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ScienceDaily (Dec. 21, 2009) — Human activity is increasing the supply of nutrients, such as nitrogen and phosphorus, to stream systems all over the world. The conventional wisdom -- bolstered by earlier research -- has held that these additional nutrients cause an increase in production all along the food chain, from the tiniest organisms up to the largest predators. A long-term, ecosystem-scale study by a team of University of Georgia researchers, however, has thrown this assumption into question.


The researchers -- a team from the UGA Odum School of Ecology and department of entomology in the College of Agricultural and Environmental Sciences -- found, unexpectedly, that while nutrient enrichment did indeed cause a steady increase in the production of organisms lower on the food chain, organisms at the top of the food chain did not benefit.

Their study, published in Proceedings of the National Academy of Sciences, was funded by the National Science Foundation. It documents the effects of long-term nutrient enrichment of a headwater stream in a forested area at the Coweeta Hydrologic Laboratory in North Carolina. For the first two years of the study, the results were as expected: the production of both prey (the organisms low on the food chain) and predators (in this case salamanders and macroinvertebrates) increased. But with continued addition of nutrients, things began to change. While the prey continued to increase at the same rate, the production of predators leveled off, signifying a 'decoupling' of the typical relationship between predators and prey.

Maintaining patterns of energy flow between predators and prey is a critical aspect of healthy ecosystems. "What we found was a dead end in the food chain," said Amy Rosemond, assistant professor at the Odum School, and one of the lead researchers. "This is the first time we've seen this kind of trophic decoupling, or break in the food chain, between the levels of prey and predator on this scale. This kind of disruption of the food web wasn't on anyone's radar screen before now. "

In this instance, Rosemond explained, the break was driven by the traits of the various prey species that inhabit the stream system. Some of these species were better able to take advantage of the extra nutrition than were others. After the first two years, the nutrient enrichment began to favor the growth of large-bodied prey, such as the caddisfly, Pycnopsyche spp., over smaller organisms. These large-bodied prey were simply too big for the stream's predators to consume; hence, they were unable to capitalize on the increase in available food.

John Davis, who conducted the research as part of his Ph. D. dissertation, said that the work has global implications. "Nutrient enrichment is a global threat to the health of freshwater ecosystems," he explained. "However, our understanding of its effects is limited. Our experimental results varied substantially from the few other large-scale experiments, which suggests that ecosystem-level responses to nutrient enrichment are largely context-dependent. This is important because humans are increasing nutrient loading rates to a diversity of ecosystems, but our understanding of their effects is based on only a small number of ecosystem types. "

Rosemond said that their results point to the need for more research, especially large-scale, long-term studies in a variety of ecosystems. Davis agrees. "It took over four years for nutrient enrichment to decouple predator and prey production within these headwater streams," he said. "But most ecological experiments are limited to time scales of weeks to months. "

And the need to understand the effects of nutrient enrichment continues to grow more important. According the Environmental Protection Agency, the health of 47 percent of lakes and 45 percent of streams in the U. S. is impaired, with excessive nutrients a significant source of that impairment. Nutrient inputs to lakes and streams are likely to continue to increase globally from fertilized agricultural and suburban lands and from human and animal wastes that enter aquatic systems from treated sewage, septic tanks, or run-off from land. Furthermore, headwater streams, like the study stream in Coweeta, may account for as much as 73% of all stream miles. These headwater streams are the 'feeders' of larger rivers, so their response to nutrient enrichment likely affects downstream systems as well. But long-term effects of nutrients have not been previously tested in these systems.

"Without more accurately assessing the long-term effects of nutrients on a diversity of ecosystem types," Davis concluded, "we won't be able to adequately predict how global ecosystems are going to respond to chronic nutrient enrichment. "

 


Journal Reference:

  1. Davis et al. Long-term nutrient enrichment decouples predator and prey production. Proceedings of the National Academy of Sciences, 2009; DOI: 10.1073/pnas.0908497107

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Público, 20091222

Por David Marçal

Integrar os bolseiros no Regime Geral de Segurança Social (deveriam ser todos e não apenas os doutorados) é o mínimo


 
Segundo um artigo recente publicado noutro jornal, os motivos apontados por dez investigadores estrangeiros para trabalharem em Portugal são a praia, a comida, as mulheres giras e a cerveja barata. E, de acordo com vários relatórios de organizações internacionais, Portugal é também o país europeu que mais exporta recursos humanos qualificados, o que faz supor que os portugueses só dão o devido valor a estas coisas quando se vêem a apanhar chuva na pinha e a pagar cinco euros por uma pint nalgum sítio onde as suas competências sejam valorizadas.

Que prevê o programa do actual Governo para a ciência? Cerveja grátis para investigadores? Não. O Governo propõe-se "a renovar e reforçar o Compromisso com a Ciência". Define metas quantitativas (aumentar o número de doutorados, patentes, o investimento público e privado em investigação), faz referência à necessidade de Portugal integrar as redes internacionais de conhecimento e de grandes infra-estruturas científicas. Promete ainda melhorar as condições fiscais para quem contratar doutorados, medida que não é novidade mas que me inspira alguma preocupação: a ideia de que a contratação de doutores pelas empresas tem que ser apoiada é um pouco como um médico que receita morfina: temos que estar mesmo muito mal. Mas, sem brincadeiras, a proposta que me parece mais interessante é esta:

"Será ainda garantido, a todos os investigadores doutorados, um regime de protecção social idêntico ao dos restantes trabalhadores, incluindo os actuais bolseiros, assegurando-se, ainda, o cumprimento integral, em Portugal, das recomendações europeias relativas às carreiras dos investigadores e às suas condições de mobilidade."

Esperemos que cumpra rapidamente. É uma vergonha que tantos investigadores estejam abrangidos pelo Seguro Social Voluntário, o mesmo sistema de protecção social das donas de casa, e não pela segurança social igual para todos. Isto na prática equivale a prestações para a Segurança Social pelo valor do salário mínimo (com as devidas consequências no valor das prestações em caso de necessidade e na reforma) e ausência de subsídio de desemprego. Os bolseiros são uma fatia de leão, tanto em número como em importância para o sistema científico nacional. O que aconteceria aos grupos de investigação que ganham prémios e fazem notícias nos jornais se dispensassem os bolseiros? Perguntem-lhes.

É válida a meta apresentada pelo Governo de aumentar o número de investigadores. Mas esperemos que isso não continue a ser feito à custa da precariedade dos bolseiros. Sai muito mais em conta um bolseiro de investigação que ganha uma miséria (as bolsas não são actualizadas desde 2002, o que representa uma perda de 18% do poder de compra face à inflação acumulada), que recebe apenas 12 meses por ano, que custa 83,84? em segurança social por mês (independentemente do valor da bolsa) e que não dá chatices com subsídio de desemprego. Este tem sido o milagre da multiplicação de cérebros.

Registo como positivo o programa que na anterior legislatura permitiu a contratação de 1000 investigadores doutorados para institutos e universidades públicas. Os contratos de trabalho devem tendencialmente substituir as bolsas, pelo menos no caso dos investigadores doutorados, por isso esperemos (tal como consta do programa do Governo) que continue. Mas isto não invalida que as condições dos bolseiros não tenham que melhorar. Senão, perpetua-se uma espécie de sistema de castas, em que alguns felizardos conseguem saltar para o outro lado, assemelhando-se a carreira de investigação em Portugal ao filme Slumdog Millionaire.

Não ignoro que Portugal é um país que tem um PIB per capita muito inferior ao de outros países europeus e que não poderá de um momento para o outro oferecer aos investigadores as mesmas condições, pelo que teremos que continuar a contar com a ajuda do clima, da gastronomia, do sex appeal dos portugueses e da cerveja barata para fixar cérebros. Mas integrar os bolseiros no Regime Geral de Segurança Social (e julgo que deveriam ser todos e não apenas os doutorados) é o mínimo. Esperemos que isto aconteça em breve. E que a crise, o salvamento do sistema financeiro irresponsável, o défice ou qualquer outra perna de pau não sirva de desculpa para protelar indefinidamente esta medida. Bioquímico

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20091221EntrevistaACamara

 

Público, P2, 20091221

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Público, 20.12.2009 - 09h41

Produtores dizem que actividade enfrenta “risco de sobrevivência”

 

A campanha cerealífera de 2009 é para esquecer.

O volume de produção caiu cerca de 23 por cento face ao ano anterior, mas o valor final do produto colhido apresenta um recuo ainda mais significativo - a rondar os 40 por cento - fruto de uma quebra de 21,4 por cento no preço.

"É uma situação dramática, a que vivemos. O sector começa a estar em risco de sobrevivência", afirmou ao PÚBLICO Bernardo Albino, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cereais (Anpoc), numa reacção aos números avançados pelo Instituto Nacional de Estatística na primeira estimativa para as Contas Económicas da Agricultura de 2009.

Esta quebra na produção constitui uma ameaça, na medida em que pode desequilibrar ainda mais a balança agrícola portuguesa, que já depende a 75 por cento das importações de cereais. Bernardo Albino admite que há um certo movimento de correcção no sector, decorrente das boas campanhas anteriores que acumularam stocks e pressionaram os preços dos cereais em baixa. Mas acrescenta temer que se possa estar a entrar numa espiral de abandono que decorre da inexistência de uma estratégia nacional para o sector.

"Houve uma liberalização que põe em causa a rentabilidade das explorações e muitos produtores procuram outros caminhos", afirmou. A pressão no sentido do abandono dos cereais não é um problema estanque, pois parte substancial da produção destina-se à alimentação dos animais e um recuo ainda mais substancial das colheitas poderá obrigar a bovinicultura, por exemplo, a procurar refúgio nas rações, mais caras e menos aconselháveis no apuro da qualidade da carne.

O ano não foi terrível apenas para os produtores de cereais. Segundo o INE, a situação dos produtores de batata é também complicada. Neste caso, a produção em tonelagem até aumentou, mas o valor final da colheita caiu 33 por cento, por força de um recuo de mais de 35 por cento na cotação. Aqui o abastecimento do mercado não está em causa, porque a produção até aumentou ligeiramente acima dos 4 por cento, mas a rentabilidade das explorações está ameaçada em muitas regiões onde se pratica uma agricultura de subsistência, como é o caso de algumas zonas de montanha onde se colhem as melhores batatas portuguesas.

Em 2009, a produção total do sector agrícola deverá ter sido de 6,8 mil milhões de euros, face a 7 mil milhões em 2008. O rendimento empresarial líquido deverá ter caído 9,4 por cento.

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Despacho 03_Presidente Comissão Curso

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http://www.estadao.com.br/ 20091212

 

Americanos querem que novo acordo climático inclua agricultura, pouco reconhecida no Protocolo de Kyoto

 

COPENHAGUE - O secretário da Agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack, disse neste sábado que, em todo o mundo, os agricultores deveriam ser recompensados para combater o aquecimento global, usando, por exemplo, os mercados de carbono. Vilsack falou isso enquanto participava de um evento sobre o papel da agricultura no aquecimento global, paralelo às negociações climáticas da ONU, em Copenhague, que tradicionalmente têm se concentrado muito mais no corte de emissões lançadas por fábricas  ou para produção de energia nos países do que nas emissões da agricultura ou do desmatamento florestal.

 

 

 

 

 

 

Um obstáculo em Copenhague tem sido concordar como será o financiamento proveniente de países industrializados para mitigação e adaptação em países pobres. Vilsack disse que um fundo público deve ser complementado por mercados e pelo setor privado. "A realidade é que não importa o quanto as nações desenvolvidas e os governos coloquem sobre a mesa para prestar assistência ... em termos da mudança do clima não vai ser o suficiente."

 

Na semana passada, a Casa Branca disse que estaria próxima de um consenso no qual países industrializados pagariam US$ 10 bilhões anualmente para nações em desenvolvimento até 2012. Mas o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos fez lobby em prol de uma abordagem de mercado para recompensar os agricultores americanos para que reduzissem emissões de carbono.

 

Um projeto de lei climática nos Estados Unidos permitiria que esses agricultores pudessem vender seus créditos de carbono para outros emissores. "Os agricultores precisam de incentivos", disse Vilsack. "Será importante e necessário para o setor privado ser plena e completamente envolvido neste processo. É por isso que é importante criar incentivos e mercados. " 

 

Ele acredita que um novo acordo climático da ONU deveria incluir a agricultura, que é pouco reconhecida no âmbito do Protocolo de Kyoto. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) diz que os 500 milhões de pequenos agricultores do mundo seriam capazes de enfrentar os efeitos
das mudanças climáticas e impulsionar a produção de alimentos ao mesmo tempo. 

 

A organização argumenta que agricultores de nações em desenvolvimento podem tanto reduzir as emissões de gases de efeito estufa quanto melhorar terras degradadas e assim aumentar os rendimentos, através de práticas como o plantio de árvores. "É importante para esta conferência não separar as duas coisas", disse Vilsack. "Segurança alimentar e mudanças climáticas estão ligadas, na minha opinião, e, se você chama atenção para uma, tem que chamar atenção para outra."

 

O setor agrícola é responsável por 14% das emissões de gases de efeito de estufa globais, e deve alimentar um adicional de 2,3 bilhões de pessoas e aumentar a produção de alimentos em 70% até 2050. Um relatório das Nações Unidas divulgado nesta quarta-feira estima que entre 100 e 200 milhões de pessoas poderiam sofrer de fome até 2050, como resultado do aumento de secas e inundações, se não houver medidas concretas sobre as mudanças climáticas.

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O Ministério da Agricultura divulgou ontem que dos 841 mil hectares de floresta que vão ser abrangidos por Zonas de Intervenção Florestal, cerca de 503 mil hectares já são zonas de intervenção florestal legalmente constituídas ou aguardam aprovação governamental.

De acordo com um comunicado do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, foram publicadas, até 4 de Novembro, 103 portarias relativas a criação de Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), num total de 501.652 hectares.

Está para ser publicado um despacho para a criação de outra ZIF, com 2.203 hectares.

Estão em fase de constituição outras 73 ZIF, com um total de 336.942 hectares.

Segundo o Ministério da Agricultura, entre as regiões mais dinâmicas neste processo estão o Norte do Maciço Central, a Beira Interior, o Algarve, o Vale do Tejo, a Beira Interior Sul e o Vale do Sousa.

A primeira ZIF, com 4.741 hectares, foi criada há 3 anos no Concelho de Oliveira do Hospital.

Fonte:  Lusa


 

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RR on-line 10-12-2009 13:10

 
Portugal apresenta hoje, à margem da Cimeira de Copenhaga, um projecto inovador para reduzir o dióxido de carbono na atmosfera e ajudar o país a cumprir as metas do Protocolo de Quioto.

Plantar pastagens, de preferência trevos, que absorvem o CO2, ajuda o ambiente e os agricultores que aderirem à iniciativa podem ainda ganhar alguns euros.

O projecto foi apoiado pelo Fundo Português do Carbono, num valor total e oito milhões e meio de euros, para a plantação de pastagens.

Tiago Domingos, da empresa TerraPrima, explica o que é que os agricultores podem ganhar ao ajudarem o ambiente. “Os agricultores que semeiam pastagens em 2009 vão estar a fazer sequestro de carbono durante três anos e pelo consumo desse período vão receber 200 euros por hectare”.

O objectivo é ter até ao final de 2010, 42 mil hectares de pastagens, mas para este ano estavam previstos 21 mil, contudo só foram conseguidos 16 mil hectares, muito por culpa da falta de chuva.

Em grande parte estas pastagens serão de trevos, porque também absorvem mais CO2. “Quando fazem fotossíntese vão buscar o dióxido de carbono à atmosfera – uma parte fica nas folhas das plantas (que é o que os animais comem), a outra vai para as raízes, que vão morrer e é carbono que fica retido no solo”, descreve Tiago Domingos.

Cerca de dois mil agricultores estão envolvidos no projecto sobretudo no Alentejo e Ribatejo.


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Publication 16267 En

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