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Económico com Lusa 

16/08/10 15:35


Portugal tem duas universidades na lista das 500 melhores do mundo, numa análise feita pela Universidade de Jiaotong, de Xangai, na China.

A Universidade de Lisboa e a Universidade do Porto são as únicas portuguesas da lista, surgindo ambas na posição 401, lado a lado com vários institutos.

O 'top 500', revelado por aquela universidade chinesa, é muito esperado na Europa, onde é também muito contestado, uma vez que, pelo oitavo ano consecutivo, o primeiro lugar é ocupado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. À semelhança da edição de 2009, os Estados Unidos ocupam 17 dos 19 primeiros lugares.

As três primeiras posições mantêm-se inalteradas, havendo apenas uma troca directa entre o segundo e o terceiro postos: Harvard em primeiro e Berkeley rouba o segundo lugar a Stanford.

Na Europa, apenas as britânicas rivais de Cambridge (5.º) e Oxford (10.º) estão entre os dez primeiros lugares. Todas as outras são norte- americanas.

Na vigésima posição, a Universidade de Tóquio é o primeiro estabelecimento não americano e não europeu a aparecer.

A Suíça, com o Instituto Tecnológico de Zurique, ocupa a 23.ª posição. O Canadá aparece em 27.º lugar, com a Universidade de Toronto, e a Bélgica surge apenas no 90.º posto, com a Universidade de Gand.

Na lista das 500 universidades, a Alemanha está a ganhar terreno, sendo o segundo país com mais estabelecimentos classificados, 39 universidades, ainda assim muito longe dos Estados Unidos, que têm 154.

O Reino Unido tem 38 universidades qualificadas e o Japão 25. Já a França, que estava em quinto lugar em 2009, com 23 universidades, desceu um lugar no ranking por países, com 22 universidades, em ex-aequo com Itália e China.

Feita desde 2003, esta classificação nasceu quando a China decidiu dotar-se de universidades de prestígio internacional. Trata-se de definir critérios para que uma universidade seja considerada de interesse mundial e de analisar o posicionamento dos institutos chineses.

Hoje, a Jiaotong parece um pouco ultrapassada pelo interesse que o seu posicionamento suscita, uma vez que esta análise está a levantar várias críticas na Europa, sobretudo em França.

A Europa - que pretende estabelecer a sua própria classificação em 2011 - defende que os critérios tidos em conta penalizam as suas universidades e que a qualificação é quase exclusivamente científica. De facto, os critérios de Jiaotong consideram essencialmente o desempenho de um instituto em matéria de investigação, não equacionando a formação.

Ou seja, é considerado o número de prémios Nobel, as medalhas Fields (equivalentes ao Nobel em Matemática) e os artigos publicados em revistas unicamente anglo-saxónicas como a Nature ou a Science, sendo excluídas as francesas.

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