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Megatrends 2015

por papinto, em 01.07.15

Long TermMacroeconomicForecasts KeyTrends MegaTrends

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Pavilhão de exposições

por papinto, em 22.06.15

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 Exposição de flores no Pavilhão de Exposições no final dos anos de 1940

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InscrEve Coma 2015

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Equívocos

por papinto, em 13.06.15

JOSÉ FIGUEIREDO Público 13/06/2015 - 05:16

O equívoco entre ciência, tecnologia e o papel do engenheiro e da engenharia na sociedade não ajuda, a meu ver, ao desenvolvimento de políticas ajuizadas.

O artigo publicado no dia 11 de Junho no jornal PÚBLICO (Portugal, país de excelência em engenharia) pelo professor Marçal Grilo, que já teve responsabilidades políticas ao mais alto nível, refere repetidamente “na área das engenharias e das tecnologias”, “formações nas engenharias e nas tecnologias”, “olhar para as engenharias e para as tecnologias com atenção redobrada”.

Acontece que, para mim, com certeza por erro meu, estas formulações não têm sentido. Por um lado estamos a falar de olhares diferentes e sensibilidades distintas, olhar para a engenharia significa olhar para a prática, para o eventual porquê dessa prática e/ou para o eventual ensino dessa prática, já olhar para a tecnologia visa o olhar para o artefacto, a tendência dos artefactos e coisas assim. Por outro lado, é preciso perceber até que ponto o olhar para a engenharia não contempla já o olhar para a tecnologia? Se assim não for de que ponto de vista se olha para a tecnologia?

O artigo prossegue com algumas referências como as iniciativas louváveis nos Centros de Ciência Viva, nos Clubes de Ciência, e outras da mesma natureza. Uma natureza que para mim, com certeza por erro meu, estará mal posicionada.

No país da Excelência em Engenharia continuam os equívocos e continuam sempre ao mais alto nível. A ciência é um ingrediente básico da engenharia, melhor, da formação em engenharia, mas a engenharia não é uma ciência. A engenharia lida com a formulação e resolução de problemas em contextos específicos, reais e não laboratoriais, e lida com problemas que muitas vezes não se conseguem definir completamente. Este carácter prático de fazer, por vezes em ambientes mal definidos, é uma característica da engenharia, da prática da engenharia e que deveria guiar a formação em engenharia. Engenharia que entretanto faz o quê? Tecnologia!

Se atentarmos nos modos de existência de Bruno Latour, em ciência a procura do interlocutor é a procura de imutáveis móveis. Pretendem-se criar referências. Por exemplo com um mapa podem-se referenciar espaços e conceitos. Os imutáveis móveis atravessam domínios rearranjando formas, embora mantendo o sentido das coisas. O mapa é um imutável móvel do domínio da ciência. Em termos de tecnologia a procura é de coisas que, substituindo outras, criem novos comportamentos estáveis. A ideia de estabilidade é fulcral em tecnologia. Por exemplo, numa estrada lisa, criar lombas para redução de velocidade vai alterar o comportamento dos condutores, mas a estrada é a mesma e os condutores também. A lomba é o artefacto tecnológico, de baixa tecnologia neste caso. Mas eficaz. Neste contexto o engenheiro é um actor que, apetrechado com ciência, inventa ficções capazes de criarem/construírem tecnologias.

O equívoco entre ciência, tecnologia e o papel do engenheiro e da engenharia na sociedade não ajuda, a meu ver, ao desenvolvimento de políticas ajuizadas quanto ao ensino de engenharia, nem quanto à consciência que o engenheiro deve ter sobre o seu próprio papel social e organizacional.

Professor no Instituto Superior Técnico (IST)

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Mecanização racional

por papinto, em 12.06.15

Mecanizaçãoagrícolaracional by papinto

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Bob Loomis

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Robert S. Loomis (1928-2015)

por papinto, em 13.05.15

Robert S. Loomis


 LOOMIS, Robert S. |

Robert Simpson Loomis died peacefully at home in Davis, Calif. on March 27, 2015, at age 86. Bob was born October 11, 1928, in Ames, IA, the second son of Walter Earl and Helen Loomis. He graduated from high school early to attend Iowa State University. While at ISU, he met Lois Ann Morris in freshman chemistry class, always maintaining that she was the prettiest girl in the class. They were married in 1951 and enjoyed 58 years of marriage until Ann's passing in 2010. Bob did graduate work at the University of Wisconsin and, after service in the U.S. Air Force in atmospheric research at the A.F. Cambridge Research Center, returned to the University of Wisconsin to earn his Ph.D. in Botany in 1956. Bob joined the faculty of Agronomy at UC Davis in 1956, where he remained until his retirement in 1991. His early research focused on nutrient and water stress in sugarbeet crops. He was a pioneer in computer modeling of growth in various crops. His colleagues often commented on his broad overview of agricultural systems. In addition to teaching duties, he mentored many M.S. and Ph.D. students. After retiring in 1991, he continued to work as an editor for several journals and, with David Connor (University of Melbourne, Australia) and Kenneth Cassman (University of Nebraska, 2nd edition), wrote "Crop Ecology: Productivity and Management in Agricultural Systems." During college Bob spent two summers as a lookout fireguard in the Clearwater National Forest in Idaho, where he manned a fire lookout tower and maintained trails. This experience led to a passion for the outdoors that he shared with his family and friends on many camping and backpacking trips over the years. He was an avid sailor and longtime member of Lake Washington Sailing Club. He enjoyed many travels that included sabbaticals to Boston, New Zealand, The Netherlands and Australia as well as visits to his family, friends, colleagues and former students around the world. Bob is missed by daughters Susan, Sarah (Rodney Paul) and Caroline; grandsons Alex, Thomas, Robert and Matthew May. A memorial service will be held at the Unitarian Universalist Church of Davis on May 30 at 10:30 am. In lieu of flowers, the family suggests memorial gifts to the Robert S. and Lois Ann Loomis Graduate Award in Agronomy, payable to UC Davis Foundation and mailed to Janet Berry, UC Davis Conference Center, 2nd floor, One Shields Ave, Davis CA 95616 or to a charity of your choosing.


Published in The Sacramento Bee on May 2, 2015

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Lavoura

por papinto, em 20.04.15

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Paisagem com a queda de  Ícaro

Pieter Bruegel (1590-95)

óleo sobre madeira (63x90 cm)

Royal Museums of Fine Arts 

(Bélgica)

óleo sobre madeira

 

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Universidades sabem ensinar?

por papinto, em 03.04.15

FELISBELA LOPES, JN, 2015-04-03

São três as missões de uma universidade: ensinar, investigar e valorizar o conhecimento de modo a contribuir para uma sociedade mais humanista e com crescimento sustentável. Nem sempre se cumpre isto com qualidade. E frequentemente as academias falham onde deveriam ser exemplares: no ensino. Isso acontece por diversas razões.

Os resultados da segunda edição do ranking global U-Multirank, divulgados esta semana, colocam seis instituições portuguesas entre as melhores do Mundo, numa avaliação que envolveu mais de 1200 universidades de 83 países. No entanto, esta classificação global oculta o problema da qualidade do ensino. O "Jornal de Notícias" escolheu precisamente este ângulo para noticiar os dados apresentados pelo U-Multirank, titulando que as academias portuguesas são "fortes a investigar, mas fracas a ensinar". O texto falava na (baixa) percentagem de novos alunos que acabam o curso com sucesso. Mas aos dados quantitativos, que os estafados rankings sempre privilegiam, há que acrescentar dimensões qualitativas e razões conjunturais para ler esta questão.

Centremo-nos no percurso de um professor de carreira do Ensino Superior. De assistente estagiário até catedrático, um professor universitário é obrigado ao longo de vários anos a prestar sucessivas provas públicas e a submeter ciclicamente o seu curriculum aos pares. Em todos os momentos, precisa de uma classificação positiva para subir de grau ou para permanecer na instituição. Precisa, portanto, de mostrar trabalho e isso, em Portugal, faz-se fundamentalmente através da investigação. Ao longo de toda a carreira, nas sucessivas provas que presta, um professor tem de demostrar que sabe, nunca faz prova de que sabe fazer ou ensinar. Acrescente-se que, em muitos casos, esses mesmos professores dedicam-se durante muitos anos à elaboração de teses esotéricas, sem qualquer ligação ao programa de uma cadeira ou à sociedade. E ali está um professor dedicado a um trabalho que apenas é interrompido com a tarefa "menor" das aulas que funcionam como uma espécie de intervalo daquilo que é o centro da sua profissão: a investigação.

Nos últimos anos, alguém se lembrou de introduzir uma outra avaliação dos docentes do Ensino Superior. Mais regular, mas igualmente tão inócua como as outras, se a ideia é avaliar as aulas ministradas. De tempos em tempos, o professor produz um relatório onde despeja tudo aquilo que foi capaz de fazer. E lá estão os congressos nacionais e internacionais (existe uma verdadeira indústria em torno destes encontros), os artigos publicados em revistas com avaliação dos pares (há poderosíssimas lógicas de mercado que pouco coincidem com a excelência dos textos), os júris de que se fez parte (onde nem sempre prevalecem critérios académicos para a composição do grupo que avalia um candidato), os projetos para os quais se conseguiu financiamento externo... E onde se avaliam as aulas? A criatividade, o rigor, a capacidade de comunicação do professor ou a disponibilidade para os alunos? E a evolução que os estudantes fazem da aprendizagem? Essas valências nunca são alvo de avaliação. Referem-se as Unidades Curriculares, apresentam-se metodologias e materiais de apoio e passa-se à frente.

Para colocar alguma ordem a uma situação que se desenvolve quase numa lógica de autogestão, criou-se a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) que funciona como um sinaleiro que abre uma via verde a cursos com condições para funcionar e impede a passagem àqueles que não apresentam garantias mínimas de qualidade. Mas a A3ES não consegue chegar à célula principal do problema do ensino: às aulas.

Ora, sem uma aposta clara, inequívoca, contínua no ensino nunca vamos ter professores com grande dedicação às aulas, nem alunos bem preparados. Sem mestres com algum brilho, torna-se difícil formar discípulos de excelência e, consequentemente, gente apta a enfrentar o mercado de trabalho. Há, pois, que repensar todo o modelo de avaliação do Ensino Superior. E retirar as universidades de lógicas medievais que anestesiam quem por elas passa.

FELISBELA LOPES, PROF. ASSOCIADA COM AGREGAÇÃO DA UMINHO

 

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