Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Público 20100620 

Projecto de 7,5 milhões de euros está pronto para avançar e reúne mais três parceiros e uma empresa de capital de risco


Uma nova sociedade liderada pela Companhia das Lezírias (CL) pretende investir cerca de 7,5 milhões de euros na criação de um bioparque e na construção de uma central de biomassa, na zona do Catapereiro, junto à estrada que liga o Porto Alto a Alcochete.

O novo equipamento, único no Sul do Ribatejo, deverá receber desperdícios resultantes da actividade agrícola e florestal da região e, através deles, irá produzir calor, energia eléctrica e produtos específicos, como concentrados para utilização em lareiras.

Segundo Vítor Barros, presidente da Companhia das Lezírias, o projecto está a ser desenvolvido por uma nova empresa participada também pela Tecotimber (especializada em funções aéreas ligadas à exploração florestal), pela Frestec e pela Orivárzea (agrupamento ribatejano de produtores de arroz), que faz a recolha de palhas e casca de arroz.

Estes quatro parceiros terão parcelas de capital social semelhantes e a sociedade terá também a participação inicial de uma empresa de capital de risco que apoiará a alavancagem financeira do projecto.

"Está praticamente aprovado um apoio a fundo perdido da ordem de um milhão de euros", explicou Vítor Barros, frisando que esse financiamento proveniente da área da agricultura deverá ser destinado à instalação do bioparque, dedicado à concentração de todo o tipo de desperdícios agro-florestais que vão alimentar a futura central.

Ao mesmo tempo, os promotores do investimento têm procurado, junto do Ministério da Economia e da Inovação, apoios ou possibilidades de acesso a crédito com juros bonificados para a construção da central de biomassa. "Já temos autorização para injecção de energia na rede, através da subestação eléctrica do Porto Alto", acrescentou o presidente da CL.

Vítor Barros acrescentou que complexo será instalado na zona do Catapereiro, junto aos secadores e à adega que a Companhia das Lezírias já possui nesta área do extremo sul do Ribatejo, situada mesmo à beira da Estrada Nacional 118.

"Tudo o que é agro-indústria na área da Companhia vai ser transferido para aquela zona. Já estamos a preparar tudo para começar a fazer o investimento e já estamos, inclusivamente, a ver as caldeiras da futura central", prosseguiu Vítor Barros.

O líder da companhia agrícola de capitais públicos salientou que nos 20 mil hectares da Companhia das Lezírias são produzidas, anualmente, mais de 5000 toneladas de biomassa, mas que a central terá uma capacidade bastante superior e receberá materiais de toda a região envolvente.

A Companhia das Lezírias dedica-se a um conjunto diverso de actividades na área agrícola e florestal.

Autoria e outros dados (tags, etc)