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Wasted Food

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Público 2012-08-21 Ana Rute Silva

Entre 2009 e 2011 a superfície cultivada com cereais como o trigo, aveia ou cevada diminuiu 30%. Características do solo não ajudam aos aumentos de produção e os agricultores defendem a aposta no regadio para aumentar rentabilidade

 


A seca que assolou o país e a diminuição da área semeada provocaram a maior queda de produção de cereais como trigo, cevada e aveia, pelo menos dos últimos sete anos. A confirmarem-se as previsões do INE, divulgadas ontem, a derrapagem destes cereais chegará aos 22% este ano, em comparação com 2011, para 126 mil toneladas.

Num ano marcado pela seca, os agricultores já previam este desfecho e não têm dúvidas de que o que se segue é o aumento das importações, já totalmente imprescindíveis para colmatar as necessidades internas: Portugal produz apenas um quarto dos cereais que consome. As baixas na produção em 2012 chegam aos 30% no triticale, cereal híbrido que resulta do cruzamento entre trigo e centeio, e 25% na aveia.

"Estas quebras eram previsíveis. As áreas em que são semeados estes cereais são de sequeiro e os agricultores só semeiam quando há precipitação. Muitos tiveram receio de semear sem ter chovido e, por isso, a área cultivada diminuiu", justifica Gabriela Cruz, directora da Associação Nacional dos Produtores de Cereais. Além disso, face às previsões de preços pouco animadoras divulgadas em Outubro, "os agricultores com terras mais marginais e menos competitivas tenderam a não semear". Mas o cenário inverteu-se. A seca assolou não só a Europa como os EUA, país que perdeu um quarto da sua produção de cereais, e os preços dispararam nos mercados onde se transaccionam as matérias-primas.

Fonte do Ministério da Agricultura também atribui as novas estimativas do INE "ao receio dos agricultores relativamente às consequências da seca" e vê com preocupação "todos os factores que possam afectar a produção agrícola e a rentabilidade dos agricultores". A tutela de Assunção Cristas sublinha que, por isso, lançou medidas de combate aos efeitos da seca e está a estudar a possibilidade de alargar aos produtores de vegetais a linha de crédito de 50 milhões de euros destinada a compensar os efeitos da seca.

Mas olhando para os dados dos últimos anos a quebra na produção de cereais de sequeiro é evidente: no trigo mole (muito usado na produção de bolachas) o volume passou de 196 mil toneladas em 2008 para 38 mil este ano. O desinvestimento neste tipo de cultivo mostra-se também na superfície cultivada: entre 2009 e 2011 a área ocupada pelo trigo mole caiu 56%. Nesse período, e no total dos chamados "cereais praganosos" (que precisam de chuva), a superfície cultivada diminuiu 30%.

O Ministério da Agricultura não atribuiu esta queda à Política Agrícola Comum, que, durante anos, aplicou um sistema de ajudas por tipo de cultivo e está agora em processo de revisão para vigorar depois de 2013. "A diminuição de produção dos últimos anos não é generalizada. A produção de milho está a cerca de 30 mil hectares de conseguir a auto-suficiência e as áreas semeadas têm crescido três a quatro mil hectares ao ano", diz fonte oficial. A quebra expressiva nos cereais praganosos é atribuída, além de à seca, às características de solo e clima de Portugal, explicação que é partilhada por Luís Mira, secretário-geral da CAP. Mira aponta também os baixos preços até agora registados nos cereais, o aumento dos custos de produção e a fraca produtividade dos solos nacionais em comparação com a dos países do centro da Europa. "Hoje as ajudas [comunitárias] estão desligadas. O agricultor procura no mercado a melhor opção de cultivo e escolhe", diz. "Portugal não tem condições de clima ou ambiente para ser auto-suficiente em cereais de sequeiro. As opções dos agricultores vão para o que dá mais rendimento", acrescenta, defendendo que o aumento do regadio pode ser uma solução para inverter a situação de quebra.

Para Francisco Gomes da Silva, professor no ISA e antigo assessor de Assunção Cristas, disseminar o uso desta tecnologia deve ser a "aposta da agricultura portuguesa". Com um uso "altamente eficiente" dos recursos, o regadio daria liberdade aos produtores de apostarem em culturas rentáveis, quando valesse a pena. Quanto à diminuição da produção, era inevitável face à situação de seca, mas a quebra também se explica pelo crescente investimento no regadio e numa mudança mais estrutural do sector. "Não podemos esquecer, e a agricultura foi muito criticada por isso, que houve uma altura em que se faziam cereais em tudo o que era pedra", acrescenta.

Além da maior dependência das importações, é expectável uma subida dos preços de produtos como o pão e, a médio prazo, a cerveja. Tiago Brandão, da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja, admite aumentos no preço ao consumidor mas não para já. "É prematuro." Cerca de 30% da cevada usada na indústria é nacional, mas com a quebra da produção as cervejeiras concorrem com os produtores de rações para animais, obrigados a recorrer a cevada de maior qualidade.

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Público 2012-08-12 Clara Barata

O milho seca nos campos do Midwest antes de crescer. Como dali vem metade de todo o que se vende no mundo, teme-se uma onda de especulação que gere instabilidade em países pobres


A maior cultura de milho do planeta foi devastada pela seca mais severa nos Estados Unidos dos últimos 56 anos e teme-se que esta seca histórica dê origem a uma crise alimentar como a de 2008, que gerou motins e instabilidade política em vários pontos do mundo.

Os números revelados na sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos EUA revelam que pelo menos 17% da colheita de milho está perdida. Será a mais pequena dos últimos 17 anos, sublinha o New York Times, quando as condições meteorológicas favoráveis da Primavera tinham levado os agricultores a plantar tanto milho como nunca desde 1937 - ao todo, 39 milhões de hectares, diz a Time. Mas agora 16 milhões de hectares de terra plantados com pés de milho ressequidos e subdesenvolvidos estão nas zonas classificadas como estando em seca extrema ou excepcional, segundo o Centro Nacional de Mitigação da Seca.

Cerca de 65% do território dos EUA está pelo menos em situação de seca moderada, uma área quase tão vasta como o fenómeno Dust Bowl da década de 1930, quando anos consecutivos de seca fizeram com que o solo das Grandes Planícies norte-americanas se transformasse em pó, soprado pelo vento em enormes tempestades de poeira.

No Midwest americano, a zona mais afectada pela seca, foi plantado no ano passado 35% do milho e da soja produzidos em todo o mundo, segundo números citados pelo Financial Times. Como os EUA são os principais exportadores de milho e soja do mundo, e a seca afecta a região do Midwest, teme-se que a inflação dos preços dos cereais, que já se sente, dê origem a uma nova crise alimentar, como de 2008, que provocou motins e instabilidade política em vários pontos do mundo.

"A situação actual é precária e pode deteriorar-se mais se persistirem as condições meteorológicas desfavoráveis, ainda não é uma crise", escreveu no jornal Financial Times o secretário-geral da Organização para a Alimentação e a Agricultura das Nações Unidas (FAO), José Graziano da Silva. "Mas os riscos são altos e se não forem dadas as respostas certas pode criar-se uma nova crise."

Etanol não, obrigado

Esta seca veio de surpresa - começou em Junho, com uma onda de calor que fez com que fossem batidos recordes históricos de temperaturas em muitos locais, que regra geral tinham sido atingidos nos meses mais quentes do ano, Julho e Agosto. Acenderam-se os enormes incêndios florestais no Utah e no Colorado, que chegaram a áreas urbanas. A seca instalou-se, com o seu séquito de problemas. Indiana, Illinois, Nebraska, Kansas, Missouri, Oklahoma e Arkansas são os estados mais afectados, com cerca de 20% da sua área considerada em "seca extrema ou pior".

O milho assa nos campos, queimado ainda antes de se desenvolver a maçaroca. A soja vem um pouco mais tarde, mas as perspectivas são igualmente más. "Isto é mesmo uma crise. Acho que nunca vi nada assim na minha vida", disse o governador do Illinois, Pat Quinn, depois de visitar uma série de quintas onde as culturas ficaram esturricadas pela falta de humidade e pelo calor nos próprios campos, citado pelo New York Times.

O milho é o mais valioso cereal cultivado nos EUA - só no ano passado, representou 76.500 milhões de dólares. É alvo de muitos subsídios e estímulos à produção, como a política de incentivos federais à produção de etanol, incluindo um mandado federal para que este biocombustível polémico seja misturado com a gasolina. Os produtores de gado e aves de capoeira têm pedido que este mandado esteja suspenso, dada a situação de seca, e a FAO pede o mesmo. Outros 20 países, entre os quais a França, a Índia e a China, noticia o Financial Times, já expressaram também a sua preocupação aos EUA com esta exigência, que sonega 40% do milho produzido nos EUA.

Grande parte das maçarocas intensivamente cultivadas na América não são usadas directamente nos nossos pratos. Muitas acabam consumidas de forma irreconhecível, como adoçante, nas bebidas e outros alimentos (14%). O destino de 33% do milho é alimentação dos animais, tanto de capoeira como gado. Mas a fatia mais larga, 40%, vai mesmo é para a produção de etanol, um biocombustível cuja produção é cara e que tem muitos desperdícios.


Cadeia alimentar instável

Em 2010, houve uma segunda crise internacional relacionada com a subida do preço dos alimentos - provocada por fenómenos climáticos extremos, enquanto a de 2008 teve mais a ver com a subida do preço dos combustíveis. Uma seca reduziu a colheita russa de trigo em um quinto, o que levou Moscovo a banir a exportação deste cereal, enquanto na China boa parte das colheitas foi destruída também por uma seca e na Austrália o problema foram cheias. O preço do trigo aumentou mais de 50% e os alimentos derivados disparam 32%, recorda Michael Klare, professor de Estudos de Paz e Segurança Mundial no Hampshire College, nos EUA, no site TomDispatch.com.

"Quando acontece que uma colheita falha com esta magnitude - estima-se que 80% do milho tenha sido afectado de alguma forma e pelo menos 11% da soja -, os efeitos fazem-se sentir ao longo de toda a cadeia alimentar", comenta Isobel Coleman, director da Iniciativa para Sociedade Civil, Mercados e Democracia do think-tank norte-americano Council on Foreign Relations.

"Em todo o mundo há classes médias a crescer, um aumento da procura da carne e de proteínas. Os países estão a tornar-se cada vez mais dependentes de alimentos para os animais relativamente baratos fornecidos pelos Estados Unidos", explica, numa entrevista divulgada no site da think tank. O mundo tem um apetite cada vez mais voraz por uma dieta rica em proteínas animais. Assim, o aumento do preço nos EUA acabará por encarecer mais facilmente a carne num país em desenvolvimento do que nos próprios Estados Unidos.

Nas próximas semanas, o preço da carne, por exemplo, até deve baixar nos EUA, porque muitos criadores levarão os animais para abate, uma vez que não conseguem alimentá-los. "Mas a mais longo prazo, os preços vão aumentar. Os especialistas prevêem subidas de 4 a 5% nos preços no ano que vem", diz Isobel Coleman.

Países que importam muitos dos seus alimentos, como as Filipinas, o Afeganistão, ou o Egipto, vão sentir em cheio os seus efeitos. "E quando vemos preços dos alimentos a subir rapidamente, claro que isso conduz a instabilidade", sublinha Coleman. "Já vimos isso várias vezes nos últimos cinco anos em muitos destes países. A subida do preço dos alimentos traduz-se em protestos nas ruas."


Meio mundo come milho com sotaque do Midwest

 


Quando barra uma fatia de broa com manteiga ou a usa para comer um portuguesíssimo chouriço, é provável que a farinha de milho usada para a fazer tenha sotaque do Midwest. É que 53% do milho comercializado em 2011 foi plantado por agricultores norte-americanos.

Sendo um dos grandes produtores de cereais, os EUA dominam o mercado internacional do milho, embora exportando uma pequena quantidade da sua produção (15%). Por isso, os preços que prevalecem internacionalmente são os do mercado interno - influenciados pela meteorologia na "Cintura do Milho", o Midwest. Daí os receios de que a grande seca de 2012 resulte num terceiro episódio de aumento dos preços dos alimentos a nível mundial em cinco anos.

Os efeitos já se começam a sentir: o índice de alimentos da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) subiu 6% de Junho para Junho. A deterioração das perspectivas quanto à colheita nos EUA fez os preços do milho subirem 23% em Julho.

A isto junta-se a cotação do trigo, o cereal mais consumido no mundo, que subiu 50%. Aqui o que está em causa são as más condições meteorológicas na Rússia e a expectativa de redução nos stocks de milho. O preço do açúcar está também a fazer subir o índice de preços da FAO, devido às chuvas no Brasil, maior exportador mundial. O atraso das monções na Índia, que cria condições de seca, também não ajuda à tranquilidade dos mercados.

Na Bolsa de Chicago, o valor dos futuros do milho (as previsões quanto ao preço que atingirá numa determinada data futura) subiram 60% a partir de meados de Junho, atingindo níveis recorde. Outros cereais, como a soja e o trigo, estão também a subir muito. Oficialmente, mais de metade da colheita de milho é classificada pelo Departamento de Agricultura dos EUA como de má qualidade - a pior classificação desde a seca de 1988, quando a colheita de milho foi reduzida em 31%. C.B.


A culpa é das alterações climáticas ou nem queremos falar disso?

Modelos para compreender a evolução do clima não representam bem os fenómenos extremos


A culpa da seca recorde nos EUA é das alterações climáticas causadas pelo aquecimento global? Normalmente, os cientistas são muito cautelosos a fazer essa ligação entre a meteorologia, mesmo os fenómenos meteorológicos extremos, e o clima, que é a caracterização do planeta no longo prazo. É como comparar uma piscadela de olho com um filme de 120 minutos. Mas, desta vez, há cientistas prontos a ligar as duas coisas.

James Hansen, do Instituto de Estudo Espaciais da NASA em Nova Iorque, não é nenhum estranho à intersecção da política com a ciência das alterações climáticas - há 24 anos, testemunhou sobre o assunto no Congresso. Desta vez, publicou um artigo na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences em que, usando dados estatísticos, produz mapas em que mostra como as temperaturas extremas no Verão se tornaram não só muito mais frequentes como se alargaram a muito mais áreas.

Assim, entre 1951/1980, os períodos de temperaturas extremas só se verificavam em 1% da superfície terrestre. Ao analisar o que se passou e as três décadas seguintes, a equipa de Hansen conclui que, no final desse período, as vagas de calor se tinham alargado a 10% do globo. Conclusão, polémica para alguns cientistas, que acusam Hansen de estar a fazer um libelo político: "Podemos dizer com segurança que as ondas de calor de Moscovo em 2010 ou do Texas em 2011 são consequência das alterações climáticas".

Apesar do interesse político de Hansen - mesmo no meio da maior seca em seis décadas, o tema das alterações climáticas e do que se pode fazer para as limitar tem estado ausente da campanha das presidenciais norte-americanas -, ele não está propriamente a esticar para lá do admissível em ciência. Outros estudos têm apontado neste sentido, e o IPCC - o grupo de peritos que trabalha para elaborar relatórios de consenso sobre as alterações climáticas para a ONU - divulgou um relatório recentemente em que aponta também esse caminho.

A verdade é que os modelos computorizados com que os cientistas tentam compreender como pode o clima evoluir não representam bem os fenómenos extremos, disse à Nature Kevin Trenberth, climatólogo do Centro Nacional de Investigação Atmosférica dos EUA. Mas isso pode levar algumas pessoas a tirar uma conclusão errada: "A de que não sofrem influência humana." Clara Barata



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http://blogs.usda.gov/2012/08/07/agricultures-role-in-ecosystem-services/

 

Harvesting sugarcane in south Florida, ARS scientists at the Sugarcane Production Research Unit are identifying research to help sustain both agriculture and natural Everglades ecosystems.

 

Harvesting sugarcane in south Florida, ARS scientists at the Sugarcane Production Research Unit are identifying research to help sustain both agriculture and natural Everglades ecosystems.

This post is part of the Science Tuesday feature series on the USDA blog. Check back each week as we showcase stories and news from USDA’s rich science and research portfolio.

Most of us accept that some services—such as waste water treatment and emergency response, for example—have an economic value. As citizens, we decide to support these services for our safety, security and comfort. And yet there are many other functions going on every day, all around the world, that are not directly supported but still enable our planet to maintain favorable living conditions for all living creatures—functions like bees pollinating our crops, forests absorbing excess carbon dioxide, or dung beetles breaking down animal wastes.

These functions, known as ecosystem services, include all the jobs performed by the components of an ecosystem, coming from biotic components like plants and insects, to abiotic components, such as the soil and wind.  Ecosystem services include things like pollination (approximately one third of the human diet comes from insect pollinated plants), water filtration (wetlands protect water quality by trapping sediments and retaining pollutants such as heavy metals), energy (7 percent of US power comes from hydroelectric plants), and tourism (nature-based tourism or ecotourism is predicted to grow to 25 percent of the world travel market by 2012).  And these services, without most of us even knowing it, add substantially to our economy.  For example, the value of insect pollination has been estimated at up to $15 billion in the United States annually, and ecotourism has a worldwide value of approximately $473 billion per year.

As a growing world population slowly pushes ecosystem services to new limits, the issue that more and more scientists and policymakers are trying to confront is how to value ecosystem services.  Because we don’t directly support many of these services, we may undervalue them.  Yet ecosystem services are very valuable to agriculture, which is why USDA scientists and policy makers are increasingly working to understand ecosystem services and find ways to elevate our understanding of their importance and value them at the same time.

Many USDA agencies have active research programs in the area of ecosystem services. For example, ERS is investigating the economics of ecosystem services and design issues for ecosystem service markets, including the use of greenhouse gas offsets and interactions with conservation programs.  NIFA has several programs that address environmental markets, including a program on enhancing ecosystem services from agricultural lands and the National Integrated Water Quality Program, whose goal is to contribute to the improvement of the quality of our nation’s surface water and groundwater resources through research, education, and extension activities.  And ARS has a Water Availability & Watershed Management National Program which addresses the highest priorities for agricultural water management including erosion, sedimentation, and water quality protection, and improving watershed management and ecosystem services in agricultural landscapes.

Agriculture plays a major role in protecting ecosystem services, and in turn can reap great benefits from services that are functioning properly. Given that, it’s encouraging to know that USDA scientists and policy makers will continue to do their part to ensure that America’s ecosystems are able to provide the services we all need long into the future.

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Das florestas e do homem

por papinto, em 07.08.12

 

Yann Arthus-Bertrand was appointed by the United Nations to produce the official film for the International Year of Forests. 
Following the success of Home which was seen by 400 million people, the photographer began producing a short 7-minute film on forests made up of aerial images from Home and the Vu du Ciel television programmes.
This film will be shown during a plenary session of the Ninth Session of United Nations Forum on Forests (24 January - 4 February 2011) in New York. It will be available to all from February 2 -- for free -- so that it can be shown worldwide.

With the voice of EDWARD NORTON.

www.goodplanet.org/forets 

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2012-08-02 às 20:30 www.portugal.gov.pt

MINISTRO DA EDUCAÇÃO ASSINA PROTOCOLO DE FUSÃO DAS UNIVERSIDADE DE LISBOA E A UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA

Numa cerimónia presidida pelo Ministro de Estado e das Finanças, Professor Vítor Gaspar, em representação do Senhor Primeiro-Ministro, o Ministro da Educação e Ciência, Professor Nuno Crato, em conjunto com os Reitores da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, e da Universidade Técnica de Lisboa, António Cruz Serra, assinaram hoje o protocolo mediante o qual o Governo aceita a proposta de fusão das duas universidades e em que se estabelecem os passos a dar para a concretização dessa fusão.

O XIX Governo Constitucional reconhece a importância do projeto de fusão entre a UL e a UTL e assume,pelo presente instrumento, a intenção de apoiar esta iniciativa das duas universidades, no âmbito do compromisso, assumido no seu Programa, de "medidas conducentes à reorganização da rede pública de instituições de Ensino Superior".

 

 

A proposta de criação de uma nova Universidade de Lisboa, mediante a fusão das Universidades de Lisboa e Técnica de Lisboa, resulta da vontade expressa de duas instituições centenárias, e o processo traduz também as deliberações largamente consensuais dos seus órgãos representativos, tendo sido objeto de um intenso e participado debate interno e discussão pública.

Na intervenção durante a cerimónia o Ministro da Educação e Ciência frisou que se tratou de um dia histórico que "expressa o arrojo e a generosidade das duas grandes Instituições de Ensino Superior", lembrando que tudo partiu de um sonho de dois homens, António Sampaio da Nóvoa e o então Reitor da Universidade Técnica Fernando Ramôa Ribeiro, apoiado depois pelo seu sucessor, o atual reitor António Cruz Serra.

Trata-se de um processo, frisou o Ministro Nuno Crato, em que as duas Universidades não solicitam meios financeiros adicionais ao Estado, e do qual resultará uma nova Universidade com um regime de autonomia reforçada.

O protocolo hoje assinado define o calendário de ações com vista a assegurar a concretização da fusão da UL e da UTL no quadro temporal de 2012-2013, entre as quais a aprovação do decreto-lei de fusão em Setembro de 2012 e a elaboração e aprovação dos estatutos e início do processo de eleição dos órgãos de governo da nova Universidade até Maio de 2013.

Na cerimónia estiveram também presentes o Ministro da Saúde, Doutor Paulo Macedo, e o Secretário de Estado do Ensino Superior, Professor João Queiró, juntamente com os Presidentes dos Conselhos Gerais da Universidade de Lisboa, Doutor Henrique Granadeiro, e da Universidade Técnica de Lisboa, Professor Adriano Moreira, entre outras figuras do meio académico.

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