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Agricultura: monótona e diversa

por papinto, em 18.05.10
Agriculturamonotonaediversa

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Lei 8_2010_ECDU

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Prados, vacas e estrumes

por papinto, em 09.05.10


http://ambio.blogspot.com/2010/05/pastagens-vacas-e-estrumes.

 

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Lameiro de regadio (Rio de Onor, Bragança)

 

Catão o Censor [234-149 a.C.], diz-nos Columella [Res Rusticae II, 16, 2], enumerava numa passagem hoje perdida dos seus escritos, as seguintes vantagens para os prados: 1) o mau tempo afecta-os menos do que a outras partes do campo, 2) necessitam de um investimento [de manutenção] mínimo, 3) produzem ganhos todos os anos. Columella refere ainda que a palavra prado significa sempre pronto, e que os prados eram mais considerados do que a terra arável no modelo de exploração agrícola pugnado por Catão, há mais de 2000 anos! Os Scriptores Rei Rusticae desconheciam a lei da conservação das massas de Lavoisier ou os princípios de nutrição de plantas formulados nos meados séc. XIX por von Liebig. Catão valorizava os prados porque estes, além de serem uma fonte fiável da energia que põe em marcha o carro e o arado, eram uma peça determinante nos sistemas de restituição da fertilidade dos solos agrícolas. O mecanismo da restituição da fertilidade dos solos agrícolas é conceptualmente muito simples. A manutenção da produtividade dos sistemas agrícolas depende da reposição dos nutrientes – por exemplo o azoto e o fósforo – consumidos pelas plantas cultivadas, e exportados dos solos agrícolas no interior dos grãos de cereal ou na carne animal. Sem nutrientes as plantas não crescem, e não produzem; se as perdas de nutrientes são maiores do que os ganhos o solo esgota-se e a produção de alimentos desaba. Os nutrientes eram um recurso escassíssimo nas sociedades orgânicas (muitos serviços pagavam-se com carros de estrume ou com direitos de pasto). Consequentemente, a restituição da fertilidade do solo era (e será sempre) a chave da produtividade dos sistemas orgânicos de agricultura.

 

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Antes da generalização do uso de adubos químicos, a reposição dos nutrientes fazia-se recorrendo aos resíduos das culturas (quanto mais resíduos permanecessem no solo melhor), a estrumes (mais ou menos enriquecidos com resíduos de origem diversa) e ao enterramento em verde (sideração) de leguminosas. Os estrumes eram um produto animal tão importante como a carne, o leite, a lã, o couro ou a tracção. A produção de estrumes depende do consumo de erva. Quanto mais erva, maior o número de herbívoros domésticos e maior a produção de estrumes. Nos sistemas tradicionais de agricultura da montanha nordestina uma vaca produzia ca. de 15 t estrume/ano e 1 ha de centeio consumia ca. 15 t de estrume, que por sua vez sustentava ca. de 1,5 pessoas. Por conseguinte, quanto maior a área de pasto, e a sua produtividade, maior era a produção de alimentos vegetais, e maior densidade populacional de humanos. A criação de animais, e o consumo de carne, não são uma invenção moderna. A componente animal (e implicitamente o consumo de carne) é indispensável no desenho de sistemas sustentáveis de agricultura. As leguminosas pratenses e forrageiras foram tão importantes como o carvão na génese da revolução industrial em Inglaterra, no séc. XVIII. A incorporação de trevos nas rotações trienais herdadas da Idade Média aumentou os imputs de azoto no solo, a produção de pasto e fenos e a produção de estrumes. Por esta via (mas não só) os trevos incrementaram a produtividade do trabalho agrícola e a disponibilidade de trabalho para a industria. "Carvão, trevos e proletários", poderia ser este o título de um livro sobre a revolução industrial. Os serviço de regulação do ciclo de nutrientes prestado pelo tandem pastagem-animal é pouco valorizado nas sociedades industrializadas. Para além de sustentarem a produção animal, e de servirem de refúgio a plantas e animais de elevado valor conservacionista, a restauração da fertilidade química e física dos solos degradados pela cerealicultura, e a sequestração de carbono são os serviços ecossistémicos prestados pelos prados de maior valor social na actualidade. No entanto, estou seguro que a função de colector de nutrientes no passado desempenhada pelas pastagens será, mais tarde ou mais cedo, recuperada. A escassez energética, e a depleção das reservas globais de fósforo a isso obrigarão.

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Esta semana decorreu entre Miranda do Douro e Zamora, o IV Reunião Ibérica de Pastagens e Forragens. Para quem gosta, pratica e/ou estuda a agricultura foi um momento fantástico de convívio e aprendizagem, fundamental num tema tão complexo, tão interessante, tão importante como são as comunidades herbáceas, indígenas ou semeadas, sujeitas a pastoreio, ou as culturas forrageiras. Senti uma angústia crescente nos quatro dias que durou o encontro. Um tema crucial como este reuniu muito menos interessados do que um qualquer encontro nacional dedicado à conservação da natureza, ou a um pequeno grupo de vertebrados. Já nem falo na correria que são os congressos de energias renováveis, de planeamento e gestão do território, de economia regional ou de segurança alimentar, quatro temas de discussão recorrentes na lista AMBIO. Alguma coisa não está bem!

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European Forests

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Relatorio_anual_incendios_2009

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5-07052010-AP-EN

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ScienceDaily (May 6, 2010) — Climate and agricultural researchers, policy makers, donors, and development agencies, both governmental and non-governmental, from all over the world have just met in Nairobi for a one-day conference, 'Building Food Security in the Face of Climate Change'. The conference was an important part of a big international Mega Programme on Climate Change, Agriculture and Food Security (CCAFS). The programme's secretariat is based at LIFE- Faculty of Life Sciences at University of Copenhagen.

Climate change represents an immediate and unprecedented threat to the food security of hundreds of millions of people who depend on small-scale agriculture and natural resource management for their livelihoods. At the same time, agriculture and forestry also contributes to climate change, by intensifying greenhouse gas emissions and altering the land surface.

To facilitate new research on the interactions between climate change, agriculture, natural resource management and food security, the Consultative Group on International Agricultural Research (CGIAR) and the Earth System Science Partnership (ESSP) have initiated a Mega Programme on Climate Change, Agriculture and Food Security (CCAFS). CCAFS will create unique possibilities in the search for solutions to climate change and food security problems.

"Many farmers in developing countries live in areas that are particularly affected by climate change. In order to secure better living conditions for the farmers, we need to find the right solutions to creating a stable food production that also takes into account the environment. The conference is an important part of that work," says Deputy Director for administration and communication in CCAFS, Torben Timmermann, who helped organise the conference in World Agroforestry Centre in Nairobi.

New ten-year research initiative

Climate Change Agriculture and Food Security (CCAFS) is a large-scale ten-year research initiative which, from its start in 2010, will seek solutions to how to adapt the world's agricultural areas to a different climate with new conditions for production and agriculture and help reduce agriculture's emission of greenhouse gases. The Secretariat for CCAFS is placed at LIFE -- Faculty of Life Sciences at University of Copenhagen. CCAFS will primarily focus on three regions: South Asia, West Africa and East Africa.

Professor at LIFE and member of UN's Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), John R. Porter is pleased with the new research initiative and points out:

" In the months and years to come, together with leading experts from the whole world, we will focus on developing tools to understand climate change with a view to making the world community ready to tackle the challenges we are facing. At the same time, Danish agricultural research will help contribute to solving the most important challenges in the future, climate change and food security," continues John Porter.


University of Copenhagen (2010, May 6). Climate experts aim to build food security in the face of climate change. ScienceDaily. Retrieved May 6, 2010, from http://www.sciencedaily.com­ /releases/2010/05/100506102907.htm

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Agroportal, 2010.05.06

O Brasil vai ser o maior produtor alimentar do mundo até 2025, defendeu o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ao destacar que o país deve aproveitar o contexto favorável de cooperação internacional com países em desenvolvimento.

"A tendência do Brasil é ser o maior 'player' mundial. Temos todas as condições de o fazer de forma sustentada e manter a força em termos de biodiversidade", disse Pedro Arraes num encontro com a imprensa estrangeira.

O país, segundo o presidente da Embrapa, deve utilizar melhor seus recursos naturais e "contribuir efectivamente para suprir alimentos no mundo" num conceito que alia a "agricultura sustentável à preservação do meio ambiente".

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O Papa e a Universidade

por papinto, em 06.05.10
Papa Aos Universitarios

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