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Já imaginou se pudesse viajar no tempo e visse como era uma transfusão de sangue em 1660 ou como foi produzida a aspirina? Para celebrar 350 anos de existência, a Royal Society britânica quis brindar os amantes de ciência com um presente fascinante: uma página na internet onde, pela primeira vez, disponibiliza manuscritos de algumas das

descobertas científicas

mais importantes dos últimos três séculos e meio.

O portal da instituição científica mais antiga do mundo chama-se “Trailblazing” e apresenta aos internautas uma “linha do tempo” onde podem escolher artigos originais de grande valor histórico e científico da década. O melhor do “Trailblazing”? A teoria de Newton sobre a luz e as cores (1672), um terrível relato de uma transfusão de sangue em 1660 ou um estudo de 1770 que afirma que o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart era um génio - uma teimosia do cientista Daines Barrington que quis provar que esse menino, então com oito anos, possuía um talento musical acima da norma.

Mas há muito mais para ler: entre cerca de 60 mil artigos produzidos em 350 anos, a Royal Society seleccionou 60. Entre os documentos, recolhidos da publicação científica mais antiga do mundo em língua inglesa – “Philosophical Transactions” -, existe um estudo de 1776 que conta como o capitão James Cook livrou os marinheiros do escorbuto com repolho em conserva, limão e malte, muito antes de aparecer investigação sobre nutrição. Já entre os escritos mais recentes, estão as descobertas de Stephen Hawking sobre os buracos negros em 1970.

Criada oficialmente a 20 de Novembro de 1660, a Royal Society começou como uma associação de pensadores reunidos para discutir as teorias filosóficas e científicas de

Francis Bacon

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