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1.       Situação Financeira do ISA
2.       Lançamento das bases de implementação da nova organização estatutária do ISA
3.      Avaliação e acreditação dos cursos de 1º e 2º ciclos do ISA
4.       Avaliação de desempenho dos Professores

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 in: www.cap.pt
19-Jan-2010

Um consórcio internacional de investigadores acaba de publicar na revista Nature uma sequenciação completa do genoma da soja.


Esta descoberta poderá contribuir para identificar os genes relevantes para as propriedades agronómicas desta planta. Os investigadores identificaram mais de 46 mil genes, dos quais mil e cem estão associados ao metabolismo dos lípidos.


Estes genes são responsáveis pelo facto de a soja ter mais ou menos óleo e poderão ser modificados para obter mais óleo de soja quer para fins alimentares quer para aumentar o seu uso na produção de biodiesel. Os investigadores acreditam que, por esta via, poderá ser possível obter plantas de soja que produzam mais 40% de óleo.


Nesta investigação participaram 18 instituições, entre as quais o Serviço de Investigação Agrária e o Departamento de Energia dos Estados Unidos da América, assim como a Universidade da Carolina do Norte.

 


 

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Público, 20100115

 

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou esta manhã que, este ano, haverá um aumento, em cerca de 16 milhões de euros, da dotação orçamental para as bolsas da acção social escolar no Ensino Superior.

 

O anúncio foi feito no debate quinzenal, na Assembleia da República, dedicado ao Ensino Superior.

Na sua intervenção inaugural, o chefe do Executivo explicou que esta dotação “permitirá manter o aumento extraordinário decidido em Julho” de 2009, assegurando assim o aumento do valor das bolsas em 10 por cento para todos os bolseiros, e em 15 por cento para os bolseiros deslocados – esta última iniciativa possibilitará, sublinhou Sócrates, alargar a cobertura da Acção Social escolar a imigrantes.

O aumento da dotação orçamental para as bolsas permitirá também fazer crescer o número de bolsas Erasmus.

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Público, 20100113

Carlos Dias

Ao início da tarde, a água encheu, pela primeira vez, a albufeira. EDIA sublinha que, ao fim de oito anos, o "primeiro objectivo de Alqueva está cumprido"


Às 16h de ontem e pela primeira vez na sua história de oito anos, foram abertos os descarregadores de superfície da barragem de Alqueva para libertar a água em excesso. A cota máxima da albufeira - 152 metros - foi atingida pouco passava das 14h. Estes números correspondem ao pleno enchimento da barragem, que armazenava 4150 hectómetros cúbicos de água. Há um ano, a cota de Alqueva encontrava-se nos 147,25m.

A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) reagiu ao pleno enchimento dizendo que "está cumprido o primeiro objectivo do projecto de Alqueva: a constituição de uma reserva estratégica de água, com capacidade para fazer face a três anos consecutivos de seca, com garantia de disponibilidade para o abastecimento público, para a agricultura e para a produção de energia".

A EDIA esclareceu que os Serviços de Protecção Civil estão a acompanhar e monitorizar as operações de descarga.

As previsões meteorológicas favoráveis à continuação da intensa precipitação no bacia do alto e médio Guadiana em território espanhol e as elevadas afluências que continuam a registar-se em Alqueva "levaram a que a EDIA decidisse abrir as comportas da barragem de Alqueva para libertar algum caudal", mantendo-se, mesmo assim, as descargas controladas através dos descarregadores de meio fundo, o que permitia que a albufeira continue com folga suficiente para eventuais subidas nas afluências de água, que são esperadas.

Em consequência da abertura de comportas em Alqueva, também a barragem de Pedrógão, situada 23 quilómetros a jusante, está a descarregar para o Guadiana, prevendo-se que o caudal do rio se mantenha alto nos próximos dias, embora sem atingir as proporções por vezes gigantescas que se verificavam há décadas atrás.

O enchimento pleno de Alqueva já era expectável desde o início deste ano. O volume dos caudais em território espanhol, divulgado anteontem pela Confederação Hidrográfica do Guadiana, confirmava o crescente aumento.

Há precisamente um ano, a bacia espanhola apresentava uma reserva de água de 4060 hectómetros cúbicos (48,9% da sua capacidade máxima de retenção).

Ontem, os volumes armazenados nas 29 barragens do sistema espanhol no Guadiana atingiram cerca de 5100 hectómetros cúbicos (58,5%), com hipóteses, muito prováveis, de poderem vir a ser maiores nas próximas semanas.

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cc_universidades

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Público, 20100112

 


Um momento de crise económica, como o que se vive, é o ideal para que as pessoas apostem na sua requalificação, defende Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Por isso, nos próximos quatro anos, o Governo quer cem mil activos com diploma do ensino superior. Ontem, o Governo, as universidades e os politécnicos assinaram um "contrato de confiança", que para já se traduz num acréscimo de cem milhões de euros no Orçamento de Estado (OE) para este ano.

Um contrato que deixa reitores e presidentes dos politécnicos "satisfeitos", depois de anos de queixas por causa do subfinanciamento do sector; apesar de os representantes das universidades terem pedido o dobro.

A cerimónia de assinatura do contrato, na residência oficial do primeiro-ministro José Sócrates, em Lisboa, foi testemunhada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e pelo secretário de Estado do Ensino Superior, Jorge Heitor. O contrato foi firmado por Mariano Gago e os representantes das 14 universidades e 19 institutos politécnicos públicos. "Este é um momento histórico em que todos, Governo e instituições, se afirmam unidos num objectivo comum decisivo para o nosso futuro colectivo: a qualificação dos portugueses", resume o ministro.

Entre 2010 e 2013, além dos diplomados que saem anualmente - no último ano, foram 66 mil -, o Governo quer que as instituições formem mais cem mil activos. Os cursos de especialização tecnológica (CET), as formações para os maiores de 23 (M23) e o ensino à distância são os instrumentos que as instituições vão ter que desenvolver e que reconhecem estarem pouco desenvolvidas, reconhecem Mariano Gago e Seabra Santos, presidente do CRUP.

E as metas estão já definidas: triplicar o número de estudantes em CET, multiplicar por quatro os inscritos no ensino à distância. O ministério quer ainda que as escolas apostem nos "licenciados activos, empregados e desempregados", comprometendo-se a criar mestrados de índole profissional, "abrindo oportunidades para mais 30 mil novos estudantes" nos próximos quatro anos.

O reforço financeiro de 100 milhões corresponde a cerca de dez por cento no orçamento previsto para as instituições. A semana passada, o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas pediu um reforço na ordem dos 200 milhões: cem para compensar a perda de receitas dos últimos anos e os restantes para investimento. Em vez disso, o Governo avança com metade e no próximo ano as dotações do Orçamento de Estado serão "no mínimo idênticas aos valores agora estabelecidos para 2010", promete. José Sócrates reconhece o esforço feito pelas instituições, que nos últimos anos formaram mais alunos com menos dinheiro. "Foi um bom trabalho", conclui.

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Acordo de paz no ensino superior

por papinto, em 11.01.10

DN, 20100111

 

Governo vai dar mais dinheiro em troca de objectivos mais ambiciosos no número de alunos.
  

O Governo e o Conselho de Reitores preparam-se para assinar um "contrato de confiança", que irá repor para os níveis de 2005 o financiamento público das universidade e dos institutos politécnicos estatais. À cerimónia, que pode acontecer hoje mesmo, deve presidir o primeiro-ministro, José Sócrates.

As negociações têm tido lugar nas últimas três semanas. Principais interlocutores: o ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, e o presidente do CRUP (Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas), Seabra Santos, da Universidade de Coimbra. Na semana passada (5 de Janeiro) a negociação passou pelo próprio José Sócrates, numa reunião em São Bento.

Neste "contrato de confiança", o Governo deverá reconhecer o esforço a que as universidades públicas têm sido sujeitas para cumprirem o seu papel, num contexto de cortes orçamentais fortes.

Mas os objectivos passarão por consagrar um regresso a 2005 nos níveis de financiamento público às universidades e politécnicos estatais. As contrapartidas das instituições de ensino também estão consagradas: objectivos mais ambiciosos no número de alunos, no número de diplomados por ano e nas qualificações dos docentes.

José Sócrates tem sublinhado, em diversas ocasiões, que 35% dos jovens com mais de 20 anos frequentam o ensino superior, um número acima da média da OCDE. O sucesso escolar (70%) também lhe tem merecido elogios.

A promessa de um "contrato de confiança" com o Ensino Superior consta no programa de Governo. Objectivos: "reforço de todas as instituições, assegurando a diversidade das áreas de formação, da saúde às engenharias, das humanidades às artes, das ciências sociais às ciências da natureza e às tecnologias" e, com isto, "contrariar processos de bloqueio corporativo à entrada nas profissões tituladas por formações superiores".

O conteúdo do "contrato de confiança" foi revelado em Novembro passado pelo ministro Mariano Gago aos responsáveis do ensino superior e politécnico.

Prevê "a garantia da diversidade da oferta formativa e da equidade no acesso por parte dos estudantes, o investimento em acção social escolar, a melhoria da qualidade e dos mecanismos de avaliação e acreditação". E ainda "o aumento do número de estudantes em ensino a distância e em cursos de especialização tecnológica, o reforço da empregabilidade das formações e do sucesso escolar, assim como das parcerias e cooperação internacionais". As promessas governamentais incluem, no campo da acção social escolar, alargar a rede de residências estudantis. E ainda duplicar (para 12 mil) o número de beneficiários das bolsas Erasmus (estágios universitários no estrangeiro). No seu programa, o Executivo compromete-se também na "revisão do regime dos estágios obrigatórios e o reforço das condições de estágio de estudantes e diplomados".

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O primeiro-ministro José Sócrates recusou hoje, em Pombal (Leiria), que a agricultura portuguesa constitua um fardo para o País, considerando que o sector puxa pela economia nacional.

 

 

“[A agricultura] é um sector que quer puxar pelo país, não é nenhum fardo para Portugal. A agricultura portuguesa pode e deve ser um sector que puxa pelo País, que moderniza o nosso País”, disse José Sócrates durante uma cerimónia de celebração de contratos com empresários agrícolas ao abrigo do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).

Na ocasião o primeiro-ministro destacou o exemplo da empresa Derovo - que visitou antes da cerimónia -, um grupo empresarial que labora no sector dos derivados de ovo para a indústria alimentar.

“Nenhum de nós calculava que houvesse tantos produtos finais que se obtêm a partir do ovo”, frisou José Sócrates.

Destacou ainda que a Derovo, que possui mais de uma centena de avicultores accionistas “resulta da vontade de vários produtores se associarem para ganharem competências e capacidades”.

O resultado, disse o primeiro-ministro, foi uma aposta empresarial “para poderem fazer melhor do que fariam se estivessem isolados”.

“É um exemplo que outros sectores da agricultura portuguesa devem perceber. Um exemplo não pelo que conseguiram mas pela permanente vontade de progredir, a vontade de estar sempre a investir, é disso que o País precisa, de quem queira investir”, disse o primeiro-ministro.

Fundado em 1996, a Derovo efectuou, um ano depois, a primeira exportação de ovo líquido pasteurizado para Espanha e, seis anos volvidos, em 2002, foi considerada a melhor empresa mundial de produtos de ovo.

O volume de negócios atingiu, em 2009, cerca de 33,2 milhões de euros. Com a abertura de uma segunda unidade de produção, em Proença-a-Nova o grupo empresarial espera atingir daqui por três anos, em 2013, um volume de negócios a rondar os 80 milhões de euros.

Já o volume de investimentos mais do que duplicará em 2013 face a 2009 - 48,1 milhões de euros contra 20,3 o ano passado - enquanto o número de colaboradores deverá subir dos actuais 101 para 280.

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i-online
Marta F. Reis, Publicado em 07 de Janeiro de 2010  |  Actualizado há 5 horas

Director do Serviço de Ciência da Gulbenkian afirma que o sistema universitário tem que mudar:" 14 universidades é incomportável"

 
 

Galileu disse que a luneta dava para ver os navios ao longe e o senado italiano duplicou-lhe o cachet e ofereceu-lhe um cargo vitalício. Não aceitou porque queria ir mais longe. Há exactamente 400 anos registava as primeiras observações de Júpiter, o primeiro produto da ciência moderna. Para João Caraça, director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, a mensagem é actual: é preciso investir nas ideias dos jovens, e na ciência de longo prazo. E motivar o país para a inovação.



O que mudou nestes 400 anos?

Na ciência entendida como a procura das leis da natureza não há nenhuma mudança. Mas a ciência hoje é um contínuo entre dois extremos: o que é a ciência moderna desde os tempos de Galileu e um outro pólo, que é a procura de novas tecnologias de base científica.



E que hoje é o pólo dominante?

Está a puxar praticamente a ciência toda. Que seria de nós hoje se não houvesse computadores nem redes? Temos 6700 milhões de habitantes, seriamos reduzidos a metade, que era aquilo que as tecnologias de 1950 suportavam como população do mundo.



Mas é uma tendência com consequências negativas?

É tão boa ciência como a outra. O problema é que toda a actividade científica começa a ser guiada pelos imperativos de curto prazo, e a ciência não é só resolver problemas mas descobrir grandes regularidades, propor novas concepções do mundo.



Podem estar a escapar novas oportunidades?

Isso nunca saberemos. Mas olhando para a história do conhecimento vemos que as ideias fora da norma são as que têm mais potencial no futuro. É preciso que estas ideias não fiquem escondidas na cabeça das pessoas, e a melhor altura para se fazer isso é quando se é jovem. Um jovem obcecado com um problema pode, sem receio de ir contra toda a sua maneira de pensar e contra o está estabelecido, propor um novo princípio.



São dadas boas oportunidades aos jovens cientistas?

Estes jovens não têm de ser trabalhadores com contrato, isso é mais tarde. O que precisam é de uma grande liberdade para pensar, e de orientadores com capacidade para os deixar trabalhar até encontrarem soluções. Quando Galileu olhou para os satélites de Júpiter, que utilidade é que isso tinha? Inicialmente propôs a luneta para olhar para os navios ao longe e o senado italiano até lhe duplicou o salário e ofereceu-lhe um cargo vitalício, mas ele não quis.



O financiamento dessa ciência mais abstracta é um problema?

Temos de ter meios para suportar a actividade destas pessoas - todas são úteis, umas sabemos quando e outras não. Para as que sabemos que são úteis estamos mais dispostos a canalizar recursos. Uma grande actividade que se tornou industrial como ciência precisa de ser financiada, gerida, avaliada, como qualquer actividade dos serviços. Tratar a ciência desta maneira faz com que a ciência perca um pouco da sua criatividade e espontaneidade. O problema é introduzir neste mecanismo uma parcela que permita que a faísca continue a chispar. Há pessoas que dizem que se devia guardar 10% dos fundos para investigar de uma maneira não comprometida com objectivos e 90% com objectivos.



E há condições para isso?

Neste momento em Portugal o financiamento público é metade do financiamento total. Já é muito bom, não está invertido. Mas devíamos ter mais fontes de financiamento. Nos EUA há a National Science Foundation - cá temos a Fundação para a Ciência e Tecnologia. Mas quando nos EUA é criada a NSF são também criadas agências nacionais para tratar de problemas de investigação em áreas interdisciplinares - na energia, no espaço, na saúde. Nós aqui não podemos só com uma agência para a investigação académica resolver o problema da tecnociência.



O sistema universitário português tem de mudar?

Temos de perceber que as universidades não são todas iguais, e não podem ser. Há universidades que podem estar viradas para um excelente ensino, nem todas podem ter grandes laboratórios de investigação. Seria preciso desagregar algumas universidades e reconstituir algumas. Levaria a que, por exemplo, Portugal tivesse uma universidade tão atractiva e competitiva como as melhores universidades do mundo. Não vamos poder ter as 14, é incomportável. Essa discussão não foi feita e devia ter sido.



Passa pela revisão da Lei da Autonomia das Universidades?

A Lei da Autonomia das Universidades não dá autonomia. Para haver autonomia era preciso um dote de capital. Nos Estados Unidos as universidades de investigação não dependem de nenhum ministério. Na Europa isso é impossível: temos um sistema de vida política baseado na condução dos negócios públicos pelo Estado. Não haverá nenhum ministro que não sinta às vezes a vertigem de intervir numa universidade.



Com consequências?

É o que temos na Europa. Temos de constituir um modelo de universidade que permita a sua diferenciação.



É uma questão em debate?

Não se discute a fundo porque a situação política não permite uma grande reorganização administrativa. Nós não sabemos bem o caminho da União Europeia. Apesar de tudo aquilo que foi conseguido, neste momento a Europa está mais desagregada do que já esteve. Seria preciso um enorme consenso.



Há razões para se estar optimista com a evolução da ciência em Portugal?

Os fundos estruturais permitiram que hordas de jovens não só se dedicassem à investigação como percebessem que isso é fascinante. Agora estes jovens precisam de emprego, de carreiras, científicas ou não. Esse é o problema de um país como o nosso, onde houve uma formação muito acelerada e boa, que nos deu um certo amor-próprio.



As políticas do governo vão nesse sentido?

Têm sofrido sistematicamente de uma dificuldade: pôr o sector privado em ligação com o sector público. É aqui que vejo o maior problema nacional. Os ministros podem falar muito bem uns com os outros mas não vemos os serviços e os ministérios articularem-se e não temos um conjunto de entidades públicas ou privadas a aparecer no sistema com objectivos comuns. Olhamos para o país e vemos que as estruturas que existem estão cheias. Se queremos atingir o dobro do número de investigadores portugueses, não podemos ter o mesmo número de instituições. Isto não é como num balão, soprar... É preciso crescer de forma diversificada.



A estratégia nacional tem sido a adequada?

Tivemos um plano tecnológico, mas precisávamos de um plano nacional para a inovação, que já devíamos ter há dez anos. Durante esta década alguns países gastaram mais de 3% do PIB em I&D. O 25 de Abril preocupou-se com a democracia: dar condições para a livre concorrência. Não houve muito tempo nem muito espaço para discutir estas questões, porque isto era contra a cultura das elites que dirigiam o país. Cabe agora um grande esforço para as pôr de novo na agenda e fazer com que o país dê um salto. Não podemos estar contentes com este estado de coisas. É preciso pensar que todo o mundo está a caminhar neste sentido. Uns já partiram em pole position, outros partiram atrás, mas têm uma passada brutal.



Portugal deve apontar para a

vanguarda?

Eu acho que o querer ser primeiro não dá, é uma coisa efémera. O bom é estar na liga dos primeiros, garante-se uma visibilidade muito grande. Agora temos de nos especializar em algumas áreas, como noutras alturas do passado.



O novo centro de nanotecnologias é um bom exemplo?

Não chega. Temos de ter toda a cadeia, da educação à investigação e ao negócio, à indústria e aos serviços. Não basta ter uns institutos - são peças de um lego que é preciso ligar, porque senão podem ser ligadas a outros sítios e perdemos a capacidade de as coordenar.



Que leitura faz do país neste momento?

Não vemos emergir os políticos que vão ser os grandes responsáveis pela condução do país entre 2020 e 2040, e temos de os ver. Precisamos de mais debate político sobre as grandes questões. O presente é um palco de conflitos, e nós estamos de um lado: vemos sempre algo que contraria a vontade de mudar e de criar novas oportunidades. Temos de lutar contra isso sistematicamente.

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Agroportal, 20100102

A Presidência espanhola do Conselho da União Europeia, que decorre de 01 de Janeiro a 30 de Junho de 2010, considera prioritário continuar os debates sobre o futuro da PAC para além de 2013. Continuam a estar plenamente actuais os objectivos da PAC e o seu valor acrescentado de promoção da segurança e da qualidade agro-alimentar, a sustentabilidade e a inovação, assim como na luta contra as alterações climáticas, a conservação da biodiversidade e a eficiente gestão da água. A adaptação da PAC a uma realidade de mudança e a um sector mais competitivo e eficiente implica um processo contínuo de reformas, para as quais se devem garantir os recursos suficientes a fim de poder atender aos objectivos desta política comum. Além disso, vão ser acompanhadas as negociações no âmbito da OMC, sendo dada especial atenção à parte agrícola. Também se abordará a evolução do mercado lácteo tendo em vista a  eliminação do sistema de quotas.

Consideramos prioritária a melhoria da competitividade da agricultura e da indústria agro-alimentar europeia, bem como o aumento do valor acrescentado dos produtos agro-alimentares comunitários e o fomento do modelo de produção europeu. Para isso, há que assegurar a igualdade de condições entre os produtores europeus e os de terceiros países no cumprimento de requisitos de sanidade animal, sanidade vegetal, saúde pública e bem-estar animal. Também se prestará atenção ao bem-estar animal e à identificação electrónica de bovinos.

O fomento de um meio rural vivo, dinâmico e sustentável é essencial para o nosso presente e para o nosso futuro. Em linha com a promoção da igualdade efectiva entre mulheres e homens em todas as suas manifestações, fomentar-se-á o papel que desempenha a mulher na agricultura e no meio rural.

Pesca

A Presidência espanhola concederá atenção preferencial à Revisão da Política de Pesca Comum, que terminará em 2012. Será impulsionada uma gestão da actividade pesqueira que assegure a sua viabilidade económica, social e ambiental. A Presidência espanhola velará por una exploração dos recursos pesqueiros baseada em critérios de sustentabilidade e no respeito dos objectivos socioeconómicos e eco-sistémicos, e promoverá o reconhecimento destes princípios a nível comunitário e internacional. As actuações nesta matéria deverão completar-se com o fomento do comércio pesqueiro responsável.

Fonte:  www.eu2010.es

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