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PÚBLICO
30.01.2009

O reitor da Universidade de Coimbra, Seabra Santos, afirmou ontem haver "vontade política de estrangular" o ensino superior quando as universidades são "afogadas" com tentativas de reforma num "enquadramento financeiro incompreensivelmente difícil". Na Universidade de Coimbra, onde intervinha sobre a reforma de Bolonha, o reitor lamentou que as instituições estejam a ser "afogadas em catadupa com tentativas de reformas, algumas delas já concretizadas", mas com "um enquadramento financeiro incompreensivelmente difícil".
"Não há outra explicação que a vontade política de estrangular o sistema. Não há outra razão plausível", avaliou o também presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas.
Em seu entender, as reformas deveriam ser acompanhadas por "envelopes financeiros que as tornassem mais eficazes, como acontece noutros países". Nos últimos quatro anos, as instituições perderam cerca de 30 por cento do financiamento do Orçamento do Estado.
"Há-de haver um Governo que há-de olhar para este problema com outros olhos e perceber que assim não consegue desenvolver o país e a economia, e esta questão é particularmente crítica no momento que estamos a atravessar, da crise em que nos encontramos", alertou.
Para Seabra Santos, é incoerente a política do Governo de investir em ciência e desinvestir no ensino superior, que na sua opinião é que sustenta o desenvolvimento científico. Lusa
 

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