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04-Jun-2009

CAP aqui

O uso da agricultura para minimizar a mudança climática nos países em desenvolvimento pode ser a chave para a luta contra a fome e a pobreza, segundo um relatório divulgado pela FAO. «Se a agricultura nos países em desenvolvimento se tornar mais sustentável, aumentar sua produtividade e se for mais resistente ao impacto da mudança climática, ajudará a reduzir o número actual de cerca de um bilhão de vítimas da fome e oferecerá oportunidades de renda e emprego», destacou Alexander Mueller, director-geral adjunto da FAO. O organismo, que tem sede central em Roma, advoga maiores investimentos e informação para aumentar os cultivos sustentáveis e formar agricultores de acordo com novos critérios. «Milhões de camponeses pobres em todo o mundo podem ajudar a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa», destacou Peter Holmgren, coordenador da FAO para as negociações da ONU sobre a mudança climática. «O novo acordo mundial sobre o clima que for adoptado em Copenhaga em Dezembro deve incluir a agricultura», pediu Holmgren. Segundo ele, os acordos mundiais actuais não chegam aos camponeses nos países mais pobres. «É preciso adoptar mecanismos novos e mais flexíveis de financiamento, que ofereçam incentivos aos agricultores, incluindo os pequenos camponeses, e pode participar na redução e eliminação dos gases causadores do efeito estufa», destacou a FAO. A agricultura é uma fonte importante de emissões de gases causadores do efeito estufa, com 14% do total no mundo. As mudanças de uso da terra, como o desmatamento, representam 17% a mais, segundo dados da organização. Entre 1990 e 2005, as emissões da agricultura nos países em desenvolvimento aumentaram em cerca de 30% e espera-se que aumentem ainda mais.

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