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26-11-2009

 

A qualidade da rolha de cortiça foi, mais uma vez, internacionalmente reconhecida. A percepção do seu desempenho continua em ascensão, com inúmeros comentários de personalidades afirmando o seu crescente apoio e satisfação para com este vedante.

Nos Estados Unidos, a Sociedade de Vinhos Franceses (French Wine Society) realçou que o problema de TCA (2,4,6-trichloroanisole) - vulgarmente designado como ‘gosto a rolha’ -, não foi considerado um problema no seu evento anual, que decorreu em Outubro. Mais de 500 garrafas de vinho foram abertas na Conferência da Sociedade de Vinhos Franceses e foi anunciado que apenas quarto destas garrafas estavam com problemas relacionados com este composto químico.

Lisa Airey, directora de educação da Sociedade de Vinhos Franceses afirmou que “estes números são bastante impressionantes. Claramente estamos a observar uma mudança muito positiva na confiança dada à rolha de cortiça natural”. E continua: “houve uma mensagem nas garrafas que abrimos este ano. Demasiadas pessoas consideram que o TCA é responsável por qualquer aroma mau presente no vinho. Dizem que o vinho está com ‘gosto-a-rolha’. Isto é injusto... e está na hora de mudar isso”.

Este anúncio segue-se a um relatório do Dr. Christian Butzke – Professor de enologia Americano e Júri de Vinho – que afirmou que “o TCA já não é considerado um problema para a Indústria Vinícola dos Estados Unidos”. No relatório, publicado na edição de Maio/Junho 2009 da Vineyard & Winery Management, Butzke diz que “o TCA não é problemático do ponto de vista do consumidor e do produtor”.

Para além das declarações da Sociedade de Vinhos Franceses e de Butzke, a reconhecida publicação líder de Mercado dos EUA, Wine Business Monthly, afirmou, no seu ‘Relatório de Vedantes 2009’, que “a cortiça natural continua a ser o vedante com melhor resultado nas adegas Americanas em termos de ‘percepção geral’”.

Para finalizar, no evento Wine Future que decorreu em Rioja, o reconhecido crítico de vinho Robert Parker comentou que “a qualidade da cortiça claramente melhorou e que se têm registado desenvolvimentos positivos no sector”. O especialista usa a experiência que teve na prova em Rioja para evidenciar a sua afirmação e coloca o número de possíveis garrafas problemáticas inferior a 1%.

Estas afirmações não só contribuem para uma percepção positiva da cortiça, como também confirmam a qualidade incomparável deste produto. Registe-se que a indústria da cortiça investiu cerca de 400 milhões de euros, nos últimos anos, em investigação & desenvolvimento, inovação e novas fábricas de modo a melhorar a qualidade dos seus vedantes. Uma aposta que continuará a estar na linha da frente do sector.

Fonte:  apcor


 

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