Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Universidade do Porto já é Fundação

por papinto, em 05.02.09

Para além da UP, o Governo aprovou hoje a transformação da Universidade de Aveiro e do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE)

A partir de hoje, a Universidade do Porto (UP), bem como a Universidade de Aveiro (UA) e o ISCTE, transforma-se em fundação pública de direito privado. A passagem ao regime fundacional foi hoje aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros.

A possibilidade de as universidades requererem a passagem a fundação pública de direito privado estava salvaguardada no Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES), sendo que apenas estas três solicitaram a mudança.

As três instituições vão, agora, ter que se reger pelo direito privado no que toca à gestão financeira, patrimonial e de carreiras dos docentes e investigadores. O que significa que vão, a partir de agora, ser responsáveis pela geração de 50% das receitas relativamente ao montante total recebido.

No entanto, a UP, UA e o ISCTE vão continuar a ser financiados pelos dinheiros públicos do Orçamento de Estado destinados às instituições públicas, com contratos baseados em objectivos de desempenho.

De instituição pública até fundação

Depois de um longo processo de auscultação das várias unidades orgânicas no âmbito da elaboração dos Novos Estatutos da Universidade, a assembleia Estatutária (AE) da UP aprovou a passagem a fundação a 22 de Dezembro do ano passado. A decisão foi tomada com 17 votos a favor e dois contra.

Já em Janeiro deste ano, a UP fez quinze exigências à tutela que salvaguardam, entre outros aspectos, um regresso ao anterior regime não fundacional. A Universidade pretendia também garantir a possibilidade de recorrer a fundos europeus e públicos como entidade pública ou instituição privada sem fins lucrativos.

Os objectivos da AE passam por assegurar uma gestão financeira mais simples e ter maior autonomia financeira.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Diàrio de Notícias, 20090201
DIANA MENDES
NATACHA CARDOSO
 
Mau tempo. Contrariando a cada vez maior tendência de seca, o primeiro mês do ano registou chuva intensa, batendo a média das três últimas décadas. A situação levou a Protecção Civil e as autoridades a tomar medidas de prevenção. Segundo os meteorologistas, vai cair chuva nos próximos nove dias
Choveu mais este Janeiro do que no mesmo mês nos últimos 30 anos, em termos médios, disse ontem ao DN fonte do Instituto de Meteorologia (IM). Os dados relativos à precipitação até ao dia 30 apontam, "que o valor de Janeiro excede claramente os valores normais", medidos através de uma média dos vários anos.

A noite de hoje terá sido um dos melhores exemplos para estas contas, o que levou as autoridades a tomarem, ontem, medidas especiais, nomeadamente em Lisboa e a aconselhar as pessoas a ficar em casa.

Os registos da chuva nas 24 estações meteorológicas do IM - espalhadas pelo País que fazem medição da pluviosidade há pelo menos 30 anos - ultrapassaram a média, com excepção de Sagres, Castelo Branco e Faro. Mas segundo as previsões do IM, esta última ultrapassaria os valores médios já esta noite.

Em Dezembro, a situação terá sido contrária. "Apenas Monte Real e Coimbra ultrapassaram as médias de Dezembro dos últimos 30 anos", refere a mesma fonte.

"Estamos a viver um Inverno à antiga", explica ao DN o climatólogo Dionísio Gonçalves, acrescentando: "Este é um bom exemplo do nosso clima normal. O que sai da normalidade foi o número de vezes que nevou. Sobretudo no litoral e em locais onde é muito raro". O Norte e o Centro de Portugal foram as regiões mais afectadas pela chuva, apesar de esta noite a chuva ter descido no mapa (centro e sul).

Adérito Serrão, o presidente do IM, admite que a chuva persistente deste mês "é inadequada". "Há uma tendência para o aquecimento. Já no ano passado vivemos um ano muito seco, por isso é natural que em Janeiro tenha chovido mais do que em cada mês de 2008", refere.

As previsões para 2009 são difíceis de fazer e é por isso que apenas se realizam para os próximos nove dias. Apesar de a fiabililidade não ser grande, há estimativas a três e seis meses. E em relação ao primeiro trimestre, os climatologistas acreditam que a média dos 30 anos seja ultrapassada.

De acordo com a meteorologista Maria João Frade, a chuva está para durar.- "Nos próximos nove dias, esperamos precipitação todos os dias", esclarece. Já ontem quase todos os distritos estiveram em alerta amarelo, o terceiro mais grave numa escala de quatro.

Hoje, espera-se mais chuva e queda de neve acima dos 800 metros|

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Pág. 2/2






subscrever feeds