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A nossa floresta agridoce

por papinto, em 12.12.14
ARMANDO SEVINATE PINTO Público 07/12/2014 - 15:16 O valor múltiplo da floresta – económico, social e ambiental – é tão expressivo, que se torna óbvio ter de a considerar como um sector fundamental, e até estratégico, para o nosso país. Sobre isso, não há opiniões divergentes.

A multiplicidade dos valores gerados e das funções e serviços que nos presta, muitos dos quais não valorizados pelo mercado, fazem dela, em conjunto com o sector transformador que lhe está associado, um dos mais importantes activos da nossa economia e da nossa sociedade. Infelizmente, também se trata de um sector cheio de contradições, de constrangimentos e de riscos quanto ao seu futuro.

De facto, não só está longe de ter atingido o seu valor potencial, como, nas últimas décadas, tem sido objecto de um processo, lento e complexo, de declínio, com reflexo na redução de algumas áreas florestadas, nos incêndios, na proliferação de pragas e doenças e na redução da produtividade dos povoamentos.

As causas, radicam numa multiplicidade de factores que interagem entre si, envolvidos num verdadeiro círculo vicioso, que ninguém ainda conseguiu resolver, apesar de haver uma clara unanimidade política nos diagnósticos.

A ausência de gestão activa e o extremo fraccionamento da propriedade, de muitas áreas florestais, conduzem à sua rentabilidade negativa e, consequentemente, ao seu abandono, aos incêndios e às pragas e doenças, que aumentam o risco e o desinteresse dos investimentos.

O círculo vicioso, não só se mantém, como se tem agravado, indiferente às políticas públicas que, mesmo quando generosas, não conseguem mobilizar as alterações necessárias no comportamento dos agentes privados (a maioria esmagadora dos proprietários florestais), no sentido da gestão racional do sector.

A situação, actual e do passado recente, não sendo idêntica para todas as fileiras florestais, tem muitos elementos comuns, quer nas causas, quer nas consequências, apesar de se revelarem com amplitudes diferenciadas.

A mais penalizada é, sem dúvida, a fileira do pinhal, fustigada de forma muito expressiva, pelos incêndios, pelas pragas (sobretudo pelo nemátodo da madeira do pinheiro) e pelo abandono (redução de mais de 250 mil hectares nos últimos 20 anos), com graves consequências económicas e sociais, para o país e para as regiões onde esta espécie é dominante.

A fileira do eucalipto, parece respirar saúde, se tivermos em conta os resultados económicos da indústria transformadora. Contudo, a manter-se a situação actual, não terá razões para prever o futuro com optimismo.

A floresta de eucalipto, a despeito do aumento da área ocupada (cerca de 100 mil hectares nas últimas duas décadas), tem vindo a ver reduzida a produtividade física dos povoamentos, particularmente dos mais envelhecidos, e também se vê a braços com pragas e doenças que a afectam de forma significativa (sobretudo o gorgulho, mas também a broca).

Entretanto, a circunstância que mais pode penalizar o futuro destas duas fileiras, é o crescente desfasamento entre a procura da indústria transformadora e a oferta nacional de matérias-primas, só colmatável através de importações, baratas na origem mas caras no destino que, além de constituírem um recurso muito pouco garantido, retiram competitividade ao tecido industrial e mais-valias potenciais à nossa economia.

Especificamente quanto ao eucalipto, que desde há muito se tornou um assunto de polémica em Portugal, não penso que seja uma árvore maldita, muito pelo contrário.

Ela é biologicamente fantástica, quer pela sua resistência, rapidez de crescimento e mecanismos de defesa, quer pelo facto de ser a espécie que, em Portugal, mais carbono sequestra, o que não deixa de ser importante.

Considero que, de uma forma geral, as campanhas contra o eucalipto são pouco esclarecedoras e pouco fundamentadas. As questões fundamentais deveriam abandonar o ódio à árvore e centrar-se nas condições de exploração dos povoamentos e na sua adaptação ao meio.

Haverá, certamente, áreas onde os eucaliptos não deveriam estar, designadamente, porque aí não têm condições satisfatórias de crescimento, e outras onde deveriam estar a gerar riqueza para os proprietários e para o país, sem prejudicar o ambiente.

A fileira do sobreiro e da cortiça, bastante mais específica, vive uma situação com pontos comuns com as outras fileiras (declínio, doenças e pragas, produtividade), mas tem vindo a conseguir enfrentar, com sucesso, a ameaça à utilização das rolhas – a principal valorização da cortiça – concentrada na concorrência de substitutos de baixo valor, metálicos e plásticos.

Quanto aos incêndios, tudo tem sido dito, e redito, quer sobre a sua importância, quer sobre as suas causas e consequências. Infelizmente, apesar da protecção divina que nos poupou este ano, os incêndios continuam, sem dúvida, a constituir o principal factor de risco que paira sobre o futuro das nossas florestas.

Como se poderá então quebrar o círculo vicioso? Depois de tudo o que já vi, ouvi e li, o único caminho que permitirá quebrar o círculo vicioso que penaliza e inviabiliza uma parte significativa da floresta, levando lentamente ao seu declínio, é o caminho do associativismo florestal, activo e participado.

Um associativismo consciente, informado e independente. Um associativismo não parasitário e que não se deixe sequestrar por interesses alheios à floresta e aos seus valores e funções. Um associativismo com apoio público, franco e sem reticências, mas que seja permanentemente avaliado pelos seus resultados objectivos e que seja capaz de unir os agentes económicos, todos eles, em torno do interesse nacional.

Há, no entanto, um ponto e este será o final, sobre o qual penso que o Estado tem obrigações especiais, das quais se não pode demitir. Trata-se das doenças e pragas que, segundo os especialistas, atingem mais de 20% das nossas florestas e para as quais não se conhecem antídotos eficazes.

Do meu ponto de vista, isto acontece porque se não investe suficientemente na sua avaliação e combate e porque se não federam capacidades técnicas e cientificas suficientes, alargando-as à Europa e ao mundo, se necessário.

Agrónomo (ISA), ex-ministro da Agricultura

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 Sarah Yang, Media Relations  December 9, 2014

BERKELEY — 

A systematic overview of more than 100 studies comparing organic and conventional farming finds that the crop yields of organic agriculture are higher than previously thought. The study, conducted by UC Berkeley researchers, also found that certain practices could further shrink the productivity gap between organic crops and conventional farming.

The yields of organic farms, particularly those with multiple crops, compare well to those of chemically intensive agriculture, according to a new UC Berkeley analysis. (Photo by Kristin Stringfield)
The yields of organic farms, particularly those growing multiple crops, compare well to those of chemically intensive agriculture, according to a new UC Berkeley analysis. (Photo by Kristin Stringfield)

The study, to be published online Wednesday, Dec. 10, in the Proceedings of the Royal Society B, tackles the lingering perception that organic farming, while offering an environmentally sustainable alternative to chemically intensive agriculture, cannot produce enough food to satisfy the world’s appetite.

“In terms of comparing productivity among the two techniques, this paper sets the record straight on the comparison between organic and conventional agriculture,” said the study’s senior author, Claire Kremen, professor of environmental science, policy and management and co-director of the Berkeley Food Institute. “With global food needs predicted to greatly increase in the next 50 years, it’s critical to look more closely at organic farming, because aside from the environmental impacts of industrial agriculture, the ability of synthetic fertilizers to increase crop yields has been declining.”

The researchers conducted a meta-analysis of 115 studies — a dataset three times greater than previously published work — comparing organic and conventional agriculture. They found that organic yields are about 19.2 percent lower than conventional ones, a smaller difference than in previous estimates.

The researchers pointed out that the available studies comparing farming methods were often biased in favor of conventional agriculture, so this estimate of the yield gap is likely overestimated. They also found that taking into account methods that optimize the productivity of organic agriculture could minimize the yield gap. They specifically highlighted two agricultural practices, multi-cropping (growing several crops together on the same field) and crop rotation, that would substantially reduce the organic-to-conventional yield gap to 9 percent and 8 percent, respectively.

The yields also depended upon the type of crop grown, the researchers found. There were no significant differences in organic and conventional yields for leguminous crops, such as beans, peas and lentils, for instance.

“Our study suggests that through appropriate investment in agroecological research to improve organic management and in breeding cultivars for organic farming systems, the yield gap could be reduced or even eliminated for some crops or regions,” said the study’s lead author, Lauren Ponisio, a graduate student in environmental science, policy and management. “This is especially true if we mimic nature by creating ecologically diverse farms that harness important ecological interactions like the nitrogen-fixing benefits of intercropping or cover-cropping with legumes.”

The researchers suggest that organic farming can be a very competitive alternative to industrial agriculture when it comes to food production.

“It’s important to remember that our current agricultural system produces far more food than is needed to provide for everyone on the planet,” said Kremen. “Eradicating world hunger requires increasing the access to food, not simply the production. Also, increasing the proportion of agriculture that uses sustainable, organic methods of farming is not a choice, it’s a necessity. We simply can’t continue to produce food far into the future without taking care of our soils, water and biodiversity.”

A National Science Foundation Graduate Research Fellowship and a Natural Sciences and Engineering Research Postdoctoral Fellowship helped support this research.

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28 Novembro 2014, 15:13 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt
 
Último inquérito às explorações agrícolas nacionais feito pelo INE dá conta de um aumento de 10,2% da área regada pelo Alqueva entre 2009 e 2013. São mais 20 mil hectares. 

O valor de produção da exploração por um hectare de superfície agrícola utilizada (SAU) em que a área é maioritariamente regada é quatro vezes superior à média das restantes explorações em Portugal.

A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE), está patente no "Inquérito à Estrutura das Exploração Agrícolas" publicado esta sexta-feira, 28 de Novembro, tem 2013 como último ano de recolha de dados e o quinquénio de 2008 a 2012 como referencia base.

Escreve o INE no resumo publicado que "o VPPT [valor de produção padrão total] gerado por um hectare de superfície agrícola utilizada nas explorações predominantemente de regadio atinge os cinco mil euros".

Este valor é "quatro vezes superior à média nacional e sete vezes maior que o das explorações exclusivamente de sequeiro". Um exemplo da cultura de sequeiro, utilizada em áreas menos expostas a pluviosidade, são os cereais de Inverno, como o trigo e a cevada.

Sobre os efeitos da irrigação na agricultura nacional, o INE destaca anda as consequências da barragem do Alqueva, que o actual Executivo espera ter concluído até ao final do próximo ano. "O desenvolvimento do regadio no Alentejo, promovido pela infra-estrutura do Alqueva, é comprovado pelo aumento de cerca de 20 mil hectares da superfície regada"  - ou mais 10,2% - desde 2009.

Nos mesmos cinco anos (2009 a 2013), a área regada em Portugal aumentou, no total, 2,3%:  metade (50,8%) das explorações nacionais regaram 479,8 mil hectares.

 

Olival cresce, vinha diminui

 

As culturas permanentes, que no final de 2013 representavam 19,5% da superfície agrícola utilizada (SAL) existente em Portugal (os restantes 49,9% eram pastagens permanentes e 30,2% terras aráveis) também sofreram alterações entre 2009 e 2013.

Naquele período, a sua superfície aumentou 2,6%, muito à custa do olival, que aumentou 4,4 mil hectares e passou a representar, em final de 2013, 48% da área de culturas permanentes .

A produção de frutos teve um crescimento significativo entre 2009 e 2013, constata ainda o INE. As culturas permanentes de frutos pequenos de baga, leia-se silvestres ou "vermelhos" (como amoras, framboesas, mirtilos, etc), registaram um aumento de 175,7%; e de frutos de casca rija (nozes, amêndoas, avelãs) progrediram 21,6%.

Pior teve a vinha, diz o INE, cuja superfície decresceu 8,8% entre 2009 e 2013. Foi a "única excepção" dentro do crescimento verificado, em área, nas culturas permanentes naquele período

 

Como mede o INE o valor de produção?

O INE contabiliza como VPP – valor de podução padrão – o "valor monetário médio de produção agrícola numa dada região, obtido a partir dos preços de venda à porta da exploração. "É expresso em euros por hectare ou cabeça de gado" e "corresponde à valorização mais frequente que as diferentes produções agrícolas têm em determinada região". O VPPT – valor de produção padrão total da exploração – é, por seu turno, a "soma dos diferentes VPP obtidos para cada actividade", multiplicando os mesmos, "pelo número de unidades existentes dessa actividade na exploração". O INE adianta que, para o inquérito agora publicado "o período de referência dos dados de base dos VPP cobriu o quinquénio de 2008 a 2012".  

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Morreu Sousa Veloso

por papinto, em 27.11.14


SIC Notícias | 09:59 27.11.2014






 

Morreu hoje, em Lisboa, o engenheiro Sousa Veloso. Licenciado em agronomia, tornou-se conhecido quando começou a apresentar na RTP, nos anos 60, o programa TV Rural.  




Durante 31 anos, impreterivelmente ao domingo, o engenheiro Sousa Veloso entrou pelas casas portuguesas divulgado os avanços da agricultura portuguesa. 

"Despeço-me com amizade até ao próximo programa" era a frase com que terminava o TV Rural, todos os domingos na RTP, onde entrou em 1959 quando a estação pediu ajuda ao Ministério da Agricultura para um programa especializado. 

Em 1960, a TV Rural tornou-se um programa autónomo e acabou por dominar o percurso profissional de Sousa Veloso, engenheiro agrónomo que acabou por se dedicar quase em exclusivo à televisão.  

No TV Rural chegou mesmo a fazer produção, edição e realização, para além da apresentação. Sousa Veloso foi ainda o primeiro apresentador português de televisão a citar os técnicos com quem tinha trabalhado, no final de cada reportagem.








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Fim do trabalho

por papinto, em 21.11.14

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Van Gogh, The End of the Day (after Millet), November 1889. Oil on canvas, 72 x 94 cm. Menard Art Museum, Komaki.

 

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rbraga2.gifRicardo Braga

Agroportal, 2014.11.18

A nova PAC sugere a necessidade de produzir mais quantidade e qualidade reduzindo simultaneamente custos de produção e impactes ambientais.

A solução deste verdadeiro quebra-cabeças agronómico terá que passar forçosamente pela utilização mais eficiente e eficaz dos recursos e factores de produção.

Este aumento de eficiência e eficácia, por seu lado, terá que passar pela inovação tecnológica quer a nível de genótipos (biotecnologia/melhoramento) quer a nível de equipamentos (mecatrónica/automatização) quer ainda a nível de TICs - tecnologias de informação e comunicação.

A nível das TICs, os sistemas de informação para apoio à decisão baseados em sensores e outras fontes de dados (modelos, previsões meteo, preços, etc.) terão que ter cada vez mais peso na exploração agrícola fazendo com que a tomada de decisão seja cada vez menos um processo empírico para passar a ser um processo baseado em factos e em conhecimento.

A intensificação do uso de dados/informação e conhecimento (incorporado ou mais explicito) ao nível da gestão agrícola será então uma chave para o aparente paradoxo da “intensificação sustentável”.

A gestão da variabilidade espacial no seio das parcelas dos recursos e factores de produção levada a cabo nos últimos 20 anos demonstra que existe uma enorme oportunidade para melhorar a eficiência e eficácia dos sistemas agrícolas com a contemplação da componente espacial na gestão. Como exemplo, podem dar-se situações correntes de variação do simples para o quíntuplo da produtividade em culturas como o milho ou a vinha no espaço de escassos hectares. Continuar a gerir as parcelas agrícolas como se de unidades homogéneas se tratassem é cada vez mais uma ineficiência inaceitável. De facto, toda a escola agronómica clássica assume a homogeneidade no espaço das parcelas (dos solos, da cultura, das taxas de aplicação de factores, etc.) por questões de ordem prático-logística, embora conhecendo bem a sua existência. No entanto, hoje em dia, existindo técnicas para gerir essa variabilidade, designadas por Agricultura de Precisão, torna-se possível adequar no espaço (e tempo) a aplicação de factores de produção a cada uma das unidades homogéneas incluídas no seio de cada parcela de acordo com as suas necessidades ou potencial produtivo.

Deste modo, aplica-se, por exemplo, maior quantidade de um dado nutriente onde as necessidades são maiores e vice-versa. Ou, aplica-se maior volume de calda de um tratamento onde a vegetação apresenta maior densidade e vice-versa. É este tipo de actuação (3Rs) “the Right time, the Right amount and the Right place” que permite melhorar a eficiência e eficácia de utilização dos recursos e factores de produção e desse modo promover a “intensificação sustentável”. De facto existem casos práticos em que na globalidade da parcela se utiliza a mesma quantidade de factor ou até menor quantidade, ficando contudo melhor distribuído e, por tanto, resultando em incremento de produção final.

A implementação da agricultura de precisão não é trivial e faz-se segundo um procedimento sequencial e cíclico, que geralmente inclui 4 fases:

(1) avaliação e caracterização da variabilidade espacial;

(2) análise de dados e aplicação de conhecimento para identificação da(s) causa(s) da variabilidade;

(3) elaboração da carta de prescrição do factor de produtividade; e

(4) aplicação diferenciada de factor de produtividade.

A fase (1) incluiu levantamentos georreferenciados das parcelas, nomeadamente a monitorização da produtividade (através de um monitor de produtividade associado ao posicionamento geográfico), análises de solo, índices de vegetação da cultura entre outros.

Os dados colhidos em (1) são analisados em (2) e através do conhecimento agronómico são diagnosticadas a(s) causa(s) da variabilidade. Uma vez identificada(s) a(s) causa(s) da variabilidade, e apenas após essa condição estar satisfeita (aspecto fundamental para o sucesso da estratégia!), é elaborada a carta de prescrição em (3) e implementada em (4) através de equipamentos munidos com tecnologia de taxa variável (VRT – Variable Rate Technology).

O elemento central neste ciclo de actuação são os sistemas informação georreferenciada (conhecidos por Sistemas de Informação Geográfica) que permitem a análise multidisciplinar da variabilidade espacial assim como a criação de cartas de prescrição a serem utilizadas para comando das aplicações diferenciadas através da VRT e do posicionamento geográfico.

O posicionamento geográfico, presente em qualquer das 4 fases é fornecido pelos Global Navigation Satalite Systems (GNSSs), em que o mais utilizado é o GPS – Global Positioning System. Além de estarem na base das 4 fases do ciclo da agricultura de precisão, os GNSSs permitem também a utilização de mais 3 importantes equipamentos/aplicações em agricultura de precisão:

(1) condução assistida - em que o operador é auxiliado por um dispositivo visual/sonoro de modo a reduzir sobreposições e falhas de aplicação de factores (adubos, semente, etc.);

(2) condução automática – em que o operador é substituído por um dispositivo mecânico/hidráulico com o mesmo objecto que em (1) mas com maior eficácia;

(3) ajuste automático da largura de trabalho (swath control) – em que a largura de trabalho em (alguns) distribuidores/semeadores é controlada troço a troço permitindo o ligar/desligar de forma independente de cada troço com vista à eliminação das sobreposições. Todos estes equipamentos, incluindo os monitores de produtividade e equipamentos de tecnologia de taxa variável podem ser instalados em máquinas existentes não sendo necessário adquirir modelos topo de gama para poder disfrutar das suas funcionalidades.

Face ao que foi dito nomeadamente em relação às vantagens da Agricultura de Precisão é difícil de compreender que a taxa de adopção seja ainda tão reduzida. É certo que a adopção não é igual para todas as aplicações / equipamentos, mas ainda assim, é no geral, reduzida. E esse facto pode justificar-se por uma série de razões, designadamente a limitada “experimentabilidade” da aplicação diferenciada de factores (é difícil experimentar sem investir nalguma componente); a difícil percepção dos ganhos (os ganhos potenciais são função da variabilidade das parcelas e suas causas); o limitado suporte técnico efectivo por parte dos vendedores de equipamentos; etc.

Todos estes aspectos, alguns mais reais que outros, contribuem para que a confiança para o investimento seja diminuída e para que surjam alguns mitos.

Neste contexto, fazia sentido um instrumento de apoio ao investimento que foi o que de facto veio a verificar-se com a publicação, no dia 11 de novembro, da portaria 230/2014 que estabelece o regime de aplicação da acção 3.2, «Investimento na exploração agrícola» do PDR2020 (http://www.pdr-2020.pt/files/portaria_230_2014_M32.pdf <http://www.pdr-2020.pt/files/portaria_230_2014_M32.pdf>).

No art. 2º - “Objectivos” – pode ler-se: “Reforçar a viabilidade e a competitividade das explorações agrícolas, promovendo a inovação, (…)”.

Contudo, é com o maior agrado que no art. 10º - “Critérios de seleção das candidaturas” - constatamos a inclusão da alínea e) “Candidatura com operações que visem o recurso a tecnologias de precisão.”

Na orientação técnica especifica (http://www.pdr-2020.pt/files/OTE_1_2014_M32.pdf <http://www.pdr-2020.pt/files/OTE_1_2014_M32.pdf> ) são mesmo elencados (ponto 2.2) com maior pormenor alguns dos investimentos materiais e imateriais reflectidos na medida. Estamos certos de que se trata de uma excelente oportunidade para que os empresários agrícolas passem a tirar completo partido das vantagens da Agricultura de Precisão e se tornem mais produtivos, rentáveis e sustentáveis.

As candidaturas decorrem até ao final do ano. Ao trabalho!

Ricardo Braga <mailto:ricardobraga@isa.utl.pt> Prof. do Instituto Superior de Agronomia <http://www.isa.ulisboa.pt/>

Mais informação online:

• Braga (2011). AGRICULTURA de PRECISÃO: adopção & principais obstáculos. AGROTEC .URL: http://goo.gl/aB6Gn <http://goo.gl/aB6Gn>

• Braga (2012). A Agricultura de precisão e a sustentabilidade dos sistemas de produção agrícola. Energia e Ambiente. URL: http://goo.gl/Ey2g0 <http://goo.gl/Ey2g0>

• Braga (2013). Entrevista: Agricultura de Precisão. AGROTEC. URL: http://goo.gl/FTESPS <http://goo.gl/FTESPS>

• GRUPO DE DISCUSSÃO LINKEDIN: AGRICULTURA DE PRECISÃO – PORTUGAL. URL: https://www.linkedin.com/manageGroupMembers?dispParts=&gid=6525490 <https://www.linkedin.com/manageGroupMembers?dispParts=&gid=6525490>

• REVISTA: AGROBÓTICA – como fascículo da AGROTEC. URL: http://agrotec.pt/ <http://agrotec.pt/>

• PDR2020: http://www.pdr-2020.pt/ <http://www.pdr-2020.pt/>

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DORA MOTA JN | 15.11.2014 - 00:01 Está lançada a Universidade do Norte, um consórcio entre as três academias públicas da região que vai gerir em conjunto os cursos, a investigação e o dinheiro. E nasce com forte disposição para influenciar políticas. Consórcio terá 56 mil alunos Chama-se UNorte e o seu universo tem 56 mil estudantes, 30 faculdades e um orçamento global de quase 340 milhões de euros. A aprovação do consórcio pelo Conselho Geral da Universidade do Porto praticamente encerra a sua criação, depois de os conselhos gerais das universidades do Minho e de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) terem já aprovado a nova entidade.

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Açores - O arquipélago comemora 150 anos de exportação do ananás para Inglaterra

Palestras, provas gastronómicas, um concurso de produtores e uma exposição vão assinalar, na freguesia da Fajã de Baixo, Ponta Delgada, entre 12 e 15 de Novembro, os 150 anos do início da exportação do ananás dos Açores para Inglaterra.

Café Portugal/Lusa; Foto: Alive Taste | quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

 

 

Fonte da Junta de Freguesia da Fajã de Baixo, na ilha de São Miguel, adiantou que durante quatro dias será levado a cabo um «vasto programa comemorativo» para assinalar a efeméride, numa localidade onde, apesar da pressão imobiliária dos últimos anos, a cultura do ananás ainda sobrevive.

 De acordo com registos históricos, foi precisamente a 12 de Novembro de 1864 que ocorreu o envio da primeira remessa do fruto rei, produzido na ilha de São Miguel, para a cidade de Londres, uma exportação que de significativa passou a residual ou inexistente com o passar dos anos.

Além da sessão solene de abertura no salão nobre da Junta de Freguesia e do lançamento de um selo comemorativo, decorrerá também a 12 de Novembro, a partir das 18h30, a inauguração de uma exposição, com a reprodução real de uma estufa, exibição de plantas, ananases, utensílios e vestuário utilizado pelos estufeiros.

A mesma fonte adiantou que o segundo dia será dedicado à vertente económica do ananás, estando prevista uma palestra, pelas 20h30 (21h30 em Lisboa), sobre o passado, presente e futuro, tendo como moderador o antigo presidente da junta de freguesia João Carlos Carreiro.

O programa comemorativo inclui, ainda, outra palestra sobre a vertente histórica do ananás, uma sessão de esclarecimento sobre nutrição, degustação de produtos, como licores e doces feitos com ananás, a presença de um chefe que irá preparar no local vários pratos e um concurso para premiar o melhor produtor de ananás.

Para o antigo autarca e estudioso do ananás João Carlos Macedo, que fará a palestra sobre a vertente histórica, mais do que falar em cultura do ananás deveria falar-se em economia do ananás, recordando que o fruto deu origem a empresas importantíssimas na região, como é o caso da Corretora, antigo Banco Micaelense, Carregadores Açorianos, entre outras.

O fruto rei nos Açores continua a ser cultivado de forma totalmente biológica em estufas, essencialmente nos concelhos de Ponta Delgada e Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, sendo que a produção anual é cada vez menor e atinge, actualmente, pouco mais de mil toneladas.

O presidente da Cooperativa Profrutos, Rui Pacheco, referiu, em Setembro, que a exportação do ananás dos Açores corresponde, presentemente, a «quantidades diminutas», sem precisar números.

Além do consumo interno, os principais mercados do ananás açoriano são o nacional e o designado «mercado da saudade», sobretudo Estados Unidos da América e Canadá, onde residem muitos emigrantes açorianos.

O ananás de São Miguel é originário da América do Sul e Central, tendo sido introduzido no arquipélago como planta ornamental em meados do século XIX, enquanto as primeiras explorações de caráter comercial surgiram em 1864.

A produção do ananás desde a toca até ao fruto pronto a colher leva cerca de dois anos.

No Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores (INOVA) estão em curso vários estudos para melhorar e reduzir custos de produção do fruto, que tem no abacaxi o seu principal rival comercial.

Entretanto está prevista para 2015 a conclusão do Centro de Interpretação do Ananás de São Miguel, que ficará localizado no edifício onde funcionou a Junta de Freguesia da Fajã de Baixo entre 1940 até 2014 e que antes tinha sido escola. O edifício construído foi construído no final dos anos 20 do século passado.

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O Challet em 1911

por papinto, em 04.11.14

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