá forma de atrair financiamento para investigação quando há alimentos mais baratos a entrar no mercado e uma lei da oferta e procura global? Aqui a solução torna-se mais demorada: entronca nas discussões do futuro da política europeia comum – que terá uma nova fase a partir de 2014 – e numa eventual alteração do acordo geral de tarifas e comércio da Organização Mundial do Comércio, em negociação há dez anos.

Nesta primeira conferência, Arlindo Cunha, ex-ministro da Agricultura e do Ambiente resumiu a evolução da PAC desde 1962 para concluir que está na altura de abrandar: “Temos optado por um modelo de globalização que não serve todas as partes. Era necessário permitir que os países mais pobres pudessem proteger mais os seus mercados e, por outro lado, em relação a países mais desenvolvidos como a Europa – que têm políticas agro-ambientais robustas e que implicam custos de produção mais elevados – permitir-lhes alguma protecção.”

Já no espaço de debate, com auditório cheio e participações reactivas, Arlindo Cunha admite que é preciso aumentar a transparência dos mecanismos destinados a apoiar países mais pobres, como a iniciativa “Tudo Menos Armas”, que favorece a importação de países em desenvolvimento mas é criticada pelo uso indevido de exportadores ricos e emergentes. Mas também aponta o dedo às grandes superfícies na equação da insegurança alimentar: “Os poderes públicos têm andado de cócoras sob o poder das grandes superfícies. Precisamos de políticas que reforcem os mercados locais e regionais. Os países têm de ter direito a uma certa margem de auto-suficiência.”

Também Godfray acredita que a Europa pode fazer mais pela agricultura, mesmo sem gastar mais. Hoje, dos 55 mil milhões de euros de despesa da PAC 40% vão para ajudas directas que não implicam produção de facto. “É um momento único na História. Há 25 anos não conseguíamos justificar racionalmente que iria haver um pico de procura, ainda estávamos convencidos que Malthus estava errado. Hoje sabemos que se falhamos em comida, falhamos em tudo.”

Convém lembrar que Thomas Malthus lançou o debate sobre a fome mundial há mais de 150 anos. “O poder da população é infinitamente maior que o poder da terra para produzir a subsistência do homem”, escreveu.

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Novo director-geral da FAO

por papinto, em 26.06.11

José Graziano da Silva eleito director-geral da FAO

JN 2011-06-26

O candidato brasileiro obteve 92 votos dos 180 votos, mais quatro que o seu principal adversário

 

O brasileiro José Graziano da Silva foi hoje eleito director-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

O candidato brasileiro obteve 92 votos dos 180 votos, mais quatro que o seu principal adversário, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol Miguel Angel Moratinos. José Graziano da Silva toma posse do cargo a 01 de Janeiro de 2012, sucedendo no cargo ao senegalês Jacques Diouf, à frente da FAO há 17 anos. A FAO, com sede em Roma, é a maior agência da ONU com um orçamento anual de mais de 700 milhões de euros.

Outros quatro candidatos ao cargo - da Áustria, Indonésia, Irão e Iraque - retiraram-se da corrida depois de uma primeira volta em que os dois mais votados foram o candidato brasileiro e o espanhol. Após o anúncio dos resultados, Graziano da Silva dirigiu-se, em espanhol, aos representantes dos países membros da agência, para frisar "a necessidade de alcançar consensos e acordos" que permitam à FAO "avançar mais rapidamente na luta contra a fome".

Segundo os últimos números da agência da ONU, em 2010 havia 925 milhões de pessoas com fome no mundo. Graziano da Silva, até agora subdirector da FAO para a América Latina e Caraíbas, foi ministro da Segurança Alimentar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e o rosto do programa brasileiro de luta contra a fome "Fome Zero", considerado um enorme êxito. O "Fome Zero", que assentava na participação da sociedade civil no programa e na igualdade entre homens e mulheres, contribuiu para tirar 24 milhões de brasileiros da pobreza extrema em cinco anos e para reduzir em cerca de 25 por cento a subnutrição no Brasil.

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One third of world's food is wasted, says UN study

About one third of all food produced for human consumption goes to waste, according to a study commissioned by the United Nations food agency.

That amounts to more than one billion tonnes of waste around the world every year.

The study recommends that developing countries should improve production and distribution, so as to stop losing so much food.

It also says industrialised countries must stop throwing so much away.

Loss versus waste

The UN study, by the Swedish Institute for Food and Biotechnology, was aimed at an international trade fair for the food packaging industry, to be held in Germany later this month.

Among the key findings are that consumers in rich countries waste almost as much food, 222 million tonnes, as the entire net food production of sub-Saharan Africa.

Unsurprisingly, the researchers found that fruit and vegetables - including roots and tubers - go to waste more than other types of food.

But the report, entitled Global Food Losses and Food Waste, has a different analysis of the problem for different types of economy.

Commissioned by the UN Food and Agriculture Organisation (FAO), it distinguishes between food loss and food waste.

Losses happen during the production, processing and distribution of food. They affect developing countries worst. The answer is to improve technology and infrastructure, the study says.

Food waste is the big issue in industrialised countries. It is mainly due to retailers and consumers throwing perfectly edible food into the bin.

Waste amounts to around 100kg (more than 200lb) per consumer in Europe and North America every year.

Consumers in sub-Saharan Africa and most of Asia each throw away just 6-11kg.

At retail level, large quantities of fresh food is wasted because of the way it looks. The Swedish researchers reviewed surveys showing that consumers were willing to buy produce that looks imperfect, as long as it is safe and tastes good.

Customers have the power to influence quality standards and should do so, the report says.

And it criticises "buy one, get one free" promotions for their tendency to lead to waste.

Food loss and waste are also a major squandering of resources - water, land, energy and labour - and contribute to greenhouse gas emissions.

BBC © 2011

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Programa_Agro_2011

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DN 2011-03-03 às 10:01

O preço dos alimentos no mercado mundial deverá permanecer próximo do nível recorde atingido em Janeiro pelo menos até ao Verão, sendo o factor determinante as condições meteorológicas, considera Abdolr

O índice global de preços dos alimentos da FAO atingiu em Janeiro o nível mais elevado de sempre, desde que é elaborado (1990), com subidas em todas as classes de produtos, com excepção da carne, e sobretudo nos cereais, óleos e gorduras alimentares e o açúcar.

"Até ao Verão deverão permanecer neste nível. Podem ir um pouco abaixo ou um pouco acima mas, a nossa previsão, é que não haja nenhuma correção substancial", disse hoje à Lusa o responsável da FAO.

O responsável da divisão de mercados e comércio de cereais da FAO, explicou que os principais factores por detrás destes aumentos são a redução dos 'stocks' mundiais e o aumento da procura por parte de países em forte desenvolvimento, que "não mostra sinais de abrandar, mesmo com os preços elevados".

Lusa


 

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A Special Report on Feeding the World

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