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 Artigo do Prof. Mário de Carvalho publicado no jornal on-line da Universidade de Évora http://www.ueline.uevora.pt/ em 17 de Maio de 2011

 

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Município de Idanha-a-Nova cria incubadora de 530 ha para jovens agricultores

in: Portal do Azeite, 27 de Junho de 2011

A Câmara de Idanha-a-Nova vai acolher a partir deste ano projectos de jovens agricultores que se queiram instalar nos 530 hectares da Incubadora de Empresas de Base Rural do concelho, anunciou a autarquia.

O município, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) e o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) assinaram os contratos e protocolos de criação da incubadora.

A estrutura vai entregar parcelas de terreno da Herdade do Couto da Várzea que pertencem ao Ministério da Agricultura e eram campos de experimentação agrícola, mas que deixaram de ser utilizados.

O município vai pagar 50 mil euros por ano pelo arrendamento dos terrenos, «um valor vantajoso», considera o presidente Álvaro Rocha, para que ali se possam «viabilizar boas ideias».

As condições de instalação de cada projecto serão definidas «caso a caso», consoante a mais-valia de cada um, salientou, destacando que o objectivo «é dar condições mais atractivas que o habitual».

O regulamento para atribuição de terrenos deverá estar concluído em Julho para que possam ser apresentadas candidaturas e para que o primeiro projecto possa estar no terreno «no mês de Outubro», destaca.

Segundo o autarca, já há projectos «em fila de espera», que serão analisados por uma comissão tripartida, formada pela autarquia, Direcção Regional e IPCB.

A maioria dos terrenos é abrangida por regadio e a incubadora, além de arrendar a terra «vai fornecer assessoria técnica, através do IPCB e da DRAPC, num modelo que vai ser aplicado pela primeira vez em Portugal», destacou Rui Moreira, director regional de Agricultura do Centro.

Carlos Maia, presidente do IPCB, acredita que o projecto vai fornecer «condições ímpares» para instalar jovens agricultores na região.

No caso, o politécnico participa no projecto através da Escola Superior Agrária de Castelo Branco, «que dará o suporte científico aos novos agricultores», que poderão ser eles próprios finalistas da instituição, sublinhou.

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Novo director-geral da FAO

por papinto, em 26.06.11

José Graziano da Silva eleito director-geral da FAO

JN 2011-06-26

O candidato brasileiro obteve 92 votos dos 180 votos, mais quatro que o seu principal adversário

 

O brasileiro José Graziano da Silva foi hoje eleito director-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

O candidato brasileiro obteve 92 votos dos 180 votos, mais quatro que o seu principal adversário, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol Miguel Angel Moratinos. José Graziano da Silva toma posse do cargo a 01 de Janeiro de 2012, sucedendo no cargo ao senegalês Jacques Diouf, à frente da FAO há 17 anos. A FAO, com sede em Roma, é a maior agência da ONU com um orçamento anual de mais de 700 milhões de euros.

Outros quatro candidatos ao cargo - da Áustria, Indonésia, Irão e Iraque - retiraram-se da corrida depois de uma primeira volta em que os dois mais votados foram o candidato brasileiro e o espanhol. Após o anúncio dos resultados, Graziano da Silva dirigiu-se, em espanhol, aos representantes dos países membros da agência, para frisar "a necessidade de alcançar consensos e acordos" que permitam à FAO "avançar mais rapidamente na luta contra a fome".

Segundo os últimos números da agência da ONU, em 2010 havia 925 milhões de pessoas com fome no mundo. Graziano da Silva, até agora subdirector da FAO para a América Latina e Caraíbas, foi ministro da Segurança Alimentar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e o rosto do programa brasileiro de luta contra a fome "Fome Zero", considerado um enorme êxito. O "Fome Zero", que assentava na participação da sociedade civil no programa e na igualdade entre homens e mulheres, contribuiu para tirar 24 milhões de brasileiros da pobreza extrema em cinco anos e para reduzir em cerca de 25 por cento a subnutrição no Brasil.

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Criada rede nacional de investigação para a biodiversidade com 300 cientistas
Público, 17.06.2011
Helena Geraldes

 

Preencher os espaços em branco sobre a natureza em Portugal e dar apoio científico às políticas públicas é o grande objectivo do InBio, rede que reúne 300 investigadores de 20 nacionalidades e um dos novos Laboratórios Associados do Estado.

O lobo ibérico poderá vir a ser um dos primeiros a beneficiar do InBio - Rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva que, durante oito anos, foi apenas uma ideia e que este ano recebeu luz verde do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior como novo Laboratório Associado. A estratégia de conservação do lobo, espécie classificada Em Perigo de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, precisa de “uma revisão” e de “informação mais consistente”, avançou ao PÚBLICO Tito Rosa, presidente do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), organismo estatal que, a 23 de Janeiro, assinou um protocolo de cooperação com os investigadores.

“Cada vez temos menos capacidade para produzir conhecimento, na luta do dia-a-dia para o cumprimento da regulamentação”, comentou o responsável, acrescentando que esta parceria é uma “mais-valia e uma forma de garantir uma intervenção mais correcta, conhecendo melhor os problemas”.

O InBio promove o trabalho em conjunto dos 300 investigadores, 110 dos quais doutorados, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade do Porto – instituição que apresentou a candidatura – e do Centro de Ecologia Aplicada Professor Baeta Neves, do Instituto Superior de Agronomia (ISA). A estrutura está aberta à participação de outras instituições.

“O nosso grande objectivo é auxiliar o Estado na política pública da biodiversidade, através daquilo que fazemos de melhor em Portugal a nível de investigação”, comentou Nuno Ferrand de Almeida, director do CIBIO.

Para Francisco Rego, coordenador do Centro de Ecologia Aplicada, trata-se de “capitalizar todo o investimento em Ciência que se fez nos últimos 20 anos e que ainda não está suficientemente utilizado”. E, segundo Ferrand de Almeida, “as equipas [de investigadores] estão muito motivadas”.

Entre os primeiros passos desta rede está a participação na revisão da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e na elaboração de pareceres técnicos-científicos, a partilha de dados para reforçar o conhecimento sobre espécies e habitats, bem como acções de formação e a troca de experiências entre funcionários do ICNB e investigadores do InBio, através de um programa de Residências.

Para já, o InBio vai apostar na promoção da investigação da biodiversidade tropical, no estudo da evolução das espécies na Península Ibérica ao longo dos últimos 20 mil anos e na promoção dos recursos genéticos dos animais e plantas domésticos.

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Researchers at Empa, the Swiss Federal Laboratories for Materials Science and Technology, have together with their colleagues at the Swiss Roundtable on Sustainable Biofuels (RSB) and the HTW Berlin, Germany, developed an online tool to assess the sustainability of biofuel production. (Credit: Image courtesy of Empa)

ScienceDaily (June 16, 2011) — Various biofuels, first hailed as a way to a sustainable energy supply, have since fallen out of favor because of the overall negative impact they have on the environment, mainly due to the production of the biogenic fuels -- as they should be more aptly termed. Now researchers at Empa, the Swiss Federal Laboratories for Materials Science and Technology, have together with their colleagues at the Swiss Roundtable on Sustainable Biofuels (RSB) and the HTW Berlin, Germany, developed an online tool to assess the sustainability of biofuel production.

The new tool allows users to perform a self-assessment against the Principles and Criteria of the RSB and a self-risk assessment. The online tool also calculates greenhouse gas (GHG) emissions of biofuels for each lifecycle production step, from farming to final fuel distribution; this calculation can be done according to various methodologies. The development of the new tool, which is directly accessible (free of charge) at http://buiprojekte.f2.htw-berlin.de:1339/, took about two years and was supported by the Swiss State Secretariat for Economic Affairs (SECO).

The RSB Standard comprises 12 principles and criteria for sustainable biofuel production, including environmental and social principles such as food security and human and labor rights. For instance, "Greenhouse Gas Emissions" aims to mitigate climate change by requiring that biofuels significantly reduce lifecycle GHG emissions compared to fossil fuels. Under this principle, operators along each step in the biofuel production chain must calculate the GHG emissions of their operations.

Such calculations are complex and require a sound knowledge in biofuels' life cycle assessment (LCA). To facilitate the RSB certification process, Empa -- in collaboration with the HTW Berlin -- developed a web-based tool allowing for the online calculation of biofuels' GHG emissions. Various GHG calculation methods are implemented, including the Swiss standard (for mineral-oil tax-relief), the European Renewable Energy Directive (RED) standard, the Californian standard and the RSB standard. By allowing a risk assessment of biofuels production and an evaluation based on the RSB sustainability principles, the tool forms the entry point to the RSB sustainability certification. "As such, the tool is targeted at all stakeholders in the biofuels sector, ranging from energy crop farmers and biofuel producers to traders who want to demonstrate the sustainability of their products," explains Empa researcher Rainer Zah, who was heading the project.

Zah's team at Empa has a long-standing record in LCA for biofuels. In 2007, they conducted an LCA for biofuels on behalf of the Swiss government, which became the basis for the OECD strategy on biofuels and for the Swiss ordinance on tax redemption for sustainable biofuels. In the following years, the Empa researchers have analyzed the direct and indirect impacts of biofuels production in various regions in Latin America, Africa and India; they developed the first web-based LCA tool for biofuels ("Sustainable Quick Check for Biofuels," SQCB) that formed the basis for the new web-tool.

The tool is freely available on the internet and can be used by any interested party who wishes to perform lifecycle GHG calculations of biofuels or assess their biofuel operations; it allows the user to conduct a self-assessment against the RSB Principles & Criteria and a self-risk assessment against the RSB Standard for Risk Management. More information on the RSB, which is based within the Energy Center of the Lausanne Federal Polytechnic University (EPFL) can be found at http://rsb.epfl.ch/.

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Detailed World Agricultural Trade Flows

por papinto, em 19.06.11

 

 

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i-online Marta F. Reis, Publicado em 18 de Junho de 2011  | 
Universidade do Porto angariou 47 mil euros com a ajuda de antigos alunos. Carnegie Mellon ensina alguns truques
 
Pedir a antigos alunos que apoiem financeiramente as actividades das universidades pode em breve deixar de ser um conceito estranho em Portugal. Na Universidade do Porto, uma primeira abordagem a propósito das celebrações do centenário da instituição levou 700 alunos a contribuir com 47 mil euros.

Esta semana, três especialistas em angariação de fundos da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, deram um workshop a directores para explicar com funcionam as doações nesta escola privada. O i falou com Christine Tebes, Michael Ransom e Lori Spears para perceber alguns truques de uma actividade que é norma no ensino superior norte-americano mas que em Portugal costuma servir apenas para financiar investigação. Criar uma ligação forte com os alunos é essencial.

A Universidade do Porto é a primeira no país a querer profissionalizar a recolha de fundos. Um gabinete com esse fim deverá ser criado já no próximo ano, depois do sucesso da recolha para o centenário. O objectivo era que as actividades fossem auto-suficientes - para o qual contribuíram também cerca de dez empresas com 400 mil euros.

O apelo foi publicado na revista da UP e em Dezembro do ano passado enviaram uma carta personalizada a 45 mil antigos alunos, explica Raul Santos, responsável pelo departamento de comunicação. A universidade optou por contactar apenas quem tivessem concluído os estudos há mais de três anos, "com uma condição profissional mais estável", a quem pediu uma ajuda em quatro patamares - 25, 50, 100 ou 150 euros. "Mesmo numa altura de crise, a mediana dos contributos situa-se nos 100 euros."

O gabinete do Porto terá à partida duas ou três pessoas. Um começo, face às cerca de 200 que trabalham nesta área na Carnegie Mellon. No âmbito do Programa Carnegie Mellon Portugal, os três responsáveis vieram explicar como em 30 anos conseguiram criar uma dinâmica que leva as empresas (por verem o papel da universidade na sociedade) e os alunos (por reconhecerem o papel da universidade nas suas vidas) a envolverem-se cada vez mais. Em primeiro lugar, dizem, é essencial definir objectivos. Na Carnegie Mellon, por exemplo, foi lançado há oito anos um plano para uma década de recolher mil milhões de dólares, hoje nos 700 milhões. "Arranjar apoio social para os alunos é uma das prioridades, mas também queremos financiar a manutenção das instalações e apoio à investigação", explica Tebes. Depois, é preciso criar uma dinâmica que favoreça o envolvimento, onde entram tradições como corridas de carros artesanais, encontros anuais e um site actualizado todos os dias, mas também professores marcantes, sistemas de tutores e a universidade como mais-valia para a vida pessoal e profissional dos alunos. Para o público em geral, publicam entrevistas com alunos no site da universidade e informação sobre os projectos em curso.

"Usamos tudo o que temos ao nosso alcance para nos ligarmos aos alunos e às pessoas", diz Ransom. "Quanto vieram os emails, começámos a usá-los. Quando o Facebook ficou popular abrimos uma conta. A comunicação consistente é uma trave mestra." Assim como agradecer no fim, revelam, tarefa à qual têm "algumas" pessoas adjudicadas. "Bom, não tratam só das cartas de agradecimento", riem do nosso espanto. No ano passado, os donativos de privados às universidades norte-americanas somaram 28 mil milhões de dólares.

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Públioco 20110612  Francisco Castro Rego

O impacto dos incêndios florestais no ano de 2010 foi de novo particularmente destruidor nalgumas manchas florestais


Depois dos anos terríveis de 2003 e 2005 e de anos mais favoráveis a partir de 2006, o impacto dos incêndios florestais no ano de 2010 foi de novo particularmente destruidor nalgumas manchas florestais públicas, relevantes pela sua importância económica, social, paisagística ou ambiental, de muitos concelhos dos distritos do Norte e do Interior Centro do país. Em muitas destas áreas perdemos a capacidade da floresta se reconstituir naturalmente e a oportunidade de aproveitar as condições criadas pela falsa "pesada herança do pinhal bravo" para a sua reconversão por espécies mais interessantes do ponto de vista ambiental e de gestão do risco de incêndio.

Em 2010, foram já ultrapassadas grandes metas do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, destacando-se os 25 incêndios com mais de 1.000 ha cada, contra um objectivo de zero, muitos dos quais em áreas "geridas" pelo Estado. No entanto, a imagem que se pretendeu passar, no balanço da campanha de incêndios de 2010, foi de que a culpa foi da meteorologia, o que desde logo desresponsabiliza toda a sociedade e a conclusão foi que poderia ter sido ainda pior!

Continuamos focalizados sobre os números simples do custo absoluto ou sobre o número de meios disponíveis, sem nos preocuparmos com os verdadeiros resultados de eficiência. Seria de esperar que os acontecimentos de 2010 provocassem uma preocupação acrescida por parte da estrutura pública responsável simultaneamente pela prevenção estrutural contra incêndios florestais e pela gestão de parte significativa das nossas florestas públicas, a Autoridade Florestal Nacional.

No entanto, aquilo que tem vindo a acontecer consiste essencialmente no oposto. É alarmante a actual falta de orientação estratégica na Defesa da Floresta Contra Incêndios, parecendo existir uma enorme vontade de substituição de objectivos e iniciativas sustentadas a médio e longo prazo, baseadas no conhecimento, responsabilização e profissionalização, pelo empirismo e a publicitação de acções isoladas, num jogo de faz-de-conta que vai entretendo a opinião pública.

As posições tomadas consistem essencialmente na negação do processo evolutivo e participativo que vinha a ser implementado por uma estrutura da própria organização, a Direcção Nacional para a Defesa da Floresta (DF), desrespeitando alguns técnicos excelentes desta estrutura que, apesar de tudo, se têm mantido empenhados em tentar minimizar os estragos. Refira-se que muita desta evolução foi conseguida com a colaboração técnica e operacional do projecto europeu Fire Paradox (2006-2010), em que contribuíram especialistas e operacionais de vários países, de reconhecido mérito internacional.

Este processo de retrocesso na AFN, iniciado em 2010, teve já impactos muito negativos em várias iniciativas e actividades, nomeadamente:

- Pelo cancelamento do projecto do Grupo de Especialistas de Fogo Controlado (GEFoCo), cujo trabalho desenvolvido, entre 2007 e 2010, permitiu a aplicação desta técnica em cerca de 3.500 hectares, que contribuí- ram para a contenção de mais de 50 incêndios florestais nos últimos 3 anos, protegendo importantes manchas florestais públicas. Estas acções contribuíram ainda para colocar novamente Portugal como um dos países da Europa com maior e melhor utilização do fogo controlado para a Defesa da Floresta Contra Incêndios, de que são prova os inúmeros convites para apresentação da nossa experiência além-fronteiras.

- Pela tentativa de acabar com o Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF), a única estrutura técnico-operacional dedicada exclusivamente à prevenção e ao combate a incêndios florestais, cujos requisitos de formação, capacitação, dedicação e independência serão considerados exagerados e desnecessários pelos actuais responsáveis máximos da AFN. Estas equipas colaboraram no combate, nos últimos 5 anos, a mais de 300 grandes incêndios, intervindo quando estes atingem grandes proporções ou ameaçam áreas florestais relevantes. Os mesmos dirigentes têm vindo a desenvolver um processo, pleno de episódios rocambolescos, para suprimir estas equipas ou para a substituição destes profissionais por qualquer figurante que queira vestir o equipamento.

- Pela tentativa de suspender a actual regulamentação sobre o uso do fogo técnico (uso do fogo na prevenção e no combate a incêndios florestais), uma das mais avançadas da Europa, que define as condições da formação e da utilização do fogo, através nomeadamente da responsabilização dos utilizadores. Esta questão é particularmente delicada num país em que muitos dos utilizadores ad hoc do fogo no combate (vulgo contra fogo) pretendem o anonimato de forma a nunca serem associados aos impactos negativos (e muitas vezes perigosos) da má utilização desta técnica poderosíssima mas extremamente exigente.

- Pela paragem do processo de enquadramento e facilitação da realização das queimadas para a pastorícia, em períodos de baixo risco de incêndio. O objectivo principal consistia na criação de condições para retirar ao máximo esta causa de incêndios do período crítico e cujos resultados frequentemente são negativos para os próprios causadores.

- Pela não-sequência às propostas feitas para implementação de um necessário Plano Nacional de Uso do Fogo.

E, para corolário deste retrocesso, em vez de se prosseguir o investimento em conhecimento, estratégia e antecipação, a AFN resolve transferir 2 milhões de euros do Fundo Florestal Permanente, destinados à prevenção, para a contratação de meios aéreos para o combate.

Esperemos, mais uma vez, que a meteorologia ajude, de forma a podermos ainda manter as poucas manchas florestais emblemáticas que restam no Centro e no Norte deste país, cuja vocação principal, segundo concluía um famoso economista num aprofundado estudo levado a cabo nos anos 80, era o sector florestal. Só não se entende como pode um sector tão promissor ser abandonado a uma tão grande falta de responsabilidade e de estratégia, que levou a que a entidade pública responsável máxima pelo sector florestal tivesse conhecido, entre 2009 e 2010, três presidências e duas secretarias de Estado e respectivos adjuntos. É mais que tempo de pedirmos responsabilidade e avaliação de impacto das decisões (ou da sua falta) aos nossos dirigentes máximos públicos.

Parece, infelizmente, que as lições aprendidas com os terríveis incêndios florestais de 2003 e 2005 (que percorreram 1/4 dos nossos espaços florestais) estão a ser agora esquecidas e que o esforço e investimento feitos na organização, no conhecimento e na utilização do fogo (na prevenção e no combate), que tão bons resultados proporcionaram, estejam agora a ser abandonados. Seria previdente e urgente encararmos esta realidade e agirmos racionalmente, com a consciência de que existem hoje condições de acumulação, continuidade e características de combustíveis que podem originar incêndios piores do que aqueles que o país conheceu em 2003.

Ainda estamos a tempo de corrigir o processo! Professor do Instituto Superior de Agronomia, ex-director-geral dos Recursos Florestais; coordenador do Grupo de Análise e Uso do Fogo da Autoridade Florestal Nacional

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Quinta-feira da espiga

por papinto, em 02.06.11

Quinta-feira da Ascenção é também, tradicionalmente, o Dia da Espiga. Um ritual cristão que celebra os primeiros frutos. O ramo, composto por uma espiga que celebra o pão, um ramo de oliveira, a paz e papoilas que representam o amor e alegria, deve ser mantido de ano para outro.

Em tempos, fazia-se uma romaria aos campos para apanhar o ramo de espiga. Hoje, em Lisboa, vendem-se à porta das estações do metro e dos comboios. É uma tradição que se vai mantendo viva nos lisboetas, na sua grande maioria, com origens em outras regiões rurais do país.

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