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Alterações climáticas e Agricultura

por papinto, em 15.04.10

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Agricultura americana

por papinto, em 15.04.10

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OfuturodaAgriculturaeaAgronomia

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A Primavera a chegar à Tapada!

por papinto, em 14.04.10

 

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O título não corresponde ao conteúdo, mas a notícia é interessante, embora tenha algumas incorrecções

 

i-online, 13.04.2010

Universidades começam a contratar reitores estrangeiros

por João Queiroz, Publicado em 13 de Abril de 2010
São cinco os candidatos estrangeiros a reitor da Universidade do Porto
José Marques dos Santos, actual reitor da Universidade do Porto (UP), terá, ao que tudo indica, cinco adversários estrangeiros na corrida ao segundo mandato no órgão máximo da academia. Segundo soube o i junto de fonte próxima do processo, já terão chegado às mãos do presidente do conselho geral, Luís Portela, cinco listas lideradas por professores externos à universidade, nas eleições que estão marcadas para dia 28 de Maio.

O conselho geral, o órgão que a partir de agora elege o reitor, escusa-se a divulgar até à próxima quinta-feira - data-limite para a apresentação das candidaturas - os nomes dos candidatos, até porque, revelou fonte da reitoria, nem todas as candidaturas estão homologadas e, portanto, nem todas são oficiais. No entanto, o i apurou que, entre os candidatos ao cargo de Marques dos Santos, contam-se um de nacionalidade alemã, outro do Reino Unido e outro do Brasil, radicado nos EUA.

É a primeira vez que a reitoria da Universidade do Porto vai a votos à luz dos novos estatutos do Ensino Superior, homologados em 2008, que contemplam a possibilidade de se candidatarem ao cargo de reitor os professores e investigadores de outras instituições, de ensino universitário ou de investigação, nacionais ou estrangeiras, em exercício efectivo de funções. Esta nova possibilidade levou Luís Portela a anunciar a abertura do concurso público internacional para a escolha do novo reitor em diversos órgãos de comunicação social estrangeiros, o que, aliado ao prestígio da UP, fez despertar o interesse da comunidade académica internacional. É a primeira vez que tal acontece no Ensino Superior público português.

Aposta na continuidade Marques dos Santos, que ocupa o cargo desde 2006, ainda não apresentou oficialmente a candidatura, o que deverá ocorrer, adianta o próprio, nos próximos dias. O i sabe que a lista que concorre a mais quatro anos de mandato apostará na continuidade, não estando previstas mudanças significativas na equipa reitoral que, praticamente na sua totalidade, já manifestou ao reitor a disponibilidade para continuar no cargo. Em estudo, está apenas a possibilidade de ser incluído na estrutura mais um pró-reitor.

À partida, Marques dos Santos não terá qualquer adversário interno, ligado à UP, apesar de se ter chegado a falar na possibilidade de a Faculdade de Engenharia estar a preparar uma lista concorrente ou de o cientista Alexandre Quintanilha, actual director do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da UP e que inclusivamente integra o Conselho Geral, também lançar-se na corrida à reitoria. Hipóteses que aparentemente, conseguiu apurar o i, não passaram disso mesmo.

De acordo com o novo regulamento, aprovado em finais de 2009, a eleição do novo reitor é da competência do Conselho Geral, composto por 23 membros: 12 representantes dos professores e investigadores, quatro representantes dos estudantes, um representante do pessoal não docente e não investigador e seis personalidades não pertencentes à UP entre as quais se destaca Luís Portela. O que ainda não está definida é a forma como vai decorrer a audição pública aos candidatos como é exigido no novo regulamento. Fonte da reitoria garante que essa é uma questão que o conselho geral irá decidir, tendo em conta que estão em jogo candidaturas "estrangeiras", o que acontece pela primeira vez na história do Ensino Superior. O novo reitor é eleito por maioria absoluta.

Mudança legislativa Este tipo de candidaturas tornou-se possível com o novo regime jurídico das instituições do Ensino Superior (RJIES), que entrou em vigor em Outubro de 2007, que determina a realização de um concurso público internacional, deixando assim os reitores de ser eleitos dentro das próprias instituições. No entanto, a atractividade do cargo pode não ser muita para concorrentes estrangeiros. É que em Portugal, um reitor ganha cerca de 6100 euros por mês, muito abaixo do que é pago nas grandes universidades europeias. Só para se perceber a diferença, um vice-reitor no Reino Unido aufere perto de 190 mil euros por ano (os reitores são escolhidos apenas por uma questão de prestígio e não são remunerados).

A Universidade de Lisboa foi a primeira a abrir um concurso internacional, em 2009, mas o único candidato foi António Sampaio da Nóvoa. Na Universidade da Aveiro, chegou a colocar-se a hipótese de haver candidatos estrangeiros, no início deste ano, mas as candidaturas recebidas, de Drauzio Pires de Campos, Javier Carro, John Cooper e Zuhair War- war, cidadãos de nacionalidade brasileira, espanhola e inglesa, não foram aceites por não terem a documentação necessária.

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Docentes e Investigadorese Suasfuncoes

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Agroportal, 2010.04.12

Dacian Ciolos, membro da Comissão Europeia responsável pela Agricultura e o Desenvolvimento Rural, lança hoje um debate público sobre o futuro da política agrícola comum (PAC) na União Europeia. Desde a sua criação, a PAC tem sempre sido adaptada de forma a fazer face aos desafios do seu tempo. Nos últimos anos, nomeadamente em 2003 e aquando do «exame de saúde» da PAC de 2008, foram efectuadas reformas significativas, com o objectivo de modernizar o sector e de o orientar mais para o mercado. A estratégia Europa 2020 abre uma nova perspectiva. Neste contexto, a PAC pode reforçar a sua contribuição para o desenvolvimento de um crescimento inteligente, global e sustentável, respondendo aos novos desafios da nossa sociedade, nomeadamente aos desafios económicos, sociais, ambientais, climáticos e tecnológicos. Deve igualmente ter mais em conta a diversidade e a riqueza dos agricultores dos vinte sete Estados-Membros da UE. O debate agora aberto incide nos objectivos futuros da PAC, na nova perspectiva da estratégia Europa 2020. A discussão sobre os meios terá lugar mais tarde.

«A política agrícola comum não é só para especialistas. É, sim, a política de todos os Europeus. Há que ouvir os cidadãos europeus e recolher as ideias e atender às expectativas de todos os intervenientes na sociedade», declarou Dacian Ciolos. «Aguardo não só as reacções e reflexões dos agricultores, mas também as das associações de protecção do ambiente, de consumidores e de bem-estar dos animais. Há que alargar o debate ao maior número possível de participantes. O conjunto da sociedade beneficia desta política comum europeia através da alimentação, da gestão de territórios e da protecção do ambiente. É, pois, normal que os cidadãos tenham o direito de emitir a sua opinião e disponham de tempo para o fazer», acrescentou o Comissário.

A Comissão Europeia apresentará no final do ano uma comunicação sobre o futuro da PAC após 2013. Mas, antes de apresentar as primeiras orientações políticas sobre este sector estratégico, e a fim de contribuir para os trabalhos que antecedem o processo de decisão, Dacian Ciolos lança um debate público sobre o futuro da política agrícola comum, seus objectivos, princípios e contribuição para a estratégia «Europa 2020».

A fim de recolher as contribuições para este debate, Dacian Ciolos anunciou o lançamento de um sítio internet (http://ec.europa.eu/agriculture/cap-post-2013/debate/index.htm), que permanecerá aberto até Junho de 2010. A síntese das contribuições será em seguida efectuada por um organismo independente. Em Julho de 2010, a Comissão Europeia organizará uma conferência de síntese do debate público, esperando retirar dessa síntese ideias fortes para construir a sua comunicação sobre a PAC após 2013, que deverá ser apresentada no final de 2010.

Além da contribuição que a PAC pode dar para o desenvolvimento da estratégia Europa 2020, o debate público centra-se nos quatro temas seguintes:

Porquê uma política agrícola comum europeia?

Quais os objectivos que a sociedade atribui à agricultura em toda a sua diversidade?

Porquê e de que maneira reformar a PAC de modo a que esta responda às expectativas da sociedade?

Quais os instrumentos para a PAC de amanhã?

No seu discurso à Comissão da Agricultura (COMAGRI) do Parlamento Europeu, Dacian Ciolos refere, para além desses temas essenciais, uma série de questões mais pormenorizadas sobre os problemas do abastecimento alimentar na Europa e no mundo, o emprego nas zonas rurais, a gestão sustentável dos recursos naturais, as alterações climáticas, a volatilidade dos preços, a compreensão das ajudas por parte dos cidadãos, o equilíbrio da cadeia alimentar e a competitividade da agricultura europeia.

Fonte:  CE

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Por Carlos Dias

Alqueva recebeu em três meses 4500 hectómetros cúbicos de água, o que constitui uma importante reserva para consumo humano e regadio


Tanto as autoridades portugueses como espanholas não podiam estar mais satisfeitas com as reservas de água que o último Inverno, particularmente chuvoso, deixou na rede de barragens distribuídas pelo alto, médio e baixo Guadiana. Tanto o regadio como o abastecimento de água às populações estão garantidos durante os próximos três a quatro anos.

O balanço feito pela Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) sobre as afluências vindas de Espanha desde o começo do último Inverno e até ao momento em que foram encerrados os descarregadores de meio fundo da barragem, é elucidativo: durante três meses, entraram em Alqueva 4500 hm3 cúbicos. A albufeira tinha no dia 21 de Dezembro do último ano 3231 hm3 de água. Precisou de pouco mais de mil hm3 para atingir, pela primeira vez, desde que foram encerradas as comportas da barragem em Março de 2002, a sua capacidade máxima de enchimento (4150 hm3), alcançada a 12 de Janeiro passado. Além disso foram libertados pelos descarregadores de meio fundo e utilizados na produção de energia na central hidroeléctrica de Alqueva 3500 hm3.

Na bacia hidrográfica do Guadiana em território espanhol as 29 barragens sob administração da Confederação Hidrográfica do Guadiana (CHG) retinham no primeiro dia do último Inverno 2935 hm3. No balanço efectuado pela CHG no passado dia 8 de Abril, é referido que as albufeiras do outro lado da fronteira tinham, actualmente, 8083 hm3, considerado um máximo histórico.

Desta forma foi autorizado o fornecimento de água para o abastecimento da população, usos industriais (não energéticos) e rega. Eduardo Alvarado, presidente da CHG, destacou a transformação "radical e positiva" que se regista nas albufeiras instaladas na bacia do Guadiana em território espanhol, tendo como referência 2009, o que permite "encarar os próximos anos com mais segurança e garantia de água" para os diversos usos da actividade humana, realçando, contudo, "a necessidade da poupança e o uso eficiente da água".

Em território nacional, por agora, a barragem de Alqueva vai continuar a libertar água apenas para a produção de energia.

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1. Dois anos e meio depois da publicação do “novo” Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), é já possível fazer um primeiro balanço do que mudou em Portugal em matéria de governação das ditas organizações e dos respectivos “ganhos” em matéria de eficiência de funcionamento e de renovação da respectiva organização e lideranças. Alguns de nós, podem mesmo fazê-lo a partir da sua vivência no exercício de funções nos “novos“ órgãos criados pela lei. A essa luz, uma primeira nota a deixar tem que sublinhar a circunstância sintomática de, nas candidaturas a reitores ou a presidentes, aqueles candidatos que não pertenciam ou não eram apoiados pelos grupos que se posicionaram nas candidaturas apresentadas aos Conselhos Gerais terem conseguido poucos ou nenhuns votos, por norma.
2. A ideia romântica, como a classificou um colega, enunciada num certo momento pelo ministro da tutela, de ver alguém vindo do exterior para ser reitor ou presidente de uma das nossas Instituições de Ensino Superior (IES) caiu por terra com a eleição quase sempre por esmagadora maioria dos candidatos da casa e, entre eles, os que se suportavam nos grupos que ao longo dos anos foram mantendo a hegemonia nas instituições. Todo o espectáculo dos concursos internacionais redundou num fogo-fátuo de desperdício e de perda de tempo para os candidatos que não sabiam ao que iam. Confirmou-se que, “tal como no País, numa Universidade (ou Instituto Politécnico) há poucas oportunidades para alguém que não esteja envolvido na lógica ´partidária`” (Jaime Rocha Gomes).
3. Uma outra dimensão daquilo que foi a inércia herdada materializa-se no peso (e estatuto) que os estudantes têm nos órgãos de cúpula de algumas instituições, como é o caso daquela em que trabalho, onde ainda há dias se configurou a situação exótica do órgão se reconhecer refém do veto concedido aos estudantes seus membros em matéria de escolha do provedor do estudante, resultado de disposição consagrada em sede de assembleia estatutária. Daqui saiu que, em vez da academia ganhar um provedor dos estudantes, teremos muito verosimilmente um provedor da associação académica. Deste exemplo, digo, se poderá retirar igualmente alguma ilação sobre quanto é difícil construir um projecto novo com protagonistas velhos e estatutos amassados por gente informada por valores pouco sensíveis à transparência e à democraticidade do funcionamento das instituições. Como conclui em nota que redigi a propósito na altura, “nascendo-se já velho, será muito difícil alguma vez se chegar a novo”.
4. Expressão de “hábitos” velhos é também a forma como alguns Conselhos Gerais vêm lidando com a informação ou, melhor, com a obrigação de prestar contas às academias e à sociedade, em geral, das respectivas deliberações e da forma como vão dando cumprimento às missões das instituições. Situações há em que persiste dúvida sobre a exigência básica de publicitar convocatórias e actas de reuniões, mesmo quando não há matéria de índole estritamente pessoal ou de estratégia da organização que estejam em causa. Os pretextos são os mais diversos, do dever de reserva à desadequação dos canais de difusão mas, em substância, o que prevalece é a vontade reiterada de alguns dos membros dos órgãos de não prestar contas a ninguém das decisões que tomam e da vivência quotidiana das estruturas em causa. Acresce que, desse ponto de vista, os membros externos cooptados não chegam a fazer a diferença. Felizmente, também há quem considere que, em princípio, toda a informação deve ser de acesso livre, e quem já tenha feito presente que, nos dias que correm, “a Administração Pública pauta a sua actividade pelo princípio da transparência e da publicidade”.
5. Novidade recente neste jogo de escondidas e folclore de reformas é o chamado “Contrato de confiança”, celebrado com pompa e circunstância há poucas semanas entre o MCTES e os reitores e presidentes de IES nacionais. A meu ver, se é verdade que as instituições não podiam tomar outra posição que não fosse “ir a jogo”, não é menos verdade que deviam procurar conciliar a “encomenda” com as estratégias próprias, sob pena de embarcarem numa gestão ao sabor dos acontecimentos e das conveniências políticas de outrem. Não tenho nesta altura o retrato geral de como as coisas se resolveram. Tenho entretanto sinais que casos houve em que as respostas dadas não têm consistência com a realidade existente no terreno e muito menos salvaguardam a qualidade do serviço que as instituições deveriam prestar. A seu tempo se verá se a saída que algumas julgaram encontrar para a míngua de recursos financeiros em que o governo as colocou nos derradeiros anos não terá sido uma saída (uma assinatura) em falso.

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de 2010/03/18 do Jornal de Leiria)

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