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Mais cientistas, melhor ciência, instituições de investigação maiores e de melhor qualidade, conclui a última avaliação independente internacional de mais de 300 unidades de investigação portuguesas.
 
Como resultado da avaliação, as instituições científicas foram classificadas em 5 categorias de qualidade. O financiamento de base das unidades de investigação depende da classificação obtida, financiando a FCT apenas as instituições com classificações superiores ou iguais  a Bom.
 
O número final de unidades de investigação reduziu-se em cerca de 20%, concentrando mais recursos em instituições de qualidade comprovada.
 
A lista completa das Unidades avaliadas com indicação das classificações obtidas está disponível em: http://alfa.fct.mctes.pt/avaliacao/unidades
 
 
Tomando em consideração todo o sistema científico nacional, a distribuição das instituições por níveis de classificação, Excelente, Muito Bom, Bom, Regular eFraco, é agora de, respectivamente, 21%, 38%, 25%, 15% e 2% (a comparar com 21%, 31%, 27% 13%, 8% em 2003). Os resultados confirmam assim a qualidade crescente da investigação realizada quando avaliada por padrões internacionais.
 
Aumenta ainda significativamente o número de investigadores doutorados por unidade (em 2003 apenas 20% das unidades tinha um número de investigadores doutorados superior a 20, e agora esse número ascende a mais de 50%), na linha das recomendações de anteriores avaliações sobre a necessidade de concentração de massas críticas e de novas práticas de partilha de recursos, para reforçar a capacidade científica e a relevância da ciência que se faz em Portugal.
 
A avaliação tem por base os relatórios de 23 painéis de peritos internacionais que avaliaram e visitaram todas as unidades de investigação em 2007 e 2008. O processo envolveu mais de 250 peritos de mais de 15 países e os resultados incluem a classificação atribuída a cada unidade. Nas 332 instituições científicas avaliadas trabalham 20 307 investigadores, dos quais 8 759 doutorados.
 
O processo de avaliação regular independente do sistema científico, iniciado em 1996-1997 e repetido em 1999-2000 e 2002-2004, segue padrões internacionais e analisa, em particular, os melhores trabalhos seleccionados por cada unidade de I&D, de forma a privilegiar a análise, por especialistas, da actividade cientifica desenvolvida, em detrimento de meros indicadores quantitativos.
 
A avaliação visa estimular a qualidade do Sistema Científico e Tecnológico Nacional no quadro da sua crescente relevância internacional e contribuir para a sua reorganização, reforçando a capacidade científica instalada e a sua estruturação em rede. O sistema de avaliação regular, independente e internacional, de todas as instituições científicas portuguesas, tem sido decisivo para Portugal.
 
 
Os mais recentes resultados do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional mostram que a despesa, pública e privada, em I&D atingiu 1,2% do PIB em 2007, mais de metade da qual executada por empresas, e que o número de investigadores (ETI) é já de 5 por mil activos, fazendo de Portugal o país europeu em maior crescimento (http://www.mctes.pt/IPCTN)
 
 
 

MCTES - 17/12/2008

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